E o semiautomático? Por que demorou tanto para anular gol do Barcelona contra o Atlético?
Análise de tento de Cubarsí, que diminuiria goleada dos Colchoneros sobre o Barça, durou seis minutos e gerou polêmica
O massacre do Atlético de Madrid sobre o Barcelona, 4 a 0, nesta quarta-feira (12) pela semifinal da Copa do Rei poderia ter sido menor se não fosse uma decisão controversa do VAR. Aos seis minutos do segundo tempo, Cubarsí diminuiu o placar ao completar na área um chute de Fermín López que desviou em Lewandowski.
A partida ficou paralisada por seis minutos para analisar quando exatamente foi o ponto de contato, pois a bola bate em Lewa em duas oportunidades, até vir a decisão de anular o tento, uma demora pouco usual por conta da competição contar com o impedimento semiautomático.
Quando a imagem da jogada foi mostrada na transmissão, se percebeu que a análise foi realizada da maneira anterior, traçando linhas manualmente. Só após a partida que o Comitê Técnico de Arbitragem (CTA) do futebol espanhol explicou que a tecnologia do semiautomático falhou por um problema inusitado: o excesso de jogadores.
Após o chute de Fermín, tinham quatro jogadores do Barcelona próximos da bola, além de mais três do Atlético. “No decorrer da análise, foi detectado que o sistema gerou uma falha na modelagem dos jogadores por meio dos esqueletos, ao identificar uma situação de grande densidade de atletas“, explicou o comitê em comunicado.
— Após tentar que o sistema recalibrasse a modelagem, e ao constatar que isso não era possível, seguindo o procedimento estabelecido, a equipe do VAR passou a traçar manualmente as linhas de impedimento para realizar a decisão definitiva e correta — prosseguiu.
— Por esse motivo, e de maneira extraordinária, o processo de verificação do lance se estendeu mais do que o normal e fez com que não fosse possível enviar a recriação para a transmissão televisiva (já que não foi possível operar com o sistema semiautomático) — finalizou.
Flick e García se revolta com arbitragem de Atlético x Barcelona
Além de reclamarem da demora da análise e a decisão do impedimento, Hansi Flick e Eric García, do Barcelona, criticaram a arbitragem por uma entrada de sola de Giuliano Simeone em Balde que só culminou em cartão amarelo logo no comecinho do segundo tempo.
— Primeiro é cartão amarelo pela falta em Balde. [No gol anulado] Para mim é uma loucura demorar para resolver uma situação assim. Sete minutos, por favor! Encontraram algo para anular o gol e, além disso, não nos explicam nada. Por que é impedimento? Tentei aceitar, mas não concordo — reclamou o técnico.
García ainda acabou expulso no jogo, aos 40 da etapa final, por ter feito uma falta forte em Alex Baena, que sairia na cara do gol se não fosse a infração. Ele se mostrou surpreso por esse lance ter sido recomendado a ser analisado pelo VAR e a entrada de Simeone não.
— Me parece uma vergonha que o jogo seja parado por seis minutos para decidir se é ou não impedimento tendo o sistema semiautomático. Um impedimento que não se vê. Nós já complicamos a situação e ainda acrescentamos isto. […] [Sobre a expulsão] Eu escorrego e ele também me atinge — disse o defensor.
A volta da semifinal está marcada para 3 de janeiro, no Camp Nou. O Barcelona precisa repetir a vantagem do Atlético de quatro gols para levar a partida à prorrogação — caso persista o empate, pênaltis. Se tiver cinco de distância no placar, avança para final que terá Athletic Bilbao ou Real Sociedad (o último venceu a ida, 1 a 0).



