Champions League

Solskjaer compara Cristiano Ronaldo a Michael Jordan por capacidade de decisão

Ronaldo salvou o Manchester United mais uma vez com um gol nos acréscimos que evitou a derrota da Atalanta – e mais pressão no técnico Solskjaer

Já virou uma rotina. Cristiano Ronaldo marca nos últimos minutos do jogo e salva um resultado do Manchester United. O português tem mostrado uma capacidade de decisão incrível em jogos que o time tem atuado mal. Foi com gol dele que o time transformou empates em vitórias contra Atalanta e Villarreal. Aconteceu de novo no segundo jogo contra a Atalanta. O técnico Ole Gunnar Solskjaer, que segue muito criticado, elogiou o seu astro, como não poderia deixar de ser, e o comparou a um atleta histórico, Michael Jordan, por sua capacidade de decidir nos instantes decisivos.

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“Todos temos nossos papeis e responsabilidades. É claro que Cristiano é o líder do grupo, mas isso é o que ele faz, ele faz gols”, disse o treinador. “Não estamos felizes em sofrer dois gols, mas ele nos dá esses momentos e tenho certeza que o Chicago Bulls não se importa em ter Michael Jordan também”.

“Às vezes, os times têm os jogadores que têm e é por isso que são o Manchester United, é por isso que são campeões no Chicago Bulls. Você simplesmente tem esses momentos”, afirmou ainda o Solskjaer. Cristiano Ronaldo marcou nove gols em todas as competições, com cinco deles na Champions League. “Para mim, Cristiano está ficando cada vez melhor para nós. Ele está se sentindo melhor. Você sabe que ele não teve uma pré-temporada apropriada, agora está melhorando mais e mais e está se sentindo mais à vontade agora”.

“Cometo um crime sempre que escolho o time”

Ainda sob pressão pelo desempenho ruim, agravado pela goleada por 5 a 0 para o Liverpool, Solskjaer manteve a escalação que venceu o Tottenham no fim de semana por 3 a 0. Linha de cinco na defesa, com Marcus Rashford promovido a titular no lugar de Edinson Cavani e Paul Pogba no lugar de Fred. Jadon Sancho continua no banco de reservas – oitavo jogo no banco nos últimos 10 jogos.

“Eu cometo um crime toda vez que eu escolho um time porque sempre há jogadores que são deixados de fora. Contra o Tottenham, fomos com um time diferente. Hoje era um sistema diferente com uma linha de cinco”, explicou o treinador do United. “Jadon [Sancho] se sairá bem. Jadon tem um grande índice de trabalho, atitude e qualidade. Acho que ele estava muito bem quando entrou”. 

“Recebi tantas pessoas que vieram nos dar apoio e, claro, tanto em casa quanto fora, dá para sentir esse apoio pelo time e para mim, pessoalmente. É uma grande sensação que tive desde que jogava. Eles sabem que tudo que queremos é para o time e para o clube ir bem. Eu aprecio isso e torna você humilde e você quer fazer o seu melhor”.

O treinador ainda comentou sobre a lesão de Raphael Varane, que saiu de campo machucado ainda no primeiro tempo. Ele deixou o gramado para a entrada de Mason Greenwood, tornando o time um pouco mais ofensivo.

“Em uma primeira olhada, ele sentiu o tendão da coxa. Temos que ver amanhã [quarta]. Mas ele sentiu o tendão da coxa se contraindo enquanto corria. Então, ele não quis arriscar. A primeira avaliação não parece boa, mas vamos avaliá-lo novamente amanhã e cruzar os dedos”, informou.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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