Champions League

Cristiano Ronaldo executa mais uma operação de resgate e deixa o Manchester United em situação muito mais confortável

O português marcou (novamente) nos minutos finais e (novamente) impediu que os Red Devils pagassem por uma má atuação na Champions

Um gol faz toda diferença. E ter Cristiano Ronaldo para fazê-los também. O geral das atuações do Manchester United na fase de grupos da Champions League levaria-o a estar praticamente eliminado a duas rodadas do fim, mas como o português não cansa de ser decisivo, entrará na quinta rodada empatado em pontos na liderança e com plenas condições de chegar às oitavas de final, após arrancar o empate com a Atalanta, em Bergamo, por 2 a 2.

Aconteceu de novo. Não para de acontecer, não cansa de acontecer. Depois de perder para o Young Boys na primeira rodada, o United ficou próximo de empates contra Villarreal e Atalanta, mas Ronaldo arrancou a vitória nos minutos finais. Nesta terça-feira, outra atuação muito abaixo do que se espera de um dos clubes mais ricos do mundo. Mas Ronaldo arrancou o empate nos minutos finais, com uma excepcional finalização da entrada da área.

Solskjaer manteve o esquema com três zagueiros que produziu uma atuação muito melhor contra o Tottenham no fim de semana. Pogba entrou no meio-campo ao lado de Scott McTominay. Rashford formou o ataque com Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo. Victor Lindelöf sentiu dores durante os treinos e ficou fora. Eric Bailly entrou em seu lugar e fez uma excelente partida.

A Atalanta soube lidar melhor com a nova estratégia do United, com um bloco mais baixo e uma postura mais reativa. É um time que tem paciência para tocar a bola a encontrar os espaços, como fez aos 10 minutos, quando Zapata recebeu pela esquerda, dominou e aguardou a hora certa para acionar Josip Ilicic na entrada da área. De Gea aceitou o chute rasteiro e sofreu um frangaço.

Pogba estava naqueles dias em que participa pouco do jogo. Chegou a dar um cruzamento para Ronaldo na primeira trave. O cabeceio, meio no susto, saiu pela lateral. E depois errou na defesa. A bola sobrou para Zapata, de frente, e o segundo gol não saiu apenas por causa de uma ação defensiva milagrosa de Baily.

Aos 36 minutos, Solskjaer foi obrigado a substituir Varane, mais um defensor machucado. Sem zagueiros no banco de reservas, optou por não improvisar e entrou com Mason Greenwood pela direita, retornando ao 4-2-3-1 que foi a base deste começo de temporada. E pelo menos o primeiro tempo terminou com o garoto participando do gol de empate.

A produção ofensiva do United foi mais pobre no primeiro tempo em Bergamo do que em Old Trafford contra a Atalanta, mas os ingleses têm tantos jogadores de qualidade que às vezes basta que eles se encontrem em campo. Greenwood recebeu de Ronaldo pela direita, jogou para Fernandes na cara do gol e, com um toque de calcanhar, o meia português ajeitou para o seu compatriota dominar e mandar os Red Devils aos vestiários com o empate.

Nos jogos anteriores, uma reação do Manchester United havia antecedido o gol salvador de Ronaldo. Isso não aconteceu nesta terça-feira. O segundo tempo correu quase da mesma maneira que o primeiro, com a Atalanta muito mais composta em campo. Um lindo lançamento de Palomino encontrou Zapata dentro da área. Maguire errou o bote, e o colombiano, um dos melhores em campo, tocou de perna esquerda para vencer De Gea e voltar a colocar os italianos em vantagem.

Matic entrou no lugar de Pogba para dar mais solidez ao meio-campo. Cavani foi acionado para dar mais presença de área. Solskjaer lançou Jadon Sancho e Van de Beek a três minutos do fim, na tentativa de tentar criar alguma coisa. Não vinha chegando nem perto disso no segundo tempo. Mas Ronaldo, mesmo nessa fase em que é quase exclusivamente um finalizador, não precisa de muita coisa. A bola ficou viva na entrada da área, Greenwood deu um toquinho, e o craque emendou um chute rasante, no canto de Juan Musso.

Nove gols em 12 jogos neste retorno ao Manchester United. Cinco em quatro partidas pela Champions League. Em que pese os problemas coletivos que representa, Ronaldo está entregando não apenas números altos, mas também momentos importantes. Cabe a Solskjaer equilibrar o time em volta dele, o que ainda parece longe de acontecer.

Outra vez, o empate impediu que o clima em Old Trafford voltasse a ficar pesado, após a boa vitória sobre o Tottenham no fim de semana. A derrota significaria entrar nas últimas rodadas fora da zona de classificação. Agora, o United está empatado com o Villarreal, com sete pontos, e terá o Young Boys, em casa, na última partida. Uma situação muito mais confortável.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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