Premier League

Solskjaer mudou a tática, acertou a estratégia e arrancou vitória vital (para seu emprego) sobre o Tottenham

O treinador armou três zagueiros, teve solidez no meio-campo e apresentou um time muito mais competitivo para vencer os Spurs por 3 a 0 fora de casa

Se Ole Gunnar Solskjaer precisa vencer todos os jogos antes da próxima Data Fifa para manter seu emprego, ou pelo menos emendar uma sequência de boas atuações, o começo foi promissor. Neste sábado, o norueguês mudou o sistema tático da sua equipe e conseguiu a melhor atuação em mais de um mês para derrotar o Tottenham pro 3 a 0, com gol e assistência de Cristiano Ronaldo.

Vale ponderar que os Spurs até têm conseguido arrancar algumas vitórias, mas ainda estão longe de passar confiança sob o comando de Nuno Espírito Santo, com mais uma atuação apagada de Harry Kane após não ter conseguido a transferência que queria para o Manchester City. De qualquer maneira, foi o melhor jogo do Manchester United, com alguma folga, desde a goleada por 4 a 1 sobre o Newcastle, em 11 de setembro, data da reestreia de Ronaldo pelo clube.

Solskjaer escalou três zagueiros (Lindelöf, Varane e Maguire), com Wan-Bissaka, um lateral mais defensivo que ofensivo, e Luke Shaw pelas alas. Muito mais protegido, o meio-campo com Fred e Scott McTominay brilhou, e Bruno Fernandes, Ronaldo e Edinson Cavani resolveram na frente. O time defendeu mais recuado, sem pressionar tanto no ataque, e deixou o Tottenham, que prefere contra-atacar, com 58% de posse de bola.

Uma estratégia acertada que rendeu uma vitória relativamente tranquila para acalmar o ânimos em Old Trafford. Após o 5 a 0 do último domingo para o Liverpool, a demissão de Solskjaer parecia iminente, com informações de bastidores de que o vestiário havia perdido confiança na capacidade do treinador e rumores fortes de que Antonio Conte seria seu substituto. A cúpula do United, incluindo Sir Alex Ferguson, decidiu dar uma chance para que Solskjaer desse a volta por cima, mas ele estaria pressionado a conseguir bons resultados nos próximos três jogos. Além do Tottenham, os Red Devils enfrentam a Atalanta, pela Champions League, e o Manchester City antes da pausa de novembro para jogos de seleções.

Demorou um pouco para engrenar. O Tottenham foi mais perigoso nos primeiros 30 a 40 minutos. Lucas Moura deu uma cavadinha, aos 23 minutos, para Son dominar com a perna esquerda e bater com a direita, por cima, cara a cara com De Gea. Cavani desviou de cabeça o cruzamento de Fernandes, e os Spurs chegaram a abrir o placar, com Cristian Romero, mas o gol foi anulado por impedimento.

Aos 34 minutos, Kane, em uma das suas poucas boas ações na partida, lançou Son nas costas da defesa. O sul-coreano estava prestes a bater cruzado quando Wan-Bissaka fez um lindo bloqueio. O lance foi anulado por impedimento de qualquer maneira. Cinco minutos depois, Fernandes dominou pela esquerda da intermediária e soltou um lançamento maravilhoso para Ronaldo emendar de primeira na segunda trave: 1 a 0 para o United.

No começo do segundo tempo, McTominay, dominando o meio-campo ao lado de Fred, soltou rasteiro para Ronaldo atrás da defesa. O português dominou, entrou na área e bateu forte, pelo alto, para ampliar a vantagem dos visitantes. Também estava impedido. Mas não houve jeito quando Ronaldo deu o seu característico drible pela direita da intermediária e soltou na medida para Cavani ficar na cara do gol. O uruguaio marcou com um toque sutil por cima. A jogada começou com uma roubada de bola de Bruno Fernandes na altura do meio-campo.

O segundo gol efetivamente matou a partida, e a pouca produção do Tottenham foi assustadora. Apenas duas finalizações depois do intervalo, nenhuma no alvo. Nove chutes no total, e De Gea não precisou defender nenhum deles. Aos 40 minutos, Fred, McTominay e Matic tocaram a bola com tremenda facilidade no meio campo, até o sérvio soltar nas costas da defesa para Rashford fechar o placar com um chute chapado no canto e dar sobrevida ao chefe Solskjaer.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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