Recorde de público não bastou para Tottenham superar a maldição de Wembley
Jogar em Wembley é normalmente um motivo de empolgação para os clubes ingleses. O estádio recebe as grandes decisões de copas do país, então chegar até lá significa que o time já fez uma grande campanha. Nesta quarta havia mais motivos ainda para empolgação. O Tottenham voltava à Champions League, cinco anos depois da última participação. Foi quebrado o recorde de público de um time inglês na competição. Só que o Monaco foi quem desfrutou todo esse cenário lindo. Venceu por 2 a 1 e fez o Tottenham sentir a maldição do estádio.
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Maldição? Sim, pois é. Embora jogar em Wembley seja uma coisa normalmente boa, o Tottenham perdeu as suas cinco últimas partidas disputadas no estádio. Foram duas derrotas em finais de Copa da Liga e outras duras derrotas em semifinais da Copa da Inglaterra. Os últimos jogos foram 2014/15, na final da Copa da Liga, que o time perdeu do Chelsea; em 2012, o time tomou um 5 a 1 do Tottenham na semifinal da Copa da Inglaterra; em 2010, outra derrota em semifinal da Copa da Inglaterra, desta vez para o Portsmouth; em 2009, na final da Copa da Liga, derrota para o Manchester United, nos pênaltis.
É claro que as 85.011 pessoas que estavam no estádio talvez nem pensassem nisso. Afinal de contas, cada jogo é um jogo, já diz o clichê dos jogadores que, mesmo sendo batido, é real. Foi o recorde de público de um time inglês na Champions League entre os clubes ingleses (não contam os jogos na Inglaterra em finais continentais, como as de 2011 e 2013 realizadas em Wembley). Nada disso adiantou. A fanática torcida do Tottenham foi para ver o seu time, mas acabou vendo uma ótima atuação dos adversários.
Foi de Bernardo Silva o primeiro gol do jogo, em um chute de perna canhota depois de um bom domínio de bola do português. Eram 15 minutos de jogo, pegando o time da casa – ou, ao menos, mandante – no contra-ataque. Aos 31 minutos, veio outro gol. Desta vez, em um lance pelo alto, a bola sobrou para Thomas Lemar que encheu o pé. Uma frustração grande, amenizada, em parte, com um gol de Toby Alderweireld, de cabeça, em cobrança de escanteio de Lamela.
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Mas foi pouco. O segundo tempo teve um Tottenham que não conseguiu apresentar o futebol de ótima qualidade que se viu na Premier League na temporada passada. O time até tentou, mas o que se viu em campo foi um roteiro que nos acostumamos a ver com os times ingleses na Champions League: o time tem estrelas, é caro, mas vê o adversário atuar de forma muito mais competente, como se estivesse acostumado ao torneio europeu e o Tottenham não. É um aspecto que não pode ser desconsiderado.
A experiência do Monaco precisa ser ressaltada porque já vimos este mesmo Monaco devorar o Arsenal com farofa em Londres, em outro ponto da cidade, no estádio Emirates, na temporada 2014/15.
Quem brilhou em campo foi o brasileiro Fabinho. Ele veste a camisa 2, é lateral direito de origem, mas já na temporada passada atuou algumas vezes como meio-campista. Nesta temporada, é titular da posição e foi uma barreira para o time inglês nesta partida. Segundo o Squawka, teve 90% de acerto de passe, fez sete desarmes, bloqueou a bola sete vezes, fez três interceptações e afastou a bola três vezes. Foi um gigante no meio-campo do time francês.
Com o correr do relógio, o Tottenham sofreu e poderia ter até empatado o jogo, fosse com Dele Alli, fosse com Harry Kane. O problema é que o atacante finalizou em cima do goleiro Daniel Subasic. O placar ficou mesmo inalterado. Toda a empolgação por jogar em Wembley sumiu logo no primeiro tempo. Os Spurs precisam transformam Wembley na sua casa. Por enquanto, não é.
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