Champions League

Quem chega mais favorito na Champions League?

Trio chega à frente de Arsenal, Real Madrid e Bayern de Munique na disputa pelo título mais cobiçado da Europa

No aniversário de 70 anos da Champions League, a edição atual da competição promete uma disputa acirrada e tem uma série de favoritos. Nunca se deve subestimar o Real Madrid, em transição com Xabi Alonso, enquanto o Arsenal fez grandes contratações no mercado. No entanto, na frente dos dois está um trio ainda mais forte: PSG, Barcelona e Liverpool.

Para saber quem pode surpreender, a Trivela listou possíveis “zebras”.

Quem vai vencer a Champions League?

A posição dos três se justifica pelo contexto da última temporada e como estão os times agora após a janela de transferências. O clube francês é o atual campeão europeu e, apesar de não reforçar o elenco com vários nomes, manteve a base campeã, prometendo a mesma competitividade com Luis Enrique.

Os Reds, no segundo ano com Arne Slot após o título da Premier League, acabam de fechar a maior janela da história do futebol ao gastar 483,68 milhões de euros (cerca de R$ 3 bilhões) em jogadores que elevam o patamar do setor ofensivo. O Barça, como o PSG, pouco mudou em sua estrutura e a expectativa é novamente ser um dos melhores da Europa pelo trabalho de Hansi Flick e a presença de Lamine Yamal.

O Bayern de Munique, sempre apontado como favorito, deu alguns passos atrás por conta da perda de opções no ataque, mesmo com a chegada de Luis Díaz. Por isso, não está entre os principais candidatos ao título. Mas, entre tanto time bom, qual, neste momento, está mais “pronto” para vencer a Champions? É o que a Trivela analisa neste artigo.

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Qual entre Barcelona, PSG e Liverpool se coloca como favorito ao título

Barcelona

Hansi Flick, técnico do Barcelona Foto: (Imago)
Hansi Flick, técnico do Barcelona (Foto: Imago)

Apesar de ainda não ter empolgado na nova temporada, o time treinado por Flick segue como franco favorito a repetir o título de LaLiga e, na Europa, se colocar como o mesmo time que poderia muito bem ter feito a final com o PSG em 2024/25.

O Barça só caiu para Internazionale em uma semifinal histórica de 13 gols que seria justo para qualquer um dos lados passar. Por futebol jogado, talvez, seria mais justo ter os catalães na decisão do que os italianos, posteriormente derrotados por 5 a 0.

Para 2025/26, como só perderam um titular, Iñigo Martínez, os Culés trouxeram jogadores pontuais: Marcus Rashford, por empréstimo, capaz de ser reserva tanto de Raphinha como de Lewandowski, Joan García para elevar a disputa do gol contra Ter Stegen e Szczesny, e o jovem Roony Bardghji pensando no futuro (e como uma opção para ganhar minutos se Yamal não estiver em campo).

A equipe catalã ainda tem um 11 inicial muito forte, mas opções para reserva no ataque e defesa não são tão confiáveis. Caso Ronaldo Araújo ou Pau Cubarsí se lesionem, o primeiro substituto será Andreas Christensen ou Eric García, que também é o reserva do lateral-direito Koundé. Na lateral esquerda, Balde se machucou e Gerard Martin, não tão regular, será o titular neste início de Champions.

O time ideal do Barcelona é capaz de vencer a Europa com méritos pela qualidade e complexidade do trabalho de Hansi Flick e pela presença de nomes como Yamal, Raphinha (dois candidatos ao prêmio de melhor do mundo), Robert Lewandowski e o meio-campo técnico e criador.

O elenco em geral, porém, pode parecer curto e, em caso de lesões de jogadores chave, pode pagar preço em eliminatórias decididas tão nos detalhes como acontece na Champions. O Barça estreia na principal competição europeia nesta quinta-feira (18) contra o Newcastle, fora de casa.

A trajetória do Barcelona na fase de liga da Champions 25/26: Newcastle (fora), PSG (casa), Olympiacos (casa), Brugge (fora), Chelsea (fora), Eintracht Frankfurt (casa), Slavia Praga (fora) e Copenhagen (casa).

PSG

Luis Enrique é levantado por jogadores do PSG em comemoração ao título francês de 2024/25
Luis Enrique é levantado por jogadores do PSG em comemoração ao título francês de 2024/25 (Foto: Imago)

O PSG só perdeu Donnarumma, rumo ao Manchester City, porque Luis Enrique decidiu apostar no jovem Chevalier. O goleiro italiano foi decisivo para o título europeu, praticamente garantindo diretamente as classificações sobre Liverpool e Aston Villa, além de importante contra o Arsenal. Sua ausência pode não ser compensada, de cara, pelo novo arqueiro.

O outro reforço para o time principal foi o ucraniano Ilya Zabarnyi, elevando a defesa a ter quatro opções confiáveis com os titulares Marquinhos e Pacho e o reserva Beraldo. A base restante do elenco foi mantida, apenas com as pouco impactantes saídas de Arnau Tenas e Presnel Kimpembe.

Desde a derrota na final do Mundial de Clubes para o Chelsea, a equipe parisiense ainda não voltou ao ritmo de antes, apesar do título da Supercopa Europeia e estar 100% na Ligue 1 — competição com nível competitivo abaixo –, mas ainda não é possível tirar grandes conclusões.

Será um desafio para Luis Enrique mobilizar novamente seu elenco para buscar os títulos que venceu na última temporada, convivendo com o cansaço de ter as férias encurtadas pela Copa do Mundo de Clubes e ainda tendo a Copa Intercontinental a disputar em dezembro. Não ter um cara tão decisivo como Donnarumma também pode pesar.

A estreia na Champions acontece nesta quarta (17), quando recebe a Atalanta, o primeiro de oito confrontos complexos na primeira fase que podem levar, novamente, o PSG aos playoffs antes das oitavas de final, como aconteceu na última temporada.

A trajetória do PSG na fase de liga da Champions 25/26: Atalanta (casa), Barcelona (fora), Bayer Leverkusen (fora), Bayern de Munique (casa), Tottenham (casa), Athletic Bilbao (fora), Sporting (fora) e Newcastle (casa).

Liverpool

Arne Slot, técnico do Liverpool
Arne Slot, técnico do Liverpool (Foto: Imago)

A janela com mais gastos do futebol mundial (e, a depender do nível que os reforços apresentarem, podendo ser a melhor da história moderna) dá ao Liverpool o status de maior favorito a vencer a Premier League e a Champions. Um quarteto ofensivo formado por Salah, Wirtz, Gakpo e Isak, tendo Ekitiké no banco, é provavelmente o melhor do mundo.

Soma-se a Slot ter seu segundo ano de trabalho, ótimas opções no meio-campo e um elenco que teve as férias respeitadas e o tempo de pré-temporada necessário sem a disputa do Mundial. Tudo isso pode pesar para que os Reds tenham mais fôlego que os rivais no contexto inglês (em comparação a Manchester City e Chelsea) e europeu.

Há, no entanto, pendências no elenco. As saídas na defesa de Arnold e Quansah foram respostas por Frimpong e Leoni, respectivamente. O segundo, porém, ainda é garoto e precisa de adaptação na Inglaterra.

A escassez na zaga, tendo apenas três opções confiáveis (Van Dijk, Konaté e Gomez, com dois tendo histórico de lesões), pode ser compensada em janeiro, quando se especula que os Reds tentarão novamente Guéhi, do Crystal Palace. Se não for resposta, pode ser um problema em momentos sensíveis da temporada.

Ainda sim, o Liverpool se coloca como o time a ser batido nas competições domésticas e continentais. O time foi o melhor da fase de liga da última edição da Champions, com sete vitórias em oito rodadas. Deu o azar de pegar o PSG nas oitavas e acabou fazendo dois jogos ruins, sendo eliminado nos pênaltis.

Em 2025/26, a primeira partida é contra o Atlético de Madrid, em Anfield, nesta quarta. A equipe também enfrenta outros dois times dos principais da Europa, além de alguns jogos chatos como visitante, dificultando para repetir uma campanha igual à última.

A trajetória do Liverpool na fase de liga da Champions 25/26: Atlético de Madrid (casa), Galatasaray (fora), Eintracht Frankfurt (fora), Real Madrid (casa), PSV (casa), Internazionale (fora), Olympique de Marseille (fora) e Qarabag (casa).

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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