Champions League

A semifinal mais incrível da Champions League traz 5 certezas sobre Inter e Barça

Jogo de 13 gols classifica os Nerazzurri para a final do torneio e deixa lições importantes

A Inter de Milão é a primeira finalista da Champions League 2024/25. O clube italiano superou o Barcelona por 4 a 3 nesta terça-feira (6) no San Siro, resultado que decretou o 7 a 6 no placar agregado. O time da casa marcou com Lautaro Martínez, Calhanoglu, Acerbi e Frattesi, enquanto Eric García, Dani Olmo e Raphinha fizeram pelo lado visitante.

Os 13 tentos fazem de Inter x Barça um dos confrontos com mais gols em uma semifinais do torneio, empatado com a semifinal entre Liverpool e Roma na temporada 2017/18. Além do potencial artilheiro de italianos e catalães, o duelo apresentou outras certezas que a equipe da Trivela destaca a seguir.

1. Dumfries vira rei das semifinais e quase bate recorde da Champions

Bastante criticado em outros momentos de sua passagem pela Internazionale, Denzel Dumfries foi mais uma vez peça decisiva em uma semifinal nesta temporada, sendo comparado até a Cafu nas redes sociais. Após marcar os dois gols contra a Atalanta na semifinal da Supercopa da Itália, o ala teve duas atuações de gala no confronto.

Na última semana, ele marcou dois gols e deu uma assistência no Olimpico de Montjuic. Já em Milão, ele foi o responsável pelas assistências nos dois gols da Inter com a bola rolando durante os 90 minutos. O holandês se tornou apenas o terceiro jogador a participar cinco gols em uma série semifinal de Champions League, junto de Alessandro Del Piero, com seis em 1997/98, e Roberto Firmino, com cinco em 2017/18.

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2. Inzaghi, da Inter, é o treinador da temporada

A Inter mostrou todo o seu valor na campanha da Champions League, com um incrível desempenho na primeira fase além de ter eliminado Feyenoord e Bayern no mata-mata. Organizada, resiliente e inteligente, a equipe conta com a ótima fase de grandes nomes como Lautaro Martínez, Yann Sommer, dentre outros. Nos duelos com o Barcelona, apresentou um futebol de encher os olhos e mostrou o motivo de ser um dos melhores times da Europa.

Tudo isso graças ao treinador Simone Inzaghi, dono do que pode ser considerado o melhor trabalho da Europa nesta temporada.

Simone Inzaghi, técnico da Internazionale Foto: (Imago)
Internazionale quer reforço brasileiro para Inzaghi antes do novo Mundial de Clubes da Fifa Foto: (Imago)

3. Consolidação de Lamine Yamal

Lamine Yamal não esteve envolvido em nenhum gol e nem saiu vencedor da classificação, mas ainda assim voltou a chamar a atenção como o craque geracional que é. A joia espanhola faz coisas com 17 anos que só Pelé ousou fazer — o que diz muito sobre quem ele pode se tornar.

Com o time perdendo por 2 a 0 em Milão, assumiu o protagonismo na segunda etapa e deu muito trabalho ao brasileiro Carlos Augusto. Ele ficou a uma bola na trave e alguns milagres de Sommer de colocar o Barcelona na final. Yamal se coloca como candidato sério a melhor jogador do mundo — é o maior talento que se vê na Europa atual. O ponta vive uma temporada de consolidação e ainda terá bastante tempo para brilhar em palcos europeus.

Lamine Yamal é o presente e o futuro do Barcelona (Foto: Imago)

4. Defesa menos eficaz do Barcelona

A partida desta terça evidenciou que o Barcelona enfrenta problemas para evitar ser vazado. Nos 10 jogos anteriores, a equipe levou 13 gols. Ao considerar o duelo no San Siro, o número sobe para 16. A título de comparação, nos meses de fevereiro e março foram nove bolas na rede defendida por Szczesny — o período compreende a 12 embates.

Foto: (Imago) - Wojciech Szczesny, goleiro do Barcelona
Wojciech Szczesny largou a aposentadoria pelo Barcelona (Foto: Imago)

5. Ótimo trabalho do Flick em sua primeira temporada

Hansi Flick substituiu o ídolo culé Xavi Hernández e encontrou um elenco pior que seu antecessor. As saídas de Gundogan, João Félix, Cancelo e muitos outros foram compensadas apenas por Dani Olmo e Pau Victor. O comandante alemão, porém, fez com que seu grupo de jogadores parecesse completamente novo e renovado com suas ideias.

O ex-Bayern de Munique aproveitou a estrutura do técnico anterior e o legado de utilização das crias de La Masia para montar uma máquina de jogar futebol e marcar gols. Respeitando a filosofia tática de posse de bola e jogo posicional do clube, Flick colocou o DNA alemão de intensidade a todo custo, maior liberdade de posicionamento e montou uma linha de impedimento insana, correndo todos os riscos em busca de dominar o adversário.

O resultado até aqui são os títulos da Supercopa e da Copa do Rei em cima do maior rival Real Madrid e uma mão na taça de LaLiga, com outro El Clásico no próximo final de semana para decidir. A Tríplice Coroa, agora não mais possível devido à eliminação na Champions, seria a segunda na carreira do treinador, que fez história no Bayern em 2020. O técnico se juntaria a Pep Guardiola com este feito, mostrando o tamanho de sua breve carreira à beira do campo.

Hansi Flick, técnico do Barcelona
Hansi Flick, técnico do Barcelona (Foto: Imago)

Final da Champions League 2024/25

A classificada Inter de Milão agora aguarda a definição da segunda semifinal, entre Paris Saint-Germain (PSG) e Arsenal, nesta quarta-feira (7), às 16h (de Brasília), no Parc des Princes, para saber o adversário na decisão da Champions. A final está marcada para as 16h (de Brasília) do dia 31 de maio, na Allianz Arena, na Alemanha.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

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