Champions League

Na empolgação de Zidane, o Real Madrid está novamente na final da Champions League

Foram seis temporadas seguidas eliminado nas oitavas de final. Seis temporadas em que a sua grandeza foi desafiada. Vários treinadores tentaram, e nenhum deu jeito, até José Mourinho quebrar a maldição do Real Madrid em 2011. E, desde então, não dá para reclamar: sempre na semifinal e, nesta quarta-feira, confirmou sua vaga na segunda decisão em três anos com a vitória por 1 a 0 sobre o Manchester City, no Santiago Bernabéu.

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Há muito pouco para falar do jogo, para ser sincero. O que mais chamou atenção foi como nem o Real Madrid conseguiu matar a classificação e nem o Manchester City tornou-se capaz de pressionar o time da casa. Apático, o time inglês não pressionou nem no desespero dos minutos finais. Acertou um chute a gol durante os 90 minutos do jogo. Mesmo sem brilhar, o Real foi melhor e poderia ter ampliado a vantagem, mas Hart executou uma dupla de grandes defesas.

O gol saiu em uma grande jogada de Bale pela direita, um misto de chute e cruzamento que desviou em Fernando e foi ao ângulo de Hart. O árbitro deu gol contra de Fernando. Na ausência de Cristiano Ronaldo, com problemas físicos, seja cortado da partida ou dentro dela sem conseguir manter o alto desempenho, o galês está melhor que a encomenda: decidiu contra a Real Sociedad no fim de semana e novamente contra o City.

O crescimento de Bale talvez seja o mais palpável da gestão de Zidane à frente do Real Madrid, que recuperou a temporada dos blancos, aparentemente perdida quando Rafa Benítez foi demitido em janeiro. O time não engrenava de jeito nenhum: excessivamente defensivo, com estrelas desconfiando do treinador, incapaz de vencer grandes jogos, goleado em casa pelo Barcelona e a quatro pontos do líder, o Atlético de Madrid, que tem bem menos recursos. E a campanha já passava da metade.

O impacto de Zidane foi imediato. O Real Madrid começou a enfileirar grandes placares, como 5 a 0 sobre o Deportivo La Coruña, 5 a 1 no Sporting Gijón e 6 a 0 no Espanyol, agradando a torcida sedenta por shows. O técnico francês tem 24 partidas na carreira e apenas duas derrotas: para o Wolfsburg, na ida das quartas de final, que acabou sendo irrelevante graças à classificação dos merengues; e para o Alético de Madrid, muito mais séria, porque o clube está disputando cabeça a cabeça a liderança do Campeonato Espahnol com os colchoneros e o Barcelona.

O que tanto mudou? Taticamente, pouca coisa, até porque é complicado para qualquer técnico fazer grandes mudanças estratégicas em apenas quatro meses, com a temporada em andamento. O grande trunfo de Zidane foi ter conseguido melhorar o ambiente de um vestiário complicado, mas que ele conhece muito bem, passando vibração e confiança para os seus craques buscarem a vitória.

Funcionou. E se o Real Madrid não teve um caminho tão difícil assim até a decisão, com a ressalva do sufoco contra o Wolfsburg depois de perder a ida por 2 a 0, teve a capacidade de colocar a cabeça no lugar a tempo de arrancar na reta final da temporada e chegar a maio com duas possibilidades reais de título. Zidane tem muito crédito nisso.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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