Champions League

Messi voltou a encontrar em Daniel Alves o parceiro que o ajudou a se consagrar

Já havia passado mais de 75 minutos de jogo no Camp Nou. O Barcelona, que tinha sido melhor no primeiro tempo, já não era tão melhor que o Bayern de Munique assim. A tensa semifinal de Champions League estava equilibrada e o time alemão já era mais perigoso. Até que Bernat recebeu a bola do lado esquerdo e errou a saída de bola. O lateral esquerdo foi engolido por Daniel Alves, que roubou a bola do espanhol, driblou Xabi Alonso e tocou para Lionel Messi, um dos seus melhores amigos fora de campo e um dos grandes parceiros dentro dele desde que ambos passaram a jogar juntos, na temporada 2008/09. Justamente aquela que consagrou Messi como melhor do mundo pela primeira vez.

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Daniel Alves tem sido justamente muito contestado no Barcelona há pelo menos dois anos. O lateral brasileiro claramente tem muito talento ofensivo, é um jogador que participa muito da criação das jogadas, mas defensivamente sempre teve problemas. Os pedidos por Montoya, cria das canteras blaugranas, já começavam a ficar numerosos. Com o seu contrato se encerrando ao final desta temporada, as especulações sobre a sua saída já eram fortes na temporada passada. Era quase dado como certo que Daniel deixaria o Camp Nou.

Mas as boas atuações na temporada tem se acumulado. As más atuações dos substitutos, Montoya incluído, além de Douglas, preocupam os torcedores. Não há, no elenco, um substituto à altura de Daniel Alves atualmente. Poderia não ser um problema se o Barcelona fosse ao mercado buscar um lateral. O problema é o que o clube não pode fazer isso por uma punição da Fifa. Então, terá que ficar com quem já está lá. Por isso Daniel Alves tem sido titular. E tem ido muito bem.

Nesta quarta-feira, Daniel Alves completou 32 anos. Fez aniversário jogando no Camp Nou, pelo Barcelona, como titular. Mais do que isso, naquele minuto 77, ou 32 do segundo tempo, como estamos mais acostumados por aqui no Brasil, Daniel Alves roubou a bola, driblou Xabi Alonso e deu para Messi chutar no canto, do seu jeito característico, e marcar 1 a 0 para o Barcelona. Um gol fundamental naquele momento para colocar, finalmente, o Barcelona em vantagem diante de um adversário que estava complicando a partida.

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Um gol que acabaria sendo fundamental para vir, logo três minutos depois, o segundo gol, também de Messi, aí mais fruto da sua genialidade. E, por consequência, também motivo do terceiro gol, quando o Bayern tomou um contra-ataque do Barcelona (sim, você leu certo, um contra-ataque do Barcelona em pleno Camp Nou). Suárez foi derrubado por Schweinsteiger, ma a bola, apaixonada por Messi, foi aos pés do argentino, que deixou Neymar frente a frente com Neuer para marcar 3 a 0. Mas as situações do segundo e terceiro gol são uma consequência do primeiro.

E por isso a renovação de Daniel Alves passou a ganhar cada vez mais destaque. Afinal, é permitido renovar o contrato de jogadores do elenco, só não é permitido que o clube contrate novos jogadores. O poder de barganha de Daniel Alves aumentou. Será que não vale a pena renovar? A pergunta está na mesa dos diretores do Barcelona. Daniel Alves, aos 32 anos, pode não estar no seu auge técnico, mas assim como nos primeiros anos que foi contratado, é um ótimo coadjuvante de um time de craques. Ainda é um jogador de excelente nível e difícil de ser substituído. Especialmente em um estilo de jogo que ele conhece tão bem, por ter tantos anos de casa. O futuro de Daniel Alves ainda é incerto para a próxima temporada, mas o presente do lateral direito é muito bom.

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Equipe Trivela

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