Champions League

Enfim, Vidal vai conseguindo ser o que o Bayern espera dele: um monstro

Pelo preço e pela badalação, Arturo Vidal permaneceu abaixo do esperado em seus primeiros meses no Bayern de Munique. Não que o chileno estivesse jogando mal. Porém, não conseguia repetir a influência e o papel decisivo de seus tempos de Juventus. Só que o camisa 23 cresce em um momento decisivo da temporada. E, jogando como cabeça de área no 4-1-4-1 de Pep Guardiola, vai acumulando atuações impressionantes na Liga dos Campeões. Talvez o melhor do time na somatória dos jogos contra a Juventus, Vidal fez outra partida notável diante do Benfica. Não à toa, a vitória por 1 a 0 entra muito em sua conta.

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Para quem olhar apenas o placar, a importância de Vidal está logo ali. O volante apareceu como elemento surpresa na área logo aos dois minutos e desviou a bola para as redes no único gol da partida. No entanto, seria simplista demais limitar a influência do chileno apenas ao tento. Ele teve enorme influência no que aconteceu na Allianz Arena, tanto por seu papel defensivo quanto pelas aparições no ataque. Se o Benfica não empatou, o camisa 23 surge como um dos responsáveis. E se o Bayern poderia ter ampliado a vantagem, foi porque ele também trabalhou para isso.

Vidal parecia presente em todos os cantos do campo e percorreu 11,7 km, mais do que qualquer outro jogador na noite. Quando a posse permanecia com os bávaros, garantia a saída de bola segura e servia como opção na continuidade. Além disso, quase criou o segundo tento com uma enfiada de bola magistral em diagonal, que deixou Lewandowski na cara do gol. O polonês, contudo, preferiu tocar e desperdiçou. Já na marcação, além de morder os calcanhares adversários para os desarmes, o chileno se esforçou para sequer deixar o Benfica finalizar. Foram cinco bloqueios, um deles fundamental, quando o tento de Gaitán parecia certo nos acréscimos do primeiro tempo.

Guardiola tem duas ótimas alternativas para jogar na cabeça de área: Xabi Alonso e Vidal. O espanhol costuma ser o preferido na Bundesliga, pela maneira como ajuda no controle do ritmo. Todavia, não consegue imprimir o dinamismo de Vidal. A qualidade do chileno nos passes pode ser inferior, mas sua contribuição ofensiva e o vigor físico são maiores. Diferença que se escancarou principalmente no jogo de volta contra a Juventus. Quando Xabi Alonso foi substituído no segundo tempo, para dar lugar a Coman, Vidal assumiu a posição. E teve grande papel na virada dos alemães para a classificação.

Com consciência de seu elenco, Guardiola sabe qual a melhor opção para cada adversário que se coloca. De qualquer forma, o crescimento de produtividade de Vidal nas últimas semanas o deixa um passo à frente para se tornar mais frequente na posição. Torna-se mais uma ótima alternativa para um time com tantos recursos ofensivos. E que pode ser o diferencial em um momento no qual o Bayern é exigido a surpreender além de suas forças já conhecidas.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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