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Celtic comemora 20 anos da contratação de um ídolo e dos maiores da sua história: Henrik Larsson

No dia 25 de julho de 1997, o Celtic anunciava a contratação de um jogador que se tornaria um dos maiores da história dos Hoops. Henrik Larsson chegou por um valor pequeno, especialmente se olharmos para os padrões de hoje: £ 650 mil. Na época com 25 anos, Larsson passou sete temporadas atuando pelo clube de Glasgow e, além do carisma, conquistou a torcida com grandes atuações e gols, muitos gols. Foram 242 gols em 315 jogos pelo clube, o tornando o terceiro maior goleador da história do Celtic.

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Curiosamente, ele estreou cometendo um erro que decretou a derrota do time. Foi em um jogo contra o Hibernian, em que ele veio do banco de reservas, perdeu a bola e o lance resultou no gol de Chic Charnley. Na partida seguinte, ele marcou seu primeiro gol pelo clube contra o Berwick Rangers, pela Copa da Liga, em uma fácil vitória por 7 a 0. Mal sabiam os torcedores que seria apenas o primeiro de muitos.

Foram 19 gols marcados pelo atacante sueco na primeira temporada e dois títulos conquistados. Conquistou a própria Copa da Liga, em uma final contra o Dundee United na qual ele marcou um dos gols na vitória por 3 a 0, e o título da liga escocesa, que era muito importante. Foi o título do “stop the tenth”: o Rangers tinha ganhado nove títulos consecutivos e buscava a décima conquista. Com Larsson, o décimo título foi impedido, logo na sua primeira temporada. Foi o primeiro de quatro títulos do Campeonato Escocês que Larsson venceu pelo Celtic.

Henrik Larsson, em 1998, pelo Celtic (Foto: Clive Brunskill /Allsport)
Henrik Larsson, em 1998, pelo Celtic (Foto: Clive Brunskill /Allsport)

A sua melhor temporada foi em 2000/01, com Martin O’Neill como técnico. Em 37 jogos, foram 35 gols só no Campeonato Escocês. Ele terminou a temporada com 53 gols em 50 jogos. Naquela temporada, o Celtic conquistou a tríplice coroa nacional: liga, copa e copa da liga. Naquela temporada ele também ganhou a Chuteira de Ouro, o que é um feito incrível considerando que ele atuava na Escócia. E Larsson, que tinha aquelas mundialmente famosas tranças, com as quais jogou a Copa de 1994 pela Suécia, cortou o cabelo e, ao contrário de Sansão, continuou com a sua força: marcar gols.

Larsson também foi crucial para chegar à final da Copa da Uefa de 2003,em uma campanha fantástica. Derrubou no caminho Celta, Stuttgart, Liverpool, Boavista e enfrentou o Porto na final. Era o time de José Mourinho. Larsson marcou dois gols no empate por 2 a 2. A vitória portista veio na prorrogação, com gol do brasileiro Derlei (que já tinha marcado um gol na partida).

O Magnífico Sete, como também foi chamado Larsson no Celtic, deixou o clube em 2004, quando se juntou ao Barcelona. Foi um reserva de luxo do time da Catalunha, mas com participações importantes, como a final da Champions League de 2005/06, quando entrou na final contra o Arsenal e deu o passe para Juliano Belletti marcar o gol do título.

O atacante voltou a jogar na Suécia em 2006, no Helsingborg, clube pelo qual tinha brilhado em 1992/93 (e tinha marcado 50 gols em 56 jogos). Em 2007,foi emprestado na segunda metade da temporada ao Manchester United, onde conseguiu ajudar o clube a conquistar mais Premier League naquela temporada. Voltou ao Helsingborg, ficou até 2009 e depois ainda defendeu Raa, em 2012, e Hogaborg, em 2013, antes de pendurar as chuteiras.

Henrik Larsson será para sempre um ídolo do Celtic. A ponto do clube comemorar que, há 20 anos, trazia um dos grandes da sua história para jogar de verde e branco.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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