Europa

O rebaixamento do time de Larsson na Suécia terminou em invasão de campo e confusão com ultras

O Helsingborg figura entre os clubes mais tradicionais do futebol sueco. A equipe do sul do país possui sete títulos do Campeonato Sueco e cinco da Copa da Suécia, vivendo bons momentos na virada da década. Entretanto, os últimos anos vinham sendo difíceis aos Vermelhos, fazendo apenas figuração na tabela. Até que o desastre se consumasse neste domingo. O time treinado por Henrik Larsson terminou no 14° lugar, obrigado a disputar os playoffs contra o rebaixamento. Acabaram superados pelo também tradicional Halmstads, consumando a queda neste domingo. Depois de 23 anos, o clube volta à segunda divisão.

Mais doloroso ainda, a queda aconteceu dentro de casa. Após o empate por 1 a 1 na ida, o Helsingborg perdeu no Estádio Olympia por 2 a 1, de virada. Marcus Mathisen foi o herói da noite, marcando os gols do acesso depois dos 42 minutos do segundo tempo. E, enquanto parte da torcida reagiu à virada inacreditável de maneira atônita, os ultras se revoltaram. Em uma cena que até parece o remake sueco da selvageria que já vimos no Brasil e em outras partes do mundo, os hooligans invadiram o campo e foram cobrar os jogadores. Inclusive, arrancaram a camisa de Jordan Larsson, filho de Henrik e uma das principais promessas do elenco, aos 19 anos.

O ato dos torcedores, muito provavelmente, não passará impune. E caberá ao Helsingborg tentar recuperar as suas forças para retornar à primeira divisão em 2018. Resta saber como seguirá a relação com os Larsson. Maior ídolo da história dos Vermelhos, Henrik teve até mesmo o seu número aposentado pelo clube. As expectativas eram de que Jordan, visto como uma das principais promessas do país, pudesse ao menos seguir os seus passos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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