20 times que pintam como destaques alternativos nas ligas europeias neste início de temporada
Selecionamos 20 histórias que valem para ficar de olho na sequência da temporada, diante da pausa na Data Fifa
A primeira Data Fifa da temporada é um momento importante para os clubes na Europa. É hora de avaliar o início nas ligas nacionais e realizar ajustes. Alguns times, em compensação, não querem acordar dos sonhos que vivem. Iniciam seus campeonatos de maneira estrondosa e se colocam como candidatos a grandes feitos. Em várias competições há aqueles que parecem intrusos na luta pelo troféu ou pelo menos por uma vaga na Champions League. Times que merecem elogios pelas arrancadas muito acima das expectativas.
Abaixo, separamos 20 clubes que merecem seus destaques iniciais. Nas cinco grandes ligas, priorizamos equipes mais alternativas, embora alguns líderes vislumbrem o fim de longos jejuns – a exemplo de Arsenal e Napoli. Já nas competições de segundo e terceiro escalão, priorizamos histórias diferentes entre os candidatos iniciais aos troféus, o que não exclui clubes mais tradicionais. Do Union Berlim ao Struga, tem muita história boa que vale um pouco de atenção.
Union Berlim
O Union Berlim escala um degrau a cada temporada, desde que conquistou o acesso inédito à Bundesliga. Primeiro garantiu a permanência na elite, depois a vaga na Conference League e por último a classificação rumo à Liga Europa. Dentro desse crescimento paulatino, figurar no G-4 em busca da Champions League nem seria uma surpresa tão grande, mas os Eisernen aproveitam as instabilidades dos favoritos para tomar a liderança pela segunda rodada consecutiva. O trabalho do técnico Urs Fischer impressiona pela consistência, mesmo que as mudanças no elenco sejam constantes a cada início de campeonato, com intensos mercados de transferências. O protagonista da campanha, porém, é um nome em ascensão desde a estreia na primeira divisão: o atacante surinamês Sheraldo Becker, com seis gols e quatro assistências. É o melhor jogador neste início de competição, embora outros também venham brilhando, como o goleiro Fredrik Rönnow, o zagueiro Julian Ryerson, o lateral Christopher Trimmel e o centroavante Jordan Siebatcheu.
Após sete rodadas, o Union Berlim é o único time invicto na Bundesliga. Venceu cinco partidas e empatou outras duas, contra Mainz 05 e Bayern de Munique. Já entre as vítimas estão o rival Hertha Berlim e o oscilante RB Leipzig. Nenhum jogo retrata melhor o sucesso, todavia, que os 6 a 1 sobre o Schalke 04 na Veltins Arena. Em vários momentos, tudo parece conspirar a favor dos berlinenses e a eficiência da equipe no ataque é altíssima. É o que explica o placar dilatado. O mesmo não acontece na Liga Europa, com derrotas iniciais para Union St. Gilloise e Braga. Neste início de Campeonato Alemão, vale destacar também o terceiro colocado Freiburg, outro clube de desempenho consistente nos últimos anos. Christian Streich permanece com um trabalho excepcional na Floresta Negra, respaldado por um bom mercado de transferências. Hoffenheim e Borussia Mönchengladbach tentam recobrar espaço na parte superior da tabela.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Udinese
A Serie A conta com o campeonato mais equilibrado dentre as cinco grandes ligas nas últimas temporadas. Isso se nota na atual campanha, sem que Juventus e Internazionale engrenem, enquanto Napoli e Atalanta vivem uma largada acima das expectativas. Mas surpreendente mesmo é a terceira colocação da Udinese. Nas últimas nove temporadas, os friulani não passaram do 12° lugar e flertaram inclusive com o rebaixamento. O início estrondoso remonta aos tempos em que o clube se acostumou a participar das copas europeias, o que aconteceu pela última vez em 2013/14. Os méritos iniciais ficam com Andrea Sottil, treinador que chegou do Ascoli sem muito cartaz, mais respaldado por seu passado como zagueiro do clube. Para quem tinha como grandes feitos acessos na terceira e na quarta divisão, figurar no G-4 logo na estreia na elite é excelente.
Alguns destaques da Udinese se repetem em relação à temporada passada, como os atacantes Beto e Gerard Deulofeu, bem como os alas Roberto Pereyra e Destiny Udogie. O brasileiro Rodrigo Becão também é uma liderança expressa no miolo da defesa bianconera. Dentre os mais jovens, o meia Lazar Samardzic apresenta potencial. Os friulani estrearam com derrota para o Milan, em jogo que deram trabalho, e depois empataram com a Salernitana. Depois disso, são cinco vitórias consecutivas, incluindo placares inapeláveis diante de Roma e Inter. A equipe está um ponto atrás do líder Napoli, que aproveita muito bem as adaptações imediatas dos ótimos Khvicha Kvaratskhelia e Kim Min-jae. Também um ponto à frente, a Atalanta desfruta da fase excepcional de Teun Koopmeiners, com o auxílio de novatos como Éderson e Rasmus Höjlund.
Brighton
Considerando o que foram os últimos anos do Arsenal, colocar os Gunners nessa lista não seria exagero. Entretanto, ainda mais impactante é a arrancada inicial do Brighton. As Gaivotas são outra equipe que já indicavam a afirmação recente, com a melhora gradativa na Premier League, mesmo que os placares nem sempre acompanhassem a qualidade do futebol apresentado em campo. Agora, o time litorâneo se mete dentro do G-4, diante daquilo que não dá certo a outros concorrentes graúdos. O problema é que a crise no Chelsea gerou incertezas no Estádio Amex, com a saída do técnico Graham Potter, grande responsável por esse salto recente. Ao menos a reposição foi ótima, com a escolha de Roberto de Zerbi, treinador de mentalidade ofensiva e com experiências interessantes por Sassuolo e Shakhtar Donetsk.
O meio-campo é uma das chaves para o ótimo momento do Brighton. Moisés Caicedo e Alexis MacAllister são motores do time. Outros jogadores também começam o campeonato em alta, com menções a Pascal Gross, Leandro Trossard e Lewis Dunk. O impacto das vendas de destaques como Yves Bissouma, Marc Cucurella e Neal Maupay foi menor que o esperado. Em seis partidas disputadas, as Gaivotas chegaram a bater Manchester United, West Ham, Leeds e Leicester, com a única derrota diante do Fulham. E a sequência pós Data Fifa vai dimensionar as capacidades dessa mudança na casamata, com duelos contra Liverpool e Tottenham, além de Manchester City e Chelsea no fim de outubro. Um pouco mais abaixo, na sexta posição, vale citar ainda o Fulham. O time de Marco Silva vinha bem da Championship, mas sai melhor que a encomenda, com o momento avassalador de Aleksandar Mitrovic e a boa adição de João Palhinha.
Osasuna
A aguardada disputa entre Real Madrid e Barcelona já se destaca no topo da tabela de La Liga. O Betis não é uma surpresa na terceira colocação, assim como o Athletic Bilbao dá um salto relativamente esperado com a volta de Ernesto Valverde. Quem se diferencia um pouco mais na sequência da tabela é o Osasuna, em quinto. Os navarros vêm de campanhas satisfatórias desde o retorno à primeira divisão, estabelecendo-se no meio da tabela e passando longe do risco de rebaixamento. Conseguem se destacar mais neste início de 2022/23, com a continuidade garantida pelo técnico Jagoba Arrasate. É o treinador com o segundo trabalho mais longevo na elite espanhola atualmente, desde 2018 no posto, abaixo apenas de Diego Simeone. Garante um time equilibrado, intenso e destemido nos duelos de mais peso.
A tabela do Osasuna, afinal, não é das mais simples. A equipe venceu adversários cascudos como o Sevilla e o Rayo Vallecano. Também deu muito trabalho na derrota ao Betis, em que merecia sorte melhor. A pulga atrás da orelha ficou para a rodada mais recente, com a derrota para o fraco Getafe no Estádio El Sadar. Mas há a chance de desafiar o Real Madrid logo depois. O atacante Chimy Ávila está gastando a bola neste início de campanha, com menção à importância do capitão David García no miolo de zaga, além dos recém-chegados Moi Gómez e Abde. Na metade de cima da tabela de La Liga, em décimo, fica uma menção ao Mallorca, que dá indicativos de que não brigará tanto contra a queda desta vez.
Lorient
O Campeonato Francês oferece uma briga aberta pelas copas europeias durante as últimas temporadas. De qualquer maneira, o Lorient não era cotado para tanto. Desde que retornaram da segundona, os Merlus vinham de duas campanhas em que brigaram contra o rebaixamento. O mercado de transferências também não parecia melhorar tanto o nível, apesar das muitas apostas. O que se nota na tabela, entretanto, é uma equipe competitiva no terceiro lugar – dentro da zona da Champions, na perseguição a Paris Saint-Germain e Olympique de Marseille. Promovido ao comando da equipe principal em junho, após dez anos de trabalho nas categorias de base, o técnico Régis Le Bris é o responsável pelo milagre.
O centroavante Terem Moffi faz estrago com seis gols, apoiado pelo interessantíssimo ponta Dango Ouattara, de 20 anos. Outro que chama atenção é o camisa 10 Enzo Le Fée, de 22 anos. A base jovem mostra serviço e impulsiona um ataque bastante produtivo. Com seis vitórias em oito rodadas, o Lorient conseguiu derrotar Rennes, Lyon e Nantes, todos candidatos às primeiras colocações. Já a única derrota aconteceu para outro time que merece menção, o Lens, quarto colocado. O desempenho do Sang et Or, entretanto, não é tão inesperado assim. O time vinha de bons desempenhos e contratou bem. Loïs Openda e Florian Sotoca se combinam na frente, com Seko Fofana excepcional no meio.
Boavista
O Braga é quem se coloca como principal concorrente ao excelente início do Benfica no Campeonato Português. Ainda assim, uma história surpreendente é do Boavista, quarto colocado. Os Axadrezados não disputam as copas europeias desde 2002/03, com passagem pela terceira divisão na última década e a volta assegurada na justiça de maneira merecida. Apesar disso, a equipe não passou da oitava colocação nas últimas oito edições da elite. Lenda dos Panteras, o ex-volante Petit é o treinador. Já entre os destaques da equipe está o goleiro César, ex-Flamengo. O Boavista tem cinco vitórias em sete rodadas, com o triunfo mais recente sobre o Sporting. Não menos surpreendente é a quinta posição do Portimonense, um time acostumado a brigar para não cair e que não joga as copas europeias desde 1985/86. A equipe de Portimão tem os mesmos 15 pontos do Boavista, mas derrota no confronto direto.
AZ
A Eredivisie tem uma das edições mais abertas dos últimos anos. PSV e Ajax dividem a liderança com 18 pontos, mas ambos vêm de mudanças no comando. O Feyenoord é o quarto com 16 e, mesmo que tenha preservado Arne Slot, precisou montar um time praticamente novo. Quem se intromete é o AZ, terceiro com 16 pontos, de campanhas geralmente competitivas nas temporadas recentes. Pascal Jansen é o treinador desde 2020, com experiência anterior como auxiliar do próprio Arne Slot. Os alvirrubros estão invictos, com cinco vitórias e dois empates. Na última rodada, sublinharam o potencial ao anotarem 2 a 1 sobre o Ajax. Jens Odgaard e Dani de Wit estão em alta, enquanto o elenco reúne rodados como Jordy Clasie e Bruno Martins Indi. A saída de Owen Wijndal para o Ajax não prejudicou tanto assim.
Royal Antuérpia
O Campeonato Belga indicou certa abertura às novidades na temporada passada, mas a Union St. Gilloise não manteve o fôlego. Desta vez, quem larga com tudo é o Royal Antuérpia, que levou a taça pela terceira e última vez em 1956/57. Desde que a equipe voltou de uma longa estadia na segundona, conseguiu se firmar nas primeiras posições da liga a partir de 2017/18 e bateu cartão nas copas europeias. Agora dá um passo além, com 27 pontos em nove rodadas, já cinco de vantagem sobre o vice-líder Genk e oito de diferença sobre o tricampeão Club Brugge. O técnico é Mark van Bommel, que dá a volta por cima após o insucesso no Wolfsburg. Há a questionável presença do diretor Marc Overmars, demitido do Ajax por assédio. Apesar da contestação sobre o dirigente, o Antuérpia fez um mercado de peso ao contratar Toby Alderweireld, Vincent Janssen, Jürgen Ekkelenkamp e Calvin Stengs. Os reforços estão entre os destaques da equipe, que segue com Radja Nainggolan. As nove vitórias incluem triunfos sobre Gent e Union St. Gilloise. O porém fica para a queda na Conference, com a eliminação diante do Istambul Basaksehir na última fase preliminar.
Panathinaikos
O Olympiacos muito prometeu, ao contratar Marcelo e James Rodríguez. Por enquanto, a liderança do Campeonato Grego é do Panathinaikos, com os rivais no modesto sexto lugar. O clube ateniense é o segundo maior campeão nacional, mas não leva o título desde 2009/10 e atravessa uma crise recente, abaixo das três primeiras colocações desde 2017/18. Por isso mesmo, essa liderança inicial supera os prognósticos. O técnico é o veterano sérvio Ivan Jovanovic, enquanto o espanhol Aitor Cantalapiedra é quem desequilibra em campo. Jogadores rodados como Bernard e Andraz Sporar também chegaram na última janela. O Trevo soma cinco vitórias em cinco rodadas. Bateu inclusive o rival AEK Atenas, embora um grande desafio esteja marcado para o retorno da Data Fifa, na visita ao PAOK. Mesmo se perder, os alviverdes não deixam a liderança na próxima rodada, com quatro pontos de vantagem. A equipe só não foi bem na Conference, superada pelo Slavia Praga na fase de classificação.
Adana Demirspor
O Campeonato Turco se tornou imprevisível durante os últimos anos, com os grandes do país alternando crises e caminhões de contratações. Isso abriu o caminho para o Trabzonspor levar a taça na temporada passada e agora quem se mete na briga é o Adana Demirspor. Os Relâmpagos Azuis voltaram à primeira divisão apenas recentemente, em 2021, após 26 anos longe da elite. Ficaram na nona colocação e agora surpreendem na liderança, em busca de um título inédito. É uma equipe que se vale de um bom trabalho na administração e, óbvio, confia em medalhões. Vincenzo Montella é o treinador. Já o time é estrelado por figuras como Younès Belhanda, Yaroslav Rakitskyi e Gökhan Inler. Se por um lado Mario Balotelli saiu, por outro Artem Dzyuba serve de alternativa na frente. Em sete rodadas, a equipe soma cinco vitórias e um empate, com o Trabzonspor entre as vítimas. A volta da Data Fifa incendiará a disputa pelo topo, com o confronto direto com o vice-líder Galatasaray, ambos emparelhados com 16 pontos. Os Leões fizeram um investimento bem mais pesado neste mercado, na baciada que inclui Dries Mertens, Mauro Icardi, Juan Mata, Haris Seferovic, Sérgio Oliveira e Lucas Torreira.
Randers
O Randers teve certo destaque na última edição da Conference League, quando alcançou os mata-matas e sucumbiu diante do Leicester. Os Cavalos, costumeiros figurantes nas copas europeias secundárias, agora lideram o Campeonato Dinamarquês. Buscam um troféu inédito, depois de dois títulos na Copa da Dinamarca durante os últimos 16 anos. O técnico Thomas Thomasberg faz um trabalho longo à frente dos celestes, no cargo desde 2018. Já entre os valores da equipe, os laterais Björn Kopplin e Adam Andersson se destacam, enquanto Marvin Egho garante os gols na frente. São 22 pontos depois de dez rodadas, dois a mais que o vice-líder Nordsjaelland. Ainda invicto, o Randers peca pelo excesso de empates, mas já derrotou o Copenhague fora de casa neste início de campeonato.
Servette
O Servette está entre os maiores campeões da Suíça, com 17 taças. No entanto, a equipe não é campeã desde 1999 e passou por maus bocados nas últimas décadas, inclusive com momentos na terceira divisão. Na elite de maneira ininterrupta desde 2019/20, os grenás rondam as primeiras posições, mas nada tão concreto quanto o atual momento. O time soma 17 pontos, atrás do Young Boys apenas no saldo de gols. Na última rodada, uma prova de força veio com os 3 a 2 sobre o campeão Zurique. O Servette é treinado por Alain Geiger, figura histórica da seleção suíça. O time conta com alguns nomes mais conhecidos, incluindo Enzo Crivelli no ataque e o veterano Gaël Clichy. Com Basel e Zurique em maus momentos, a Super League ainda traz nas primeiras posições times como o St. Gallen (em jejum desde 2000), o Sion (em jejum desde 1997) e o Grasshopper (em jejum desde 2003).
Rapid Bucareste
O Campeonato Romeno começa muito equilibrado, e com o caminho aberto às surpresas. O dominante Cluj chegou a trocar de técnico pelos tropeços e o FCSB (o antigo Steaua Bucareste) só conquistou uma vitória nas primeiras nove partidas. A ponta fica com o Farul Constanta (o renomeado Viitorul), treinado pelo proprietário Gheorghe Hagi. Mas se os campeões de 2016/17 não são uma novidade tão grande, quem chama mais atenção é o tradicional Rapid Bucareste. Os Ferroviários possuem três títulos da liga, mas não ficam com a taça desde 2002/03. Somam os mesmos 24 pontos do Farul em 11 rodadas, com vitórias sobre FCSB e Universitatea Craiova nesta largada. O técnico é um destaque daqueles: o ex-atacante Adrian Mutu, que parece deslanchar depois de uma passagem fraca pela Craiova na temporada passada. A braçadeira de capitão é de Cristian Sapunaru, outra figura carimbada da seleção. O terceiro colocado da Liga I é o Hermannstadt, recém-promovido à elite.
CSKA 1948
O CSKA 1948 é dos tantos times que surgiram no leste europeu durante os últimos anos e reivindicam os direitos sobre uma agremiação tradicional. No caso, a equipe fundada por torcedores e grupos militares se diz herdeira do CSKA Sofia, depois de um processo falimentar. Na elite desde 2020/21, após iniciar sua trajetória na quarta divisão, o time tenta lutar pelo título. Aparece com os mesmos 23 pontos que o líder Ludogorets, mas com duas partidas a mais. O CSKA Sofia “original” se coloca logo atrás, com 22 pontos. Dentre os nomes mais conhecidos do CSKA 1948 está o técnico Lyuboslav Penev, símbolo da seleção local nos anos 1990 e também de passagem marcante pelo futebol espanhol. Já em campo quem deslumbra é o meio-campista Ivaylo Chochev, autor de dez gols até o momento. Cinco brasileiros fazem parte do elenco. Os alvirrubros empataram com o Ludogorets no primeiro turno, mas perderam o “clássico” contra o CSKA Sofia.
Struga
O Campeonato Macedônio vê um possível campeão inédito já despontar. O desempenho do Struga é assombroso. As Águias somam oito vitórias em oito rodadas, com uma vantagem de dez pontos na liderança. São 18 gols marcados e apenas dois sofridos. O técnico Srgjan Zaharievski, antigo meio-campista da seleção, está no cargo desde 2020. Dentro de campo, o time é liderado pelos gols de Besart Ibrahimi, autor de sete gols. Fundado em 2015, o Struga estreou na primeira divisão em 2019/20 e até se classificou para a Conference League na temporada retrasada, mas nada comparado ao que apronta atualmente.
Cukaricki
O Estrela Vermelha busca seu inédito hexacampeonato na Sérvia. A equipe está invicta e soma 26 pontos em dez rodadas. Porém, vê no retrovisor o Cukaricki, com 25 pontos, embora um jogo a mais. É quem surge como principal ameaça, já que o Partizan Belgrado ocupa apenas o quinto lugar, com 21 pontos. Os principais desempenhos dos tricolores vieram a partir da última década, com uma série de classificações à Liga Europa e à Conference. Mesmo assim, o time nunca teve fôlego para sonhar com o troféu inédito. O técnico Dusan Kerkez chegou nessa temporada, após dirigir o AEL Limassol. Conta bastante com os gols de Mohamed Badamosi, centroavante da seleção de Gâmbia, que lidera a artilharia do Campeonato Sérvio com nove gols.
Kolos Kovalivka
A situação de guerra e a debandada de jogadores estrangeiros permite acreditar numa surpresa no Campeonato Ucraniano. Shakhtar Donetsk e Dynamo Kiev permanecem como times de maior recurso, mas a brecha parece maior para que pinte um campeão diferente, o que não acontece desde a primeira edição da liga independente, quando o Tavriya Simferopol se coroou em 1992. Neste momento, quem divide o topo da tabela com o Shakhtar após quatro rodadas é o Kolos Kovalivka. O time da região de Kiev teve sua fundação em 2012 e estreou na elite em 2019, com participações recentes na Liga Europa e na Conference. Ex-jogador do clube, Yaroslav Vyshnyak é um personagem importante nessa ascensão e assumiu o comando na atual temporada. O goleiro Yevgen Volynets é a figura mais relevante, convocado para a seleção ucraniana.
Hapoel Jerusalém
Os clubes israelenses andam em alta na temporada continental. Já na liga nacional, um concorrente diferente é o Hapoel Jerusalém. Os rubro-negros foram fundados em 1926 e possuem uma história distinta, administrados pela própria torcida. Todavia, o time no máximo conquistou uma Copa de Israel em sua história, com o caneco erguido em 1973. Ressurge uma esperança de levar o troféu da liga para a cidade de Jerusalém pela primeira vez desde 2006. O Hapoel atualmente é o terceiro colocado, com 11 pontos, dois a menos que o líder Maccabi Tel Aviv. Um sinal de força veio com os 3 a 0 sobre o campeão Maccabi Haifa na rodada passada, além do 1 a 0 no clássico com o Beitar Jerusalém antes disso. O técnico Ziv Arie está em sua quarta temporada com os rubro-negros e dirige um elenco com jogadores de seleções africanas, como o ponta congolês Jordan Botaka e o goleiro nigeriano Adebayo Adeleye.
Siroki
O Campeonato Bósnio teve o domínio nos últimos anos do Zrinjski Mostar. Agora, outro clube ligado à comunidade croata lidera a liga nacional. O Siroki soma 19 pontos em dez rodadas, com uma partida a menos que o Zeljeznicar, emparelhado no topo da tabela com os mesmos 19 pontos. Os Azuis buscam o primeiro título nacional desde 2006, embora tenham conquistado a copa mais recentemente em 2017. O técnico Ivica Brabaric, de volta após 13 anos, era exatamente o comandante naquela última conquista. O capitão Marijan Cavar é a referência e costuma constar nas convocações da Bósnia, embora o elenco seja de maioria croata, com a presença também dos brasileiros Bruno Oliveira e Alisson Taddei.
Olimpija
O Olimpija começou a temporada de maneira caótica. Indignados com a demissão do técnico Robert Prosinecki, AQUELE, os ultras do clube invadiram a coletiva de apresentação de Albert Riera, também AQUELE. Porém, o antigo lateral da seleção espanhola, que encerrou sua carreira no futebol esloveno e vinha como assistente do Galatasaray, dá conta do recado em seu primeiro trabalho como técnico principal. O Olimpija soma 27 pontos em dez rodadas do Campeonato Esloveno, oito de vantagem na liderança, com 21 gols marcados e só nove sofridos. É franco candidato para recuperar a taça que não vem desde 2018, ainda mais com o rival Maribor num modesto quarto lugar, já 13 pontos atrás. Capitão e camisa 10, Timi Max Elsnik é a referência técnica. Os alviverdes jogaram a Conference nesta temporada, mas sucumbiram nas preliminares diante do Sepsi, da Romênia.



