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Seis motivos para ignorar a novela Neymar

1- A gente não gosta de novela.

2- É novela repetida. Que você queira ver a novela das 8 a gente até entende, quer dizer, não entende, mas respeita. Quer dizer, não respeita mas, vá lá. Agora, Vale a Pena Ver de Novo não rola. Essa novela já passou, e não é nem refilmagem, são os mesmos atores, a mesma trama. Parece que agora vai mudar o final. Muito bem, se mudar o final, começa outra novela, aí a gente pode falar sobre ela.

3- Esse é o momento em que tudo se sabe e nada se sabe. O que se sabe de verdade, você já sabe. Viu no twitter, ouviu no rádio, capaz até do Galvão já estar falando sobre o assunto. O que você não sabe, até aqui ninguém sabe. Mas vai saber junto, ou com diferenças significativas de 15 segundos. Ninguém precisa da Trivela para isso.

4- Você quer saber nossa opinião sobre a transação? Como dissemos, tudo depende de como será o primeiro capítulo da novela. Sobre o que já sabemos, já opinamos à larga. Só pra ficar com o que eu mesmo escrevi, você pode ler aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Se quiser xingar, volte para esse post, naquele blog não tem comentário.

5- Transformar a transação em novela é um desserviço ao jornalismo. Deve haver em torno de uma centena de repórteres em Santos hoje esperando por uma coletiva, enquanto provavelmente não há três indo atrás de coisas que realmente importam. O que está por trás de cada proposta? Dá pra imaginar, por exemplo, Sandro Rossell fazendo algum tipo de negócio em que não haja algum “esquema”? E, se ele não leva, há algum outro “esquema” do outro lado? Qual é o “esquema”? Quem está no “esquema”? Isso tudo talvez o Martin ou alguém da Folha esteja procurando saber. A Trivela gostaria de participar desse trabalho jornalístico, mas hoje não tem tamanho para isso. Assim, melhor se concentrar no que podemos fazer direito do que participar do chazinho com biscoitos pré-coletiva.

6- Hoje é dia de final de Champions. Dia de quem pode ganhar final de Champions, não de quem anda não conseguindo ganhar nem final de Paulista. Em dia de final de Champions você pode discutir a venda do Messi. Ou do Cristiano Ronaldo, mas nesse caso só se tiver alguma outra pimenta no meio. Nenhuma outra, ainda que você acredite que se trata da venda do futuro maior do mundo. Coisa em que eu, pessoalmente, tenho tido dificuldades de acreditar.

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