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Ser da base foi fundamental para Ansu Fati herdar a camisa 10 de Messi no Barcelona

Ansu Fati é fruto das categorias de base do Barcelona, algo que era prioridade para receber o número, que carrega um grande simbolismo

Finalmente sabemos quem receberá a camisa 10, que era de Lionel Messi. Depois de usar a camisa 31, 22 e a 17, com a qual foi apresentado nesta temporada, Ansu Fati recebeu a camisa 10 nesta quarta-feira. O atacante, que já fez parte também da seleção espanhola, é um claro talento dos blaugranas e havia mesmo a expectativa que ele ganhasse espaço nesta temporada. Sem Messi e sem Antoine Griezmann, a expectativa aumenta ainda mais.

Formado na base, Ansu Fati tem só 18 anos e tem brilhado desde a temporada 2019/20, quando se tornou um jogador frequente no time principal. Fez 24 jogos, marcou sete gols e deu uma assistência. Sofreu uma lesão grave em novembro, uma laceração no menisco, e está afastado desde então. A temporada acabou sendo curta, com 10 jogos, cinco gols e quatro assistências.

Na Espanha, os 25 jogadores do elenco principal devem ser registrados com numeração de 1 a 25, necessariamente. Numeração acima de 25, apenas para jogadores com contrato com o time B ou jogadores da base. É o caso de Iñaki Peña, terceiro goleiro da equipe, que jogará com a camisa 26, segundo a numeração divulgada pelo clube. A única camisa livre ficou sendo a 25 e era especulado que a camisa 10 ficaria livre ao menos nesta temporada e um dos jogadores vestiria a 25 – provavelmente Luuk de Jong, o último contratado.

Surgiram rumores que Philippe Coutinho poderia receber a camisa 10, mas isso foi algo que o Sport, esportivo de Barcelona, rechaçou na época. Segundo a publicação, o clube esperava que ou o número ficasse sem dono nesta temporada, já que há um jogador da base que pode usar numeração acima de 25, ou a opção seria que fosse usada por um jogador da base. Esta foi a opção do clube e Ansu Fati era o único que parecia capaz de vesti-la nessas condições. Tanto que o clube anunciou a mudança com o título “Um camisa 10 de La Masía”.

A camisa 10 do Barcelona já foi vestida por diversos grandes jogadores. Ronaldinho, Rivaldo e Romário, por exemplo, vestiram a camisa 10. Giovanni, ex-Santos, também vestiu o mesmo número, na época que dividiu os campos com Ronaldo, na única temporada do Fenômeno pelo clube, em 1996/97. Hagi, Litmanen e Riquelme foram outros jogadores a vestirem essa prestigiosa camisa.

Sergio Agüero, que jogava com a camisa 10 no Manchester City na maior parte da sua passagem e jogou com o número no Atlético de Madrid, ficou com a 19. Como não tinha entrado em campo ainda, ele poderia mudar o número, mas não quis a 10 do companheiro de seleção.

Coutinho recebeu a camisa 14, que era de Rey Manaj. Pedri, outro jogador da base, recebeu a 16. Luuk de Jong, o último contratado, recebeu a camisa 17 que era de Ansu Fati. Eric Garcia, outro contratado nesta temporada, recebeu a camisa 24. Houve também mudança de número: Ousmane Dembélé, que permaneceu no clube, ficará com a camisa 7 que era de Griezmann. É o seu número preferido e usava no Borussia Dortmund.

A 11 ficou com Yusuf Demir, austríaco que foi muito bem na pré-temporada e chegou do Rapid Viena nesta temporada, por empréstimo com opção de compra. O jogador é visto como um talento potencial e mostrou um pouco disso antes de começar a temporada. A camisa 8 segue com o mesmo dono, Miralem Pjanic, apesar das tentativas do clube em negociá-lo, sem sucesso.

Ansu Fati recebe a camisa 10 que estava com Messi desde a temporada 2008/09. Foi a temporada mágica, a primeira de Pep Guardiola no comando do clube, com a conquista da tríplice coroa e o gol de Messi em Roma, de cabeça, contra o Manchester United de Cristiano Ronaldo, que depois iria para o Real Madrid.

Confira a numeração completa do Barcelona para a temporada:

Os números de camisas do Barcelona para 2021/22 (divulgação / FC Barcelona)

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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