Champions League

A Tríplice Coroa veio: Barça campeão da LC

Com uma vitória por 2 a 0 em Roma, Barcelona conquista sua terceira Champions League na história com o brilho de Messi

O Barcelona é campeão da Liga dos Campeões 2008/09. A equipe superou o Manchester United, por 2 a 0, na decisão do torneio, no Estádio Olímpico de Roma, nesta quarta. Com a vitória, a equipe catalã tornou-se a primeira equipe da Espanha a conquistar a Tríplice Coroa do futebol europeu, vencendo justamente o último autor da façanha, na temporada 1998/99.

Por incrível que pareça, o Manchester United se aproveitou da instabilidade inicial do goleiro Valdés para trazer mais perigo, nos primeiros minutos da decisão. Logo no primeiro minuto de partida, após falta de Yaya Touré em Anderson, Cristiano Ronaldo executou cobrança perigosa. Valdés não agarrou e rebateu, mas Park acabou não aproveitando bem a nova chance, e, em chute prensado com a zaga barcelonista, a bola saiu para escanteio, por cima do travessão.

Em dois minutos seguidos, os Red Devils prosseguiram mais incisivos. Aos 7, Ronaldo recebeu passe de Rooney na intermediária, caminhou alguns metros e arriscou de longa distância, com a bola passando à esquerda do gol de Valdés. E, aos 8, após jogada ligeiramente truncada, pela direita, Ronaldo aproveitou a sobra, já na grande área, e chutou cruzado, com a bola trazendo novo perigo à meta do goleiro espanhol.

Entretanto, quando o esperado era que a pressão da equipe de Alex Ferguson continuasse, o Barcelona conseguiu aproveitar um lapso da defesa adversária para abrir o placar. Aos nove minutos, Xavi levou a bola, desde a intermediária, e deixou a Eto’o, pela esquerda da grande área. O camaronês aplicou corte seco em Nemanja Vidic, e ficou livre para chutar por baixo de Van der Sar, que ainda tocou na bola antes que ela balançasse as redes. Emocionado, o atacante dos Blaugranas chorou, enquanto comemorava seu gol, que representou a segunda vez em que um jogador marcou em duas finais de LC. Eto’o já havia feito gol na final de 2005/06, e o primeiro foi o espanhol Raúl, nas finais de 1999/2000 e 2001/02.

Meio atordoado pela falha defensiva que o colocou atrás no placar, o Manchester tentou reagir, a princípio. Aos 15 minutos, após falta de Piqué cometida sobre Ronaldo, Giggs cobrou por cima. Todavia, ao adiantar a marcação na saída de bola do Manchester, a equipe catalã conseguiu mudar o cenário do jogo e a impor seu estilo à partida. Exemplo disso foi um belo chute de Messi, de longe, aos 19 minutos. A bola passou perto do travessão de Van der Sar.

A pressão barcelonista, ao longo da primeira etapa, ficou amenizada, mas permaneceu mais constante do que a ofensividade dos Red Devils – que sofriam com más atuações de Anderson e Giggs, além do excessivo isolamento de Rooney, pela esquerda. Aos 26 minutos, após falta cometida por Messi sobre Iniesta, Xavi cobrou, próximo à área, e a bola trouxe mais perigo à meta do goleiro do Manchester. Nova jogada perigosa ocorreu aos 34, quando Puyol, sem marcação, progrediu pela esquerda e conseguiu cruzar rasteiro para a área. Vidic cortou para escanteio. O primeiro tempo da final da Liga dos Campeões terminaria com o Barça tendo pleno domínio das ações, e mostrando isso com bela jogada de Messi, no último minuto da etapa inicial, em que só Vidic pôde espantar o perigo.

Na volta aos vestiários, Alex Ferguson trouxe tentativas de correção ao desempenho ruim no ataque, com a entrada de Tevez, no lugar de Anderson. Porém, a alteração fragilizou a marcação no meio, o que possibilitou ao Barcelona começar a etapa complementar como terminara a inicial: criando várias jogadas no ataque. Aos 3 minutos, Henry, progredindo pela esquerda em contra-ataque, conseguiu chegar à grande área, aplicou duas fintas muito bonitas em Rio Ferdinand, mas, na hora de chutar, teve o ângulo travado por Van der Sar. Pouco depois, aos 5 minutos, Henry cruzou, também da esquerda, e Eto’o quase conseguiu escorar para as redes, mas Van der Sar defendeu novamente. Aos sete, após falta de Vidic em Iniesta, na meia-lua, novo perigo, talvez o maior, até então, no segundo tempo. Xavi executou a cobrança e a bola atingiu a trave direita do Manchester United.

Só aos dez minutos o time comandado por Alex Ferguson voltou a chegar com perigo à área de Valdés. Em cruzamento da direita, Cristiano Ronaldo e Park quase conseguiram escorar para as redes, mas a bola foi mais veloz. Aos 21, nova alteração tentando mudar o rumo do jogo, com Park dando lugar ao búlgaro Berbatov, de modo a aproveitar o recuo maior do Barcelona ao seu campo de defesa.

Mas, desta vez sabendo dosar a volúpia nas saídas ao ataque, o Barcelona conseguiu aproveitar os espaços que o Manchester deixava atrás, toda vez que ia para o jogo. E ampliou a vantagem. Aos 26 minutos, Puyol carregou a bola, pela meia-direita, e passou a Xavi. Este se aproximou mais da área e cruzou a Messi. Livre na área, o argentino cabeceou e a bola encobriu mansamente Van der Sar, balançando as redes e consumando o nono gol do atacante, consagrando-o como artilheiro da LC desta temporada.

Desde então, foi o desespero do Manchester, com Cristiano Ronaldo e Scholes levando cartões amarelos – o primeiro, por falta sobre Puyol, e o segundo, por carrinho grave sobre Busquets. A calma do Barcelona, tocando a bola, na maioria das vezes, em pleno campo de ataque. Uma última jogada de perigo, aos 39 minutos, após belíssima troca de passes, com Puyol entrando pela esquerda da grande área e tentando tocar por cima, mas sendo impedido por Van der Sar. Um ataque de Berbatov, aos 42.

E o apito final do suíço Massimo Busacca, aos 48, encerrando os 25 jogos de invencibilidade que o Manchester United ostentava na Liga dos Campeões, consolidando a histórica Tríplice Coroa do Barcelona, logo na primeira temporada de Pep Guardiola como treinador da equipe.

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