Vitória do Barcelona exibe Yamal em nova função que pode ser futuro da carreira
Antony até marcou, mas Betis tomou cinco dos Culés em partida de destaque de Yamal, Ferran e Pedri
O que poderia ser um jogo equilibrado em La Cartuja terminou com um show do Barcelona neste sábado (6). Mesmo com o Betis começando ganhando graças a Antony, os Culés ativaram o modo rolo compressor e viraram para 5 a 3 pela 15ª rodada de LaLiga. A vitória veio com vários destaques e chamou atenção pela função de Lamine Yamal.
O craque do clube catalão, ao invés da tradicional ponta direita, entrou como meia centralizado atrás do centroavante. Foi a primeira vez que ele atuou assim iniciando uma partida pelo time, pois, antes, só exerceu a função no meio das partidas após substituição.
Não foi das mais impressionantes atuações do jovem, mas ele mostrou sua qualidade na criação de chances e velocidade de raciocínio, como já fazia quando atuava pelo lado. Naturalmente mais à direita, iniciou a jogada do primeiro gol, marcado por Ferran Torres após cruzamento na medida de Koundé. Yamal ainda marcou de pênalti o quinto gol do dia.
Lamine Yamal como meia em Betis x Barcelona:
- 79 ações com bola
- 4 passes decisivos (2 grandes chances criadas)
- 43 passes certos de 46 tentados (93%)
- 4 dribles certos de 7 tentados
- 6 faltas sofridas
Fonte: “SofaScore”
Aos 18 anos, o espanhol ainda deve ter longos anos atuando na ponta, mas a função como meia pode ser seu futuro na carreira, a exemplo do que aconteceu com Messi e outros jogadores de lado de campo que eram extremamente criativos.
Ser o “camisa 10” na escalação também implica em menos obrigações defensivas, ao mesmo tempo que exige maior velocidade de tomada de decisão pelo menor espaço para jogar, o que atrapalha nos dribles, hoje a principal característica do jogador.
Hansi Flick ainda ganha uma alternativa para substituir Dani Olmo, atualmente lesionado, e Fermín López, quem substituiu Bardghji e virou o meia central, empurrando Yamal para ponta após os 22 minutos do segundo tempo.
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— FC Barcelona (@FCBarcelona) December 6, 2025
Além de Yamal, Ferran Torres brilha e merece ser o 9 do Barça
Após Lewandowski sofrer na vitória sobre o Atlético de Madrid na última semana, com pênalti e algumas chances perdidas, Flick voltou a colocar Ferran como camisa nove e o espanhol brilhou de novo.
Matador, com um toque, marcou os dois gols que viraram o placar. O segundo em uma batida de primeira bonita em cruzamento de Bardghji. Ainda no primeiro tempo, recebeu de Pedri na entrada da área e, com muito espaço, chutou com desvio para fazer o quarto — antes, Bardghji marcou também com passe de Pedri.
O “Tubarão”, como é conhecido o atacante, soma 13 gols em 19 partidas na temporada contra oito de Lewa em 16 partidas. Além dos números, ele entrega em intensidade e pressão no campo de ataque que o polonês, aos 37 anos, não consegue mais por questões físicas.
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Betis desliga e é atropelado pelo Barcelona no 1º tempo
O placar ao fim dos primeiros 45 minutos não parecia que ia acontecer vendo o bom início do Betis. O mandante começou pressionando, disputando a posse de bola e precisou só de cinco minutos para abrir o placar.
Na mesma velocidade que marcou, porém, sucumbiu com dois gols entre os 10 e 12, explorando a fragilidade defensiva do lateral-esquerdo Valentín Gómez. A partida até que seguiu equilibrada até meia hora, quando tudo mudou e passou a ser um domínio completo dos catalães, que tinham muito espaço para explorar.
Os Verdiblancos só voltaram a atacar com perigo nos acréscimos, vendo Cucho Hernández cabecear para fora o cruzamento baixo de Aitor Ruibal, que também teve sua chance, sozinho na direita, onde chutou na rede pelo lado de fora.

Verdiblancos acordam no fim
O ímpeto catalão continuou no começo da etapa final — não por acaso, aumentou o placar com 13 minutos em pênalti de Lamine Yamal. Antes, o próprio jovem espanhol tinha perdido uma chance cara a cara. Depois, cruzou na medida e Ferran por pouco não tocou para marcar mais um.
Até os minutos finais, o Betis só tinha exigido defesas de Joan García em batidas no meio do gol: uma de Antony, outra de Deossa. No fim, começou uma pressãoq que assustou o visitante.
Começou com um gol anulado por impedimento, seguido por um que valeu: conseguiu diminuir aos 39 minutos em escanteio completado por Llorente. Em pênalti cometido por Koundé em Ezzalzouli, Cucho Hernández converteu, empolgando para os seis de acréscimos, mas não aconteceu mais nada na partida.



