O Barcelona tinha uma missão neste domingo, que era de vencer o Huesca, fora de casa, fosse como fosse. Não deveria ser tão difícil. Apesar do clube blaugrana não estar tão bem na temporada na Espanha, o adversário era o lanterna. O triunfo veio, mas o placar foi magro e o barcelonismo sofreu até o segundo final do jogo. A vitória por 1 a 0, por La Liga, veio graças a um belo passe de Lionel Messi para Frenkie de Jong, que fez o gol da vitória. E, claro, uma dose de emoção.

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O técnico Ronald Koeman tentou facilitar a vida do time e parou de inventar a formação com três zagueiros que utilizou nas duas rodadas anteriores, contra Valladolid e Eibar, e que o time não foi bem. Desta vez, o time foi escalado em um 4-3-3 clássico, o que facilitou a vida de Sergio Busquets, escalado na posição que mais está acostumado, como um volante mais recuado. Messi jogou no ataque junto com Martin Braithwaite e Ousmane Dembélé. Pedri jogou mais recuado, como meio-campista, mas não foi tão bem. Antoine Griezmann ficou no banco.

O duelo no estádio El Alcoraz foi como se esperava: o Barcelona com a bola, atacando mais e pressionando, com o Huesca se defendendo. Os blaugranas tiveram 70% da posse de bola, com 20 finalizações a gol e sete delas no algo, outras 10 para fora e três bloqueada. O time trocou quase 800 passes (precisamente 793) e foi dominante em campo. Tudo isso é verdade, mas o que se viu em campo foi que o Barça sofreu para chegar ao segundo gol. Por mais que tenha tentado, faltou competência e nem fez o goleiro adversário trabalhar tanto assim como os números sugerem.

O gol veio aos 27 minutos de jogo. Lionel Messi recebeu no lado esquerdo e achou um lindo passe para Frenkie De Jong, dentro da área, desviar para marcar 1 a 0. Aos 40 minutos, Messi cobrou falta muito bem, buscando o ângulo, e o goleiro fez uma grande defesa para impedir o gol do argentino. Foi uma das melhores chances da partida.

O Huesca ameaçava pouco. A melhor chance no primeiro tempo foi criada pelo Barcelona. Busquets recuou de forma muito perigosa para o goleiro Marc-André Ter Stegen, que dominou com a cabeça, perigosamente. Deixou os torcedores catalães com o coração na mão. No fim, deu tudo certo. Ter Stegen mostrou qualidade no trato com a bola, dominou bem e saiu da pressão. Um pequeno teste para o coração dos torcedores, mas superado com categoria.

Como toda partida que está pendurada em um placar de 1 a 0, o Huesca acreditava em arrancar um gol, nem que fosse na sorte. E o time tentou, sem criar grandes coisas, é verdade, mas cada ameaça era um perigo de desperdiçar pontos que eram cruciais. No fim, o jogo ficou até com uma dose de tensão, a ponto do time da Catalunha comemorar o resultado depois do apito final. A vitória era crucial.

Mesmo assim, com tudo isso, o Barcelona poderia ter vencido com um pouco mais de tranquilidade. Criou chances para vencer por mais de um gol de diferença. O 1 a 0 acabou sendo curto, mas serviu para algum alívio em uma campanha que ainda é decepcionante.

Com a vitória, o Barcelona sobe a 28 pontos, em quinto lugar, um a menos que o Villarreal, quinto, dois a menos que a Real Sociedad, terceira, oito a menos que o Real Madrid, segundo, e 10 a menos que o Atlético de Madrid, que ainda tem um jogo a menos. A situação segue complicada, mas perder pontos nesta partida seria terrível para os comandados de Koeman.

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