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Ancelotti: “Quando a equipe não faz o que deve, a responsabilidade é minha”

O treinador, porém, não culpou sua mudança de escalação pela derrota para o Atlético de Madrid porque acredita que foi um problema mais defensivo que ofensivo

O Real Madrid chegou ao clássico da capital com 100% de aproveitamento na temporada, mas foi derrotado sem cerimônia pelo Atlético de Madrid, por 3 a 1. O técnico Carlo Ancelotti, foi questionado por ter escalado um time sem centroavante no Civitas Metropolitano e, embora assuma responsabilidade pela derrota, não acha que essa mudança foi responsável pelo resultado porque o problema foi mais defensivo do que ofensivo.

Ancelotti entrou com Luka Modric exercendo a função de camisa 10, atrás de Jude Bellingham e Rodrygo, com o centroavante Joselu no banco de reservas. Outra mudança foi ter dado descanso ao meia Aurélien Tchouaméni, com Toni Kroos, Eduardo Camavinga e Federico Valverde na sustentação. Vinícius Júnior ainda era desfalque, e Dani Carvajal se tornou um problema de última hora. Lucás Vázquez começou na lateral direita – e sofreu defensivamente.

O Atlético de Madrid abriu o placar aos quatro minutos e ampliou aos 18 em duas jogadas muito parecidas: cruzamentos da esquerda para Morata e Griezmann aparecerem entre os zagueiros para cabecear. O terceiro gol, no começo da etapa final, após Toni Kroos descontar, foi idêntico.

– Não começamos bem, não defendemos bem. Fomos frágeis na nossa área. Com 2 a 0 de vantagem, eles fizeram o jogo que queriam, defendendo bem e com transições rápidas. Nesse sentido, o Atleti foi melhor que nós. Poderíamos ter ido melhor. Quando a equipe não faz o que deve, é minha responsabilidade, mas tenho costas muito largas, não tem problema. Não fomos bem, mas não por causa da formação, que não vai mudar. É uma derrota que pode ser uma oportunidade para fazermos as coisas melhor no futuro. Estamos tristes, mas até agora estávamos indo bem e vamos continuar indo bem – disse.

O problema foi defensivo

O Real Madrid começou a temporada com problemas. Estava nos planos dispensar alguns jogadores ofensivos encostados como Eden Hazard e Mariano Díaz, além de Marco Asensio, útil, mas cujo ciclo parecia terminado. A saída inesperada foi de Karim Benzema para a Arábia Saudita e, sem conseguir concretizar a operação por Kylian Mbappé, o setor ficou desfalcado. Um pouco mais quando Vinícius Júnior se machucou.

Ancelotti mudou o seu esquema tático para o 4-3-1-2, com Jude Bellingham atrás de dois atacantes. Contra o Atlético de Madrid, adiantou o inglês para fazer companhia a Rodrygo e introduziu Luka Modric à frente do trio de sustentação do meio-campo. A ideia foi ter mais controle do meio-campo. O Real Madrid, de fato, teve 64% de posse de bola. Faltou defender melhor durante os outros 36%. Trocou o croata por Joselu no intervalo e voltou à formação que mais tem usado na temporada.

– Joselu não jogou desde o começo porque eu queria ter mais controle da bola com um meia a mais. A posição de Jude não mudou na fase ofensiva, apenas na defensiva. Mas o problema foi de fragilidade defensiva, que não tivemos nos primeiros jogos. Em apenas 45 minutos, levamos três gols, tantos quanto em todos os jogos anteriores. Fomos frágeis. Não foi uma boa noite e não defendemos bem como de costume. Não fomos compactos, e o Atleti aproveitou – afirmou.

– O Atleti é um dos times que melhor defende. Não apenas na Espanha. São organizados, fortes nos duelos e não é fácil encontrar espaço. Tentamos de fora da área, mas nos faltou efetividade. Mas acredito que o problema não foi ofensivo, mas defensivo. Os três gols foram uma cópia. Uma ruptura para abrir os zagueiros e não estávamos bem posicionados. Não fomos compactos em nenhum dos três gols – completou.

Ainda com apenas seis rodadas disputadas, o Real Madrid caiu para o terceiro lugar, com 15 pontos. Girona e Barcelona têm um a mais. O Atlético de Madrid é o quinto colocado de La Liga, com 10.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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