La Liga

Barcelona abre 3 a 0, mas Celta acredita até o fim e arranca empate no último lance do jogo

Tudo parecia tranquilo para o Barcelona depois de grande primeiro tempo, mas o Celta melhorou no segundo tempo com uma atuação decisiva de Iago Aspas

O Barcelona parecia que faria um jogo para recuperar o ânimo. Fora de casa contra o bom time do Celta, chegou a abrir 3 a 0 no primeiro tempo jogando bem e parecia que venceria com tranquilidade. Só que deixou de jogar no segundo tempo e o Celta, bem treinado e com muita dedicação, acreditou até o fim para empatar por 3 a 3 no último lance do jogo. Um empate com sabor de vitória para a equipe galega, que começou mal a partida, mas mostrou que tinha muito mais bola guardada.

Os torcedores do Barcelona ainda se acostumam com a ideia de voltar a ter um treinador. No banco contra o Celta, quem comandou ainda foi o interino Sergi Barjuan, mas o novo técnico será mesmo Xavi Hernández, anunciado na madrugada deste sábado. O anúncio veio depois de, no início da sexta-feira, o Al Sadd ter anunciado acordo, mas o Barcelona ter negado.

Com a questão do técnico resolvido, o Barcelona pareceu entrar leve em campo. Logo a cinco minutos, Ansu Fati recebeu de Jordi Alba na esquerda, fez uma linda jogada e chutou bonito para marcar 1 a 0.

O time seguiu atacando e, aos 18 minutos, ampliou. Desta vez veio em grande jogada de Nico González, que foi à linha de fundo, cruzou para trás e Sergio Busquets dominou e chutou colocado, no canto, para marcar 2 a 0. Parecia que estava fácil e, assim, o Barcelona aproveitou.

Com mais uma ótima jogada de Jordi Alba, os blaugranas chegaram ao terceiro gol. Cruzamento do lateral da esquerda e Memphis Depay desviou de cabeça para marcar 3 a 0. Parecia um passeio do Barcelona, com possibilidade de goleada. Foi essa a sensação no primeiro tempo.

Só que o time reduziu a marcha na segunda etapa. E reduziu até demais. Enquanto o Celta voltou muito mais ligado depois de um primeiro tempo horroroso, o Barça parecia só querer passar o tempo, como se a vitória estivesse garantida. Tanto Sergi Barjuan sacou Ansu Fati, que voltou a ter problemas físicos, e entrou em campo Alejandro Balde, que é lateral de origem. Ele tinha opções ofensivas como Yusuf Demir, Philippe Coutinho ou mesmo o centroavante Luuk de Jong. Preferiu colocar em campo um lateral improvisado no ataque.

A pressão do Celta foi enorme. Desde o começo do segundo tempo, o time galego partiu para cima e rapidamente viu as coisas mudarem. Chegou a marcar um primeiro gol com Thiago Gallardo, mas que foi bem anulado por impedimento do brasileiro. Depois, Nolito também marcou, mas a bola tocou no seu braço quando ele dominou e o gol foi anulado. Mas o gol sairia.

Com sete minutos, Iago Aspas diminuiu o placar para 3 a 1. O Barcelona seguiu aparentemente muito tranquilo, mas o Celta não. A pressão seguia. O Celta fazia um jogo de ataque contra defesa. Aos 29 minutos, Nolito, enfim, conseguiu marcar e reduziu o placar para 2 a 0.

Com o empate já no horizonte, o Celta foi para cima com tudo que tinha. Passou a pressionar cada vez mais e buscar o gol. Só que o gol não saía. O jogo passava dos 45 minutos e o Celta seguia buscando, acreditando em cada jogada. O Barcelona, acuado, tentava se agarrar ao resultado que já tinha. Parecia que daria certo.

Até que aos 50 minutos, quando o árbitro parecia que encerraria o jogo, Iago Aspas recebeu nas imediações da área e chutou como dava. Acertou o canto do goleiro Marc-André ter Stegen e igualou o marcador: 3 a 3 e loucura no Estádio Balaídos. Aspas saiu comemorando enlouquecido, tirou a camisa e o estádio urrava de alegria. O Celta empatou o jogo.

O empate sai com gosto de vitória para o Celta. O time é o 14º na tabela e chegou a 12 pontos. O Barcelona segue em uma posição muito ruim pensando em suas ambições. É apenas o nono colocado, com 17 pontos. A Real Sociedad já tem oito pontos a mais, com 25, e pode ser ultrapassado pelo Real Madrid, que tem 24 e pode chegar a 27 se vencer na rodada. Xavi assume o time nesta segunda-feira e terá muito trabalho pela frente.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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