‘Tomara que um dia me escolham’: Fernando Torres revela sonho como treinador
Astro faz bom trabalho na 3ª divisão da Espanha e ambiciona carreira prolífica na área técnica
Fernando Torres é a prova de que não há certezas absolutas na vida. “Eu era um daqueles que diziam: ‘Quem pensaria em ser treinador?’, reconheceu o ex-jogador — e agora técnico de futebol — à “Radioestadio Noche”, da Espanha.
O antigo atacante comanda o Atlético Madrileño, time B do Atlético de Madrid, e sonha em alcançar patamares ainda maiores do grupo colchonero, onde iniciou a trajetória no futebol profissional.
— Tomara que um dia me escolham para ser treinador da equipe principal, se eu continuar fazendo um bom trabalho — afirmou ele.
Torres assumiu o Madrileño em 2024. São 50 jogos no total, com 20 vitórias, 18 empates e 12 derrotas. A equipe é líder do Grupo B da Primera Federación, a terceira divisão espanhola.
Na Europa, não é incomum que equipes secundárias disputem as divisões inferiores para contribuir no desenvolvimento de jovens atletas.
No caso do ex-jogador, pode ajudar ainda a conquistar mais experiência para um dia substituir um de seus mentores, Diego Simeone. “Tenho muitas coisas (parecidas com ele)”, destacou o espanhol de 41 anos.
— A paixão que ele tem é ouro, e a mensagem que ele passa antes de entrar em campo é algo que não vi ninguém mais fazer. Todos nós, torcedores, estamos muito orgulhosos da equipe e do treinador.
Fernando Torres diz que se entende melhor o futebol no final da carreira
Ao desfrutar cada vez mais da vivência fora das quatro linhas, Fernando Torres lamentou não ter pensado em iniciar no ramo antes. O ex-atacante pendurou as chuteiras em 2019 no Sagan Tosu, do Japão, e em 2021 estreou na área técnica ao ser auxiliar do Atlético de Madrid sub-19.
— No final da carreira, você percebe que enxerga o futebol de outra maneira. Você o entende melhor. Quando me aposentei e chegou a pandemia, fiz o curso de treinador e sigo nisso até hoje. Me arrependo de não saber disso antes porque teria levado papel e caneta para anotar tudo o que os grandes treinadores que tive me ensinaram — salientou.
“El Niño”, enquanto jogava, deixou o Atlético de Madrid em 2007 para defender o Liverpool. Depois, passou por Chelsea e Milan antes de retornar aos Colchoneros, onde ficou entre 2015 e 2018.

Com Rafa Benítez e Diego Simeone teve o maior número de jogos feitos (160), e a lista inclui outros nomes fortes como José Mourinho, Carlo Ancelotti e André Villas-Boas. Mas um técnico em especial o marcou.
— Quero ser um treinador que eu gostaria de ter tido. Um treinador que escuta, que aprende com os jogadores e as gerações. Com Luis Aragonés [técnico do Atleti quando iniciou no profissional] entendi muitas coisas que ele me dizia quatro anos depois, quando nos encontramos na seleção. Ele falava comigo sobre a mídia, ser um bom companheiro. Sem perceber, acho que sempre estive preparado para a exposição.
Ele enfatizou que a carreira como jogador também o preparou para ser mais resiliente e espera ter uma trajetória na área técnica tão prolífica quanto seus tempos de atacante.
— Não tenho medo de nada. Conquistei tudo como jogador e agora, como treinador, quero tentar — concluiu Fernando Torres.



