Os 3 fatores que o Barcelona precisa manter para ter um ano parecido com 2025
Culés fecharam dezembro em alta com recuperação de jogadores e principíos de estilo de jogo de Hansi Flick
Após uma temporada passada de sucesso no primeiro ano de Hansi Flick, com títulos de LaLiga, Copa do Rei e Supercopa da Espanha e semifinal de Champions League, o Barcelona viveu a primeira crise com o técnico alemão.
A defesa virou uma “peneira” no início da temporada 2025/26, com apenas sete jogos sem sofrer gols em 25 disputados, sendo que oito desses tomou dois ou mais tentos. Os Culés corrigiram a rota no último mês do ano, somando sete vitórias seguidas.
Para o time catalão manter o ritmo, a Trivela reúne três fatores que precisam continuar no clube do Camp Nou para que 2026 seja exitoso como o ano anterior.
O que o Barcelona precisa para ter um 2026 como 2025?
1. Yamal, Pedri e Raphinha saudáveis

Parte do sucesso do Barça no fim do ano se justifica pelo retorno de Raphinha, recuperado após lesão que o tirou de combate por dois meses.
O brasileiro marcou quatro gols e distribuiu uma assistência em seus últimos cinco jogos. Seu papel como “falso ponta” pela esquerda — ele também atuou como meia no período — ajuda na criação da equipe pela liberdade que tem para flutuar para dentro e a capacidade de ser decisivo. Não só pela questão ofensiva, o capitão culé é uma peça essencial na engrenagem da pressão imposta pelo time de Flick no campo de ataque.
Só ter Raphinha bem, no entanto, não basta. Outro que sofreu com problemas físicos, com uma insistente pubalgia, Lamine Yamal também precisa estar à disposição para que o Barcelona funcione perfeitamente.
Além da projeção de ser um craque geracional e gerar muito jogo no ataque, o camisa 10 é o único no elenco que traz a capacidade de mano a mano e por muitas vezes é o principal alvo de passes nos momentos mais sensíveis dos jogos.
Yamal e Raphinha são capazes de tornarem o Barça criativo, mas o primeiro toque não vem deles. Pedri, o motor do meio-campo, já sofreu duas lesões na temporada e sua ausência é sempre sentida pela organização que ele traz em um meio-campo que hoje tem Eric García, com menor qualidade com a bola, como o primeiro homem.
2. Pressão e linha alta funcionando

O sistema de Flick passa, totalmente, pela forma que o time pressiona alto e, quando é atacado em profundidade pela posição de seus zagueiros, a capacidade de deixar o adversário em posição de impedimento. O descompasso disso causou o caos no começo da temporada atual, tomando 4 a 1 até do Sevilla.
O segredo para evitar isso é “cobrir” a bola com um jogador sempre pressionando quem tem a posse. Se isso não for possível, a responsabilidade vai para os zagueiros e sua coordenação para deixar o atacante irregular na jogada.
A subestimada saída de Iñigo Martínez no meio do ano pesou para essa coordenação, que ainda não foi totalmente encontrada. A defesa ideal atual, com Koundé, Cubarsí, Gerard Martín e Balde, aos poucos tem mostrado capacidade de atuar assim. São três jogos seguidos sem sofrer gols, mas a vitória sobre o Villarreal, a última de 2025, só ocorreu pelos erros do adversário no ataque e as defesas de Joan García.
3. Mercado para preencher lacunas no elenco

A defesa, inclusive, é o setor com maior dificuldade no quesito opções. Com Eric García atuando de volante, se perde um reserva para Koundé na lateral direita e para dupla de zagueiros. A grave lesão de Christensen culminou em conversa entre Flick e o diretor-esportivo Deco após o último jogo de 2025 e a tendência é de novo nome na zaga na janela de transferências de janeiro.
Na lateral direita, o retorno João Cancelo surge como uma possibilidade pela iminente saída do Al-Hilal e traria características diferentes de Koundé e mais repertório a Flick. Uma atuação no mercado que mire as fragilidades do elenco culé é decisivo para um 2026 de glórias ao torcedor.
A equipe lidera LaLiga com quatro pontos de vantagem sobre o rival Real Madrid e avançou às oitavas da Copa do Rei, mas está fora da zona de classificação direta da Champions e precisa reagir nas duas rodadas finais contra Slavia Praga e Copenhagen em janeiro.
Antes disso, defenderá o título da Supercopa da Espanha — a primeira taça de 2025 que trilhou o caminho para as outras –, enfrentando Athletic Bilbao na semifinal e, se avançar, Real ou Atlético de Madrid na decisão.



