Por que oferta bilionária de Sergio Ramos para comprar o Sevilla é um ‘problema’ no clube?
Zagueiro lidera negócio pela influência pública e pode voltar ao time que o revelou como proprietário
Sergio Ramos é a principal figura pública em um grupo de investidores que ambiciona comprar o Sevilla, da Espanha. O zagueiro foi revelado na equipe da Andaluzia e pode retornar ao clube na condição de proprietário, segundo o “The Athletic”.
No entanto, as pretensões passam por obstáculo importante e tendem a não se concretizar. Fontes consultadas pelo jornal ressaltaram um “problema” na proposta.
Acontece que, do ponto de vista da instituição, a oferta não está nos termos ideais. Os 400 milhões de euros (R$ 2,5 bilhões) que o grupo está disposto a pagar são para adquirir 100% do clube e compreendem ao “valor da empresa”.
Não há a intenção de incluir uma injeção de capital para ajudar a equilibrar as contas, como o Sevilla gostaria.
Dívida bilionária do Sevilla é obstáculo em negócio com grupo de Sergio Ramos
Isso seria uma barreira no processo. Segundo o Marca, o objetivo da venda do Sevilla é justamente conseguir um recomeço nas contas, recuperar a saúde financeira e voltar a ter sucesso desportivo o quanto antes.
A condição do clube piorou significativamente nos últimos anos. Foi registrado prejuízo de 81,8 milhões de euros (R$ 522,5 milhões) em 2023/24 e os executivos recorreram a empréstimo de 108 milhões de euros (R$ 689,9 milhões) em março de 2024, conforme destacou o “The Athletic”.
A oferta do grupo de Sergio Ramos depende de uma avaliação minuciosa da dívida atual, principalmente para saber se um empréstimo da CVC Capital Partners a alguns clubes de LaLiga em 2021 será considerado parte da despesa.
Internamente, o empréstimo é visto como “participativo” e não integraria a dívida. Esse também é o ponto de vista de LaLiga.
O valor exato da dívida do Sevilla pode estar em cerca de 180 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão).

Sergio Ramos não seria o principal investidor na proposta, e sim o líder público. A apuração do jornal é de que um fundo norte-americano está envolvido.
Aos 39 anos, o zagueiro está sem clube desde a saída do Monterrey, do México, em dezembro. Ele defendeu o time profissional blanquirrojo quando saiu das categorias de base, de 2004 a 2005, e depois entre 2023 e 2024.
O astro ainda poderia jogar por alguma equipe espanhola até a conclusão do processo, que deve levar tempo.
O Sevilla não tem um único dono. A lista de acionistas inclui a família Del Nido, 24% das ações, o grupo Sevillistas de Nervion, que tem 22%, o ex-presidente Rafael Carrion, com seus 15%, e os Sevillistas Unidos 2020, também em 15%.



