Copa do Mundo

Técnico da seleção do Irã responde sobre participação na Copa do Mundo

Participação do país no torneio está em cheque após falas de Trump; Fifa tenta contornar a situação

A menos de dois meses para o início da Copa do Mundo, uma das preocupações da Fifa diz respeito à participação do Irã. Devido à guerra contra Israel e Estados Unidos, a seleção persa ainda não tinha garantido sua presença no torneio que será realizado na América do Norte.

Entretanto, se depender de Amir Ghalenoei, a seleção iraniana está confirmada no Mundial. Em entrevista à agência “DPA”, o treinador reforçou que, apesar do conflito bélico contra um dos países-sede, não cogitam se ausentar da competição.

— A seleção iraniana vai participar da Copa do Mundo de 2026, apesar de o país estar em guerra com os EUA. Não há razão para o Irã não participar. É a vontade de Deus. Estamos trabalhando intensamente na preparação final, que deverá incluir jogos — declarou Ghalenoei.

O Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, também sinalizou positivamente à ideia de disputar a Copa caso um “cessar-fogo seja alcançado”, pois a prioridade é “garantir a segurança dos jogadores e da comissão técnica” em solo estadunidense. Os países envolvidos ainda negociam um acordo de trégua.

Irã tentou tirar seus jogos da Copa do Mundo dos Estados Unidos

Após garantir classificação via Eliminatórias, o Irã ameaçou um boicote ao principal torneio da Fifa como represália aos ataques dos Estados Unidos, que mataram o aitolá Ali Khamenei. Em caso de desistência, a entidade máxima do futebol teria poder absoluto para definir um substituto.

Trump e Infantino
Donald Trump e Gianni Infantin (Foto: IMAGO/ZUMA Press Wire)

A seleção tentou negociar com Gianni Infantino, presidente da Fifa, a possibilidade de alterar os locais dos jogos na Copa do Mundo, que acontecerão em Los Angeles e Seattle. Contudo, a entidade sequer cogitou transferir as partidas para o México.

Infantino, por sua vez, chegou a publicar em suas redes sociais que teve a confirmação de Donald Trump que a seleção iraniana seria “bem-vinda” nos EUA. Só que, horas depois, o presidente americano retificou a mensagem dizendo que isso não seria “apropriado”, pois não poderia garantir sua segurança.

— A Seleção Iraniana de Futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para a própria segurança deles — escreveu Trump em seu perfil online.

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Seleção presta soliedaridade às vítimas

Na Data Fifa de março, a seleção decidiu usar seus amistosos para realizar gestos simbólicos de solidariedade às vítimas da guerra. Antes da partida contra a Nigéria, os jogadores do Irã entraram em campo segurando mochilas rosas e lilás, com fitas, em referência ao ataque à escola primária Shajareh Tayyebeh.

No primeiro dia dos bombardeios israelenses e estadunidenses ao país, 175 pessoas morreram, incluindo crianças e professores. Já antes do jogo contra a Costa Rica, os atletas da seleção iraniana seguraram fotos de marinheiros mortos no navio de guerra IRIS Dena, que foi abatido por um submarino dos Estados Unidos.

Conforme dito pelo treinador do Irã, a expectativa é que novos amistosos sejam marcados antes do Mundial. A seleção está no Grupo G da competição ao lado de Nova Zelândia, Egito e Bélgica.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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