Seleção brasileira deve temer prováveis adversários na 1ª fase do mata-mata da Copa?
Após vitória contra o Haiti, Brasil de Ancelotti começa a traçar possíveis futuros adversários no torneio
A vitória da seleção brasileira contra o Haiti por 3 a 0 deixou a equipe de Carlo Ancelotti em uma situação favorável no Grupo C. Com quatro pontos, e com os próprios haitianos já eliminados, o Brasil deve garantir a vaga ao mata-mata na última rodada — mesmo que como um dos oito melhores terceiros colocados.
O Brasil encara a Escócia, no Estádio de Miami, na próxima quarta-feira (24), a partir das 19h (de Brasília). No mesmo horário, Marrocos e Haiti se enfrentam no outro confronto do Grupo C na terceira rodada. No momento, o cenário na chave se desenha da seguinte forma:
- 1º lugar: Brasil (4 pontos)
- 2º lugar: Marrocos (4 pontos)
- 3º lugar: Escócia (3 pontos)
Para o Brasil garantir a primeira colocação, é preciso vencer a Escócia e torcer para Marrocos não golear o Haiti, para tirar a diferença de saldo de gols entre as equipes. Se empatar, o Brasil também pode confirmar a segunda posição, caso Marrocos também vença o lanterna do Grupo C. Já para terminar na terceira posição, o Brasil tem de perder para a Escócia, enquanto a seleção marroquina soma três pontos contra os haitianos.
Nos três cenários, o Brasil jogará na segunda-feira (29). Caso avance na primeira ou segunda posição, irá enfrentar adversários do Grupo F. Se passar em terceiro, é preciso levar em consideração o ranqueamento final. Neste momento, o duelo mais provável é contra o líder do Grupo E (preenchido atualmente pela Alemanha).
Brasil deve enfrentar adversários do Grupo E no mata-mata
Nos 16-avos de final, o cenário mais provável (já que dois dos três resultados favorecem a seleção brasileira) é que Países Baixos ou Japão sejam os adversários do Brasil. Lider e vice no Grupo F, respectivamente, as seleções cruzam o caminho de Ancelotti no primeiro duelo do mata-mata.
Ambas somam quatro pontos e empataram no primeiro confronto entre si. Além disso, tem o mesmo saldo de gols (+4), com a seleção neerlandesa à frente pelo número de gols marcado (sete, contra seis dos japoneses). A Suécia, na terceira posição, com três pontos, ainda pode entrar no caminho Brasil, caso derrote o Japão na última rodada.
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A Tunísia, outra adversária do grupo, já está eliminada, depois de duas derrotas — e que ainda tiveram a demissão do técnico Sabri Lamouchi entre cada um dos confrontos. Nesta Copa do Mundo, o primeiro critério de desempate é o confronto direto. Como Países Baixos e Japão empataram, eles decidirão quem poderá enfrentar o Brasil pelo saldo de gols.
Como explicado, o Brasil só não terá o Grupo F pela frente se terminar na terceira posição. Neste cenário, a seleção enfrentará o líder do Grupo E, I ou A, com a preferência dos confrontos nesta exata ordem. Se for a melhor equipe dentre as terceiras colocadas, será automaticamente movida para o primeiro cenário.
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Países Baixos e Japão podem incomodar o Brasil na Copa do Mundo
Tanto Países Baixos quanto Japão despertam preocupação na seleção brasileira. As seleções fizeram um dos melhores confrontos da Copa do Mundo, no empate por 2 a 2, logo na estreia. Depois disso, golearam a Suécia e a Tunísia, por 5 a 1 e 4 a 0, na segunda rodada, respectivamente.
Na vitória sobre a Suécia, que havia mostrado poder de fogo com Alexander Isak e Viktor Gyökeres na estreia contra a Tunísia, Países Baixos não tomou conhecimento. Cody Gakpo brilhou, com dois gols, juntamente com Denzel Dumfries e o centroavante Brian Brobbey, que também foi às redes duas vezes. No entanto, mostrou dificuldade com as jogadas aéreas, especialmente contra o Japão.
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Depois da Alemanha, Países Baixos têm o melhor ataque da Copa do Mundo (igualados com o Canadá). Além disso, a seleção chegou a 14 jogos de invencibilidade em Mundiais e superou a marca da seleção brasileira, que havia alcançado 13 jogos invictos entre 1958 e 1966.
Em Copas, Brasil e Países Baixos se enfrentaram duas vezes neste século, com duas vitórias para os europeus: em 2010, nas quartas de final, e em 2014, na decisão de terceiro lugar. Já em 1994 e em 1998, foi a seleção brasileira quem levou a melhor, nas quartas e semifinal, respetivamente.
Do outro lado, o Japão é um dos destaques positivos do torneio. Mesmo com os cortes de última hora na convocação, fruto das lesões de nomes como Wataru Endo, Takumi Minamino e Kaoru Mitoma. Mesmo assim, conseguiu manter o mesmo nível das Eliminatórias e dos amistosos contra seleções europeias.
Neste momento, a seleção japonesa surge como adversária do Brasil. Em 2018 e 2022, este confronto esteve próximo de ocorrer nas quartas de final, mas o Japão foi eliminado na fase anterior, contra Bélgica e Croácia, respectivamente. Desta vez, é preciso que o Brasil termine em primeiro no grupo e o Japão não tire a diferença de saldo de gols para os Países Baixos na última rodada.
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Diante dos problemas defensivos do Brasil, que precisou se ajustar com Danilo na lateral-direita após o corte de Wesley, e ausência de possíveis nomes como Raphinha para o mata-mata, o Japão mostrou, em suas partidas até aqui, que pode incomodar o Brasil. Além disso, em amistoso disputado em outubro de 2025, já com Ancelotti, foram os japoneses que levaram a melhor sobre a seleção brasileira.
Quem o Brasil também pode enfrentar no caminho até a final da Copa do Mundo?
Depois dos 16-avos, o caminho do Brasil se torna menos previsível neste momento, já que depende de mais variáveis. Se passar para as oitavas de final, a matemática da Copa do Mundo colocaria, neste momento, França ou Costa do Marfim pela frente, segundos do Grupo I e E, respectivamente.
Este confronto se dá caso o Brasil consiga confirmar a primeira posição no Grupo C, e a posição final dos dois outros grupos seja mantida. Se for segundo, o Brasil cruzaria com os segundos colocados do Grupo A e B (Coreia do Sul e Suíça neste momento).