As principais perguntas que a Seleção tem que responder na estreia da Copa do Mundo
Carlo Ancelotti chega ao Mundial com dúvidas a serem esclarecidas, sejam coletivas ou individuais
A seleção brasileira inicia sua trajetória na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13), contra o Marrocos, com muito mais perguntas do que respostas. O técnico Carlo Ancelotti, impactado pelo pouco tempo no cargo — apenas um ano — e pelas lesões de vários titulares, não conseguiu repetir nenhuma escalação desde sua chegada.
O italiano testou muito, rodou o time, mas agora há pouco espaço para erros. A primeira partida do Mundial tem quatro questões importantes a serem esclarecidas na partida com os marroquinos, e a Trivela lista neste artigo.
O que a seleção brasileira precisa responder em estreia na Copa do Mundo
Quem ocupará a ponta direita?
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Flucas-paqueta-selecao-brasileira-1-scaled.jpg)
A estrutura escolhida por Ancelotti para iniciar o último amistoso, contra o Egito, tinha Wesley ocupando a ponta direita no momento ofensivo para dar liberdade a Lucas Paquetá flutuar e ser mais um meio-campista.
Isso garantiu mais linhas de passe por dentro, gerando tabelinhas interessantes, mesmo que o meia do Flamengo, individualmente, não tenha feito grande jogo. Com a lesão do jovem defensor aos 16 minutos — posteriormente cortado –, Danilo entrou na vaga dele, mas a dinâmica de ocupação da ponta se perdeu. O lado direito ficou “vazio”, sem Paquetá, que estava por dentro, e o experiente lateral, que aos 34 anos, está longe de ter o fôlego de antes.
As prévias mostram que Ancelotti manterá esses dois jogadores no corredor destro, o que naturalmente levanta a questão de como será essa dinâmica. Danilo irá subir mais? Paquetá aparecerá mais pela ponta? Ou, mais improvável, que Raphinha atue por esse lado e deixe o centro do campo para o meia flamenguista.
Qual é a hierarquia das laterais?
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fdanilo-selecao-brasileira-flamengo-scaled.jpg)
Além de Danilo, Alex Sandro deve ser o lateral do outro lado. A disputa na esquerda parece, mesmo com a titularidade do jogador do Flamengo, ainda aberta, ainda mais porque o nível e as características dele não são muito diferentes das de Douglas Santos, que iniciou a partida com os egípcios.
Na direita, é até surpreendente que Danilo ganhe a vaga. Roger Ibañez pareceu ter sido convocado justamente para ser a opção defensiva a Wesley no setor, como era Éder Militão, lesionado, ainda mais porque se destacou na função na Data Fifa de março contra a Croácia.
O experiente lateral do Fla nem é titular em seu clube e soma poucos minutos no ano. Sua convocação, cravada por Ancelotti antes de todos os nomes da lista, parecia ter mais a ver com a liderança do vestiário do que com aspectos técnicos. Mas o italiano mostrou pensar diferente. Ibañez foi titular na zaga contra o Egito, quando teve grande atuação, e no momento pode ser reserva para as duas posições.
Quem será o camisa 9?
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fmatheus-cunha-selecao-brasileira-treino-scaled.jpg)
Outra mudança em relação ao amistoso será a de atacante central. Foi Igor Thiago no primeiro tempo e Endrick no segundo. Na estreia da Copa, nenhum dos dois deve começar a partida.
A tendência é que Matheus Cunha volte ao time. O jogador do Manchester United tem sido titular em quase toda a era Ancelotti. Ele já foi falso nove e ultimamente é mais um meio-campista em um 4-3-3, como foi na etapa inicial com o Panamá, amistoso em 31 de maio, quando Raphinha atuou como esse atacante por dentro.
Frente ao Marrocos, a tendência de posicionamento deve ser essa, com trocas de posição com Raphinha, enquanto Vinícius Júnior ocupa a ponta esquerda. No entanto, é possível imaginar que ele possa perder a posição para Thiago ou Endrick durante a competição, seja pelas características que o primeiro entrega ou pela estrela do ex-Palmeiras, com muitos gols decisivos, o que faz falta para a Seleção.
Pressão na saída de bola adversária foi corrigida?
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F06%2Fbruno-guimaraes-selecao-brasileira-egito-scaled.jpg)
A maior força do Brasil, ao mesmo tempo, é uma lacuna. A pressão no campo de ataque tem colhido frutos. Bruno Guimarães roubou a bola e abriu o placar no último amistoso assim. O perde-pressiona tem sido ainda mais: culminou no gol da vitória sobre o Egito e em outros dois frente ao Panamá.
A questão é que, mesmo sendo um dos destaques do time, é o que tem tornado o Brasil mais frágil, em especial quando sobe na saída de bola adversária.
Em mais de uma oportunidade, os egípcios furaram a marcação alta brasileira e deixaram Marquinhos ou Ibañez no mano a mano com ataques rápidos. O zagueiro do PSG sofreu cartão amarelo em uma jogada assim, enquanto o outro zagueiro perdeu um mano a mano perigoso, mas conseguiu o desarme posteriormente.
Ancelotti, no único treino que foi aberto quase totalmente para a imprensa, ainda na semana passada, mostrou que a pressão no campo de ataque estava sendo muito trabalhada. Ele teve seis dias de preparação até a estreia com o Marrocos para buscar minimizar os espaços na pressão.
Os resultados dessa questão e das outras serão vistos neste sábado, mas ainda há tempo para ajustes para os jogos contra Haiti (no dia 19) e Escócia (24) antes do mata-mata.