Copa do Mundo 2026: Quem foi bem e quem decepcionou na primeira rodada da fase de grupos
Messi e Inglaterra encantam, Portugal e Espanha deixam a desejar com zebras
A Copa do Mundo 2026 teve a conclusão de sua primeira rodada da fase de grupos e diversos foram os destaques após os 24 jogos iniciais do maior evento esportivo do mundo, tanto positivos quanto negativos.
Se, por um lado, Lionel Messi marcou um hat-trick e liderou a Argentina na estreia contra a Argélia, Cristiano Ronaldo não obteve o mesmo sucesso com Portugal, que sucumbiu à organização defensiva da República Democrática do Congo. A Espanha também foi aquém do esperado e não saiu do zero diante de Cabo Verde, enquanto a Inglaterra protagonizou um dos melhores jogos do Mundial.
Destaques positivos da primeira rodada da Copa do Mundo 2026
Estados Unidos: Cronologicamente, os anfitriões foram a primeira seleção a chamar atenção no Mundial. A goleada por 4 a 1 contra a seleção paraguaia fez dos estadunidenses favoritos no Grupo D, principalmente pela desenvoltura ofensiva e o protagonismo de Christian Pulisic, que contribuiu com três assistências, e Folarin Balogun, que balançou as redes duas vezes.
Se as expectativas já eram boas para o time de Mauricio Pochettino, a estreia fez crescer o estusiasmo quanto a uma possível campanha de “zebra” dos Estados Unidos.
Inglaterra: Mesmo com toda a desconfiança pelo histórico recente e a polêmica lista para a Copa do Mundo, a Inglaterra tratou de surpreender pelo bom futebol apresentado contra a Croácia e a vitória contundente diante do adversário mais difícil do grupo. Liderados pela grande partida de Harry Kane, os ingleses venceram por 4 a 2 e saltam para vislumbrar condições favoráveis no mata-mata.
Lionel Messi: Individualemente, Messi foi o cara dessa primeira rodada de Mundial. Os três gols diante da Argélia e a partidaça, em questão de dominância e volume, elucidam o que o craque argentino é capaz de fazer, mesmo que aos 38 anos. Além disso, a sinergia com os demais companheiros segue intacta, o que afirma a seleção de Lionel Scaloni como favorita novamente e eleva o camisa 10 ao protagonismo da Copa.
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Decepções
Espanha: Em ordem de importância e cronologia, a Espanha gerou o primeiro grande susto da Copa do Mundo. O empate sem gols com Cabo Verde revelou um dos grandes personagens do Mundial, o goleiro Vozinha, mas escancarou a dificuldade do time de Luis de la Fuente sem seus protagonistas.
As ausências parciais de Lamine Yamal e Nico Williams tornaram os espanhóis burocráticos em campo ofensivo e sem poder de desequilíbrio. Se existe algum alento para uma das grandes favoritas da Copa é que a margem de evolução é grande mediante a entrada dos dois talentos nos lados do campo.
Portugal: Em um contexto ainda mais dramático, Portugal também decepcionou. E essa decepção era anunciada. Em uma pane sistêmica, o time de Roberto Martínez teve uma posse estéril, sem conseguir criar chances contundentes e limpas na frente, o que acabou por colocar novamente o papel de Cristiano Ronaldo em xeque.
Com apenas 25 ações com bola durante os 90 minutos, o camisa 7 foi mais uma vez produto da dificuldade criativa portuguesa e a pouca inspiração para criar e explorar espaços contra equipes que atuam em bloco baixo. De certa forma, a República Democrática do Congo escancarou uma maneira de frear o talento dessa geração e o antídoto tende a ser usado cada vez mais. A questão é: o que Martínez fará para mudar o curso?
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