Copa do Mundo 2026: 5 promessas para ficar de olho e que podem brilhar
Entre dribladores agressivos, meias criativos e um zagueiro de maturidade rara, nova geração tenta transformar potencial em destaque no Mundial
A Copa do Mundo costuma funcionar como vitrine definitiva para grandes jogadores. Alguns chegam ao torneio já cercados por holofotes, contratos milionários e status de estrela global. Outros aparecem de maneira mais silenciosa, ainda longe do centro das discussões, mas carregando sinais claros de que podem explodir justamente no maior palco do futebol. É nesse segundo grupo que vale prestar atenção.
Por isso, a ideia aqui não é repetir nomes óbvios como Lamine Yamal ou Arda Güler, que já ocupam espaço constante nas manchetes e nas listas de “craques do futuro”. A proposta é olhar para jogadores que chegam à Copa cercados por enorme expectativa dentro do futebol europeu, mas que ainda podem representar novidade para boa parte do público.
Entre meias criativos, pontas devastadores no um contra um e até um zagueiro que joga com maturidade incomum para a idade, esses cinco nomes têm tudo para deixar a competição maior do futebol mundial com espaço suficiente para confirmar toda a expectativa que já carregam.
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Ibrahim Mbaye e a ousadia do ponta senegalês
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Em um Paris Saint-Germain acostumado a reunir estrelas consolidadas, Ibrahim Mbaye precisou de pouco tempo para chamar atenção. O atacante senegalês ainda busca espaço definitivo no elenco principal, mas sua trajetória recente já indica que o clube vê nele um projeto especial.
Mbaye começou a ganhar projeção ainda muito cedo, quando foi promovido ao sub-19 do PSG aos 16 anos. O movimento, incomum para atletas dessa idade, serviu como sinal claro da confiança depositada em seu potencial. E ele respondeu rapidamente.
Na campanha do título francês sub-19, apareceu em momentos decisivos, participando diretamente dos jogos mais importantes da reta final. As atuações despertaram o interesse de Luis Enrique, que decidiu integrá-lo à pré-temporada do elenco principal em 2024.
Foi ali que Mbaye começou a chamar atenção fora dos círculos de base. Sem qualquer receio diante de jogadores experientes, mostrou personalidade desde os primeiros amistosos. Marcou contra o Sturm Graz, teve destaque diante do RB Leipzig e acabou recompensado com espaço na estreia do PSG na Ligue 1. Ao entrar em campo contra o Le Havre, tornou-se o jogador mais jovem a iniciar uma partida competitiva pelo clube parisiense.
Seu estilo é o típico perfil de ponta que incomoda defensores o tempo inteiro. Mbaye gosta do confronto individual, busca o drible constantemente e tem capacidade para desmontar linhas defensivas fechadas. A velocidade ajuda bastante, mas o diferencial está na combinação entre explosão e força física. Mesmo jovem, consegue sustentar disputas no corpo e proteger bem a bola.
Pela seleção de Senegal, já começou a deixar marcas históricas. O gol marcado diante do Sudão, na Copa Africana de Nações, fez dele o jogador mais jovem a balançar as redes pelo país. Em uma seleção tradicionalmente forte fisicamente e cada vez mais técnica, Mbaye surge como representante de uma nova geração senegalesa talentosa.
Yan Diomande, o driblador marfinense que explodiu na Bundesliga
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Se existe um jogador capaz de ganhar popularidade instantânea durante uma Copa do Mundo por causa do estilo de jogo, esse nome pode ser Yan Diomande.
O ponta da Costa do Marfim viveu uma ascensão relâmpago nos últimos meses. Estreou profissionalmente pelo Leganés em março de 2025, impressionou rapidamente e acabou negociado com o RB Leipzig poucos meses depois. A mudança para a Bundesliga parecia um salto agressivo para um atleta de 19 anos, mas Diomande transformou a adaptação em afirmação.
Sua primeira temporada na Alemanha foi suficiente para colocá-lo no radar de gigantes europeus. Com 13 gols e nove assistências em 36 partidas, passou a ser ligado a clubes como Liverpool e PSG.
Mas o que realmente faz Diomande se destacar é a forma como desequilibra no um contra um. Os números de drible na Bundesliga impressionam até quando comparados aos principais pontas do continente. Ele liderou a liga em dribles certos por jogo (3,6), com larga vantagem sobre os concorrentes, e ainda mantém uma taxa de sucesso extremamente alta (60%). Normalmente, jogadores que arriscam tanto acabam convivendo com muitos erros e perdas de posse. Não é o caso dele.
Sua aceleração também curta é muito forte, o que o torna perigoso em transições rápidas e ataques em campo aberto. Quando encontra espaço, dificilmente é alcançado. O marfinense consegue atuar pelos dois lados do campo e variar bastante os movimentos ofensivos.
Kerim Alajbegovic e a promessa que já mobiliza a Bósnia
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Em um país que busca novos protagonistas para sua seleção, Kerim Alajbegovic surge como um dos nomes mais empolgantes da Bósnia e Herzegovina. O ponta chamou atenção desde cedo pela confiança com que assume jogadas ofensivas e pela disposição para buscar o drible mesmo em contextos de maior pressão.
Sua trajetória recente também chama atenção pela velocidade com que evoluiu. Após se destacar nas equipes de base do Bayer Leverkusen, foi negociado com o RB Salzburg, clube reconhecido por desenvolver jovens talentos. A passagem pela Áustria durou poucos meses antes de o próprio clube alemão decidir recomprá-lo.
A temporada de estreia no futebol profissional terminou com 17 participações diretas em gols (13 tentos e quatro assistências), números expressivos para um jogador que ainda está dando os primeiros passos na carreira.
Dentro de campo, Alajbegovic se destaca principalmente pela versatilidade. Embora atue preferencialmente pelo lado esquerdo, tem facilidade para jogar em diferentes posições do setor ofensivo graças ao fato de ser ambidestro. Essa característica amplia seu repertório no último terço do campo, permitindo tanto buscar a linha de fundo quanto atacar áreas mais centrais para finalizar ou criar oportunidades para os companheiros.
Seu estilo de jogo é marcado pela condução agressiva da bola e pela capacidade de acelerar jogadas em espaços curtos. Alajbegovic gosta de receber em velocidade, partir para o confronto individual e assumir riscos, algo cada vez mais valorizado em pontas modernos.
Mesmo sem ter atuado ainda em uma das cinco principais ligas da Europa, o jovem bósnio já desperta atenção além das fronteiras de seu país. A combinação entre produção ofensiva, qualidade técnica e margem de evolução faz com que seja visto como um dos nomes mais promissores de sua geração. Caso confirme a expectativa nos próximos anos, a Copa do Mundo 2026 pode ser o palco ideal para apresentar definitivamente Kerim Alajbegovic ao grande público.
Pau Cubarsí e a maturidade precoce do zagueiro espanhol
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Entre tantos atacantes jovens cercados por expectativa, Pau Cubarsí chama atenção justamente por atuar em uma posição em que a maturidade costuma chegar mais tarde.
O defensor espanhol precisou de apenas dois anos para deixar de ser uma promessa do Barcelona e se transformar em um dos zagueiros mais admirados da Europa. Aos 19 anos, já atua com naturalidade impressionante em jogos grandes e parece jogar futebol profissional há muito mais tempo.
O que mais impressiona em Cubarsí é a leitura de jogo. Sua capacidade de antecipação, cobertura e posicionamento reduz bastante a necessidade de ações desesperadas. Ele raramente parece afobado.
Além disso, oferece enorme qualidade com a bola nos pés. Em uma era em que a saída de jogo é fundamental para equipes dominantes, Cubarsí se destaca pela precisão nos passes e pela segurança para quebrar linhas de pressão. Não à toa é titular absoluto do Barça.
Pela Espanha, uma das seleções favoritas na Copa do Mundo 2026, também acumula experiências importantes. A conquista da medalha de ouro olímpica em 2024 acelerou ainda mais sua consolidação internacional e aumentou a expectativa para a Copa do Mundo.
Gilberto Mora, o meia mexicano que acelera etapas
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O futebol mexicano há tempos procura um talento capaz de gerar sensação de renovação genuína. Gilberto Mora talvez seja o nome que mais se aproxima disso atualmente.
O meia do Tijuana construiu uma trajetória meteórica desde a estreia profissional. Entrar em campo no Campeonato Mexicano com apenas 15 anos já seria algo raro. Conseguir impacto imediato transformou a história em algo ainda mais simbólico.
Mora rapidamente começou a quebrar recordes relacionados à precocidade no México. Tornou-se um dos jogadores mais jovens a estrear profissionalmente pelo Tijuana e depois entrou para a história ao marcar seu primeiro gol na Liga MX ainda na adolescência. Desde então, a sensação em torno do seu nome só aumentou.
Meia de perfil criativo, Mora chama atenção pela qualidade técnica e pela inteligência nas decisões. Tem facilidade para controlar o ritmo das jogadas, encontra espaços com passes verticais e demonstra ótima relação com a bola em zonas apertadas do campo.
A evolução acelerada o levou também à seleção principal do México. Na campanha do título da Copa Ouro de 2025, tornou-se o atleta mais jovem a atuar oficialmente pela equipe nacional e também o mais novo a conquistar um torneio pelo país. A participação no Mundial Sub-20 reforçou a impressão de que o México pode estar diante de uma geração especial liderada por ele.
Naturalmente, o interesse europeu começou a crescer. Clubes como Napoli, Milan, Ajax, Porto e Sporting aparecem entre os interessados no meia.