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Para Beckham, Copa do Mundo no inverno pode ser benéfica para a Inglaterra

Ex-capitão da Inglaterra, Beckham ainda elogiou a geração inglesa que usa o poder que tem em campo para tentar fazer diferença fora dele ao falarem sobre racismo e outros assuntos

A Copa do Mundo de 2022 será disputada pela primeira vez no inverno europeu, em novembro e dezembro. A questão física é um dos motivos de debate, já que os jogadores não estarão ao final da temporada, quando muitos estão esgotados. Para David Beckham, ex-jogador e ex-capitão da seleção inglesa, isso será uma vantagem para a Inglaterra, que tem uma das temporadas mais desgastantes entre as principais ligas do mundo – e quase todo o seu elenco joga na liga local.

“Para o nosso time, eu sinto que isso [uma Copa do Mundo no inverno] é uma imensa oportunidade. Nós nunca usamos isso [cansaço] como desculpa, mas a verdade seja dita, chegamos ao fim de uma temporada cansativa na Premier League, a liga mais difícil do mundo, e você está cansado e quer descansar, não tem tempo para se recuperar de uma temporada difícil”.

“Esses jogadores estarão no torneio em um momento que estarão no seu pico; todos eles tiveram seu descanso, eles estarão no meio da temporada, não há razão ou desculpa para eles não estarem no melhor do seu jogo e no melhor da sua forma física”, disse ainda Beckham.

Beckham ainda fez elogios ao time comandado por Gareth Southgate, que levou a seleção inglesa à semifinal da Copa do Mundo em 2018 e à final da Eurocopa em 2021. “Para os nossos jogadores, é uma oportunidade real. Temos um time jogo, um time empolgante, um técnico que está com esses jogadores por um longo tempo”, afirmou o ex-jogador.

“Eu realmente amo ver este time da Inglaterra jogar. Eles são empolgantes, eles jogam com paixão, eles jogam como quem quer estar lá, algo que você quer ver como torcedor da Inglaterra”, continuou Beckham. “Por um momento houve uma desconexão, mas, de repente, nossos torcedores estão apoiando o time de novo, há uma conexão e Gareth fez um trabalho incrível com isso”.

Apesar da data Fifa ruim que viveu neste mês de junho, com duas derrotas para a Hungria – sendo uma delas uma humilhante goleada em casa por 4 a 0 -, os ingleses chegarão ao Catar cotados no grupo de favoritos. Algo que aconteceu também na época de Beckham, com o time de 2004 na Eurocopa e de 2006 na Copa do Mundo. Beckham era o capitão da equipe e era uma influência importante dentro e fora de campo. E a influência fora de campo é algo que Beckham admira na atual geração.

“Há uma empolgação nesse time. Esses jogadores são mais do que apenas jogadores. O que eu amo nessa geração de jogadores, particularmente na Inglaterra, é que com o poder que eles têm em campo eles estão tentando fazer diferença fora de campo”, continuou o ex-jogador do Manchester United e Real Madrid.

“Eu vejo o trabalho que Marcus [Rashford] faz, vejo o trabalho que Raheem [Sterling] e outros jogadores fazem. O bem que eles estão fazendo fora de campo é excepcional, realmente excepcional, porque eles estão usando a sua plataforma para ajudar outras pessoas e fazer mudanças”.

“O fato que eles estão ajudando outras pessoas e ajudando a educar as pessoas sobre o racismo e outras coisas que estão acontecendo e que eles vão às mídias sociais na sua vida cotidiana, eles estão fazendo mudanças. É por isso que amo este grupo e geração de jogadores”, continuou Beckham.

A Inglaterra está no Grupo B, do qual é cabeça de chave, e tem ainda Irã, Estados Unidos e Gales. Confira a tabela completa da Copa aqui.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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