Jogos exclusivos na Copa do Mundo mostram uma CazéTV que amadureceu sem ficar chata
Transmissões de Coreia x Tchéquia e Canadá x Bósnia corresponderam ao papel de um canal que era a única opção dos fãs de futebol no maior evento de futebol do planeta
A CazéTV, como dissemos várias vezes ao longo dos últimos meses por aqui, é a grande novidade da Copa do Mundo 2026, não por ineditismo puro e simples, já que nasceu transmitindo a edição de 2022, mas por ser o único canal com 100% dos jogos no pacote. E a dúvida que vinha atrelada a isso: como lidar com o público mais amplo sendo a única opção para ver praticamente metade do Mundial?
Embora a CazéTV não fale e nem queira ser rotulada como um canal que ficou mais sério, na prática foi exatamente isso o que aconteceu nos dois primeiros jogos exclusivos da Copa em 2026. Tanto na transmissão de Coreia do Sul 2×1 Tchéquia, quanto em Canadá 1×1 Bósnia e Herzegovina, o clima foi bem mais equilibrado do que normalmente vemos.
A começar pelas escalas, os times de transmissão tiveram Raony Pacheco na narração do primeiro, e Fernando Nardini no segundo. Ambos bons narradores, Raony está desde o começo do projeto, Nardini chegou recentemente após migrar da ESPN para a LiveMode.
Os comentaristas também deram um tom bem mais equilibrado do que a famosa “resenha”, que ficou mais restrita ao pré, intervalo e pós-jogo. Amanda Viana e Rafael Oliveira no jogo da Coreia, e Fernando Campos ao lado de Amanda no jogo do Canadá.
Ajustes da CazéTV se mostram acertados
Não há mais os exageros de tela de react no meio da transmissão, a informação e o clima animado são balanceados, e tudo isso sem ficar chato. A CazéTV ainda foi um canal muito legal de se assistir.
Quando alguém fala que a CazéTV vai ficar mais “séria”, talvez dê a impressão de que a zoeira característica da marca que leva o rosto de Casimiro Miguel seria substituída pelos ternos e gravatas de canais pagos, mas não é nada disso.
A CazéTV é praticamente uma continuação da linha criada pelo Esporte Interativo (não é coincidência, os fundadores do antigo EI são os atuais donos da LiveMode, que faz a CazéTV). O estilo sempre foi mais descontraído, com espaço para erros e acertos.
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Nunca se esperou do canal um comportamento quadrado e rígido.
Apenas pontuamos antes da Copa que seria legal ter um tratamento mais “amigável” ao público geral que não escolheria ver o jogo por lá se tivesse a tradicional opção da TV aberta ou da TV paga.
Nos dias atuais, com opiniões precisando sempre se encaixar em conceitos fechados, fica difícil explicar a diferença, mas existe um abismo entre uma transmissão que é para cima, animada, descontraída, tem espaço para interação com chat, informação e algumas piadas, e o clima “resenha” de ‘Casimiro e seus amigos’, que, como já dissemos antes, cabe perfeitamente em jogos nos quais a CazéTV é opção à TV aberta, mas não em partidas exclusivas.
A fórmula não era fácil de ser encontrada. A CazéTV já sofreu bastante em inícios de coberturas anteriores, como a do Pan de 2023, na qual já começou correndo atrás de arrumar os pontos criticados nos primeiros dois dias.
Na Copa de 2026, esse caminho está sendo bem mais suave. Nada como a experiência e o amadurecimento que só chegam com o tempo e eventos atrás de eventos. A primeira impressão deixada é ótima. Agora a missão é seguir esse caminho nos jogos grandes que serão exclusivos, como as estreias de Alemanha, Espanha, Argentina e Portugal.