‘Não éramos assim sete meses atrás’: Gattuso reflete sobre evolução da Itália em ‘final’
Técnico italiano destacou melhora da equipe em meio à pressão por classificação na Copa
A Itália tem como desafio final a partida contra a Bósnia, nesta terça-feira (31), que definirá uma das quatro vagas para a Copa do Mundo via repescagem. A equipe comandada pela lenda Gennaro Gattuso vive uma pressão gigantesca para enfim retornar ao Mundial após duas edições sem participar da competição, um fracasso histórico.
— Quando você é jogador de futebol e treinador, os jogos são difíceis, especialmente se você sabe que não pode cometer erros. Você pode dizer o que quiser aos jogadores, mas quando entra em campo, a história é outra. Cometemos alguns erros táticos contra a Irlanda do Norte e pagamos o preço –, avaliou o técnico.
Itália em clima de final
Gattuso assumiu a Azzurra em junho de 2025 substituindo Luciano Spaletti. A missão era clara: devolver a Itália a uma Copa do Mundo. Em outubro, ele disse que deixaria o país se não conseguisse o objetivo. A promessa ousada trouxe ainda mais pressão.
No jogo mais decisivo até então de sua passagem, a Itália foi goleada pela Noruega por 4 a 1, em Milão, e precisou novamente ir à repescagem — dessa vez, em uma Copa com ainda mais vagas à Europa.
O primeiro passo foi conquistado: vitória sobre a Irlanda do Norte. Agora, os italianos terão pela frente a Bósnia, que não disputa uma Copa desde a edição do Brasil, em 2014.
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Gattuso reconheceu a evolução da sua equipe ao longo de sua passagem e avaliou a mudança de comportamento taticamente.
— A verdade é que, sete meses atrás, não éramos assim. Tínhamos dificuldades contra nossos adversários, eles chegavam ao gol com facilidade e acho que melhoramos nesse aspecto. Não teríamos exercido tanta pressão ofensiva, mas são pequenos detalhes que tornaram o time menos brilhante. No entanto, prefiro que a equipe se sinta confortável em campo e tenha menos dificuldades contra os adversários. Eles são menos vistosos, mas mais sólidos — detalhou.
A Bósnia venceu quatro dos cinco jogos que fez em casa em 2025: bateu Chipre, San Marino e Romênia. A única derrota foi para a Áustria.
Apesar de viver uma fase de extrema pressão, o técnico italiano também reforçou a importância de transmitir confiança aos jogadores, mas também do elenco sentir a responsabilidade do momento.
— Temos muito pelo que jogar, não disputamos duas Copas do Mundo e não podemos desperdiçar energia, temos que dar tudo o que temos em campo. Sentimos uma grande responsabilidade. Tenho que olhar nos olhos dos jogadores e transmitir confiança a eles. Temos tudo o que é preciso para alcançar esse objetivo. Temos o potencial certo, se não jogarmos bem, tudo bem. Precisamos de uma mentalidade forte e de vontade de aprender e de sermos capazes de sofrer –, completou.
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Desafio contra a Bósnia após polêmica
Após a vitória sobre a Irlanda do Norte, a Itália foi criticada depois que parte do time foi flagrado comemorando o triunfo da Bósnia sobre o País de Gales, que definiu quem seria o adversário da Azzura na partida final do torneio classificatório.
A “Gazzetta dello Sport” interpretou que os jogadores “consideram os bósnios adversários mais fáceis do que os galeses”, mas destacou que espera que a comemoração não traga azar à equipe. Já Gattuso evitou falar diretamente sobre a polêmica, mas ressaltou que não há diferença entre as equipes.
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— Fomos estúpidos ao nos prejudicarmos. Mas é só uma estupidez. Sempre soubemos que a Bósnia é um time físico, que sabe como nos causar dano. Nós sabemos disso. Há muito respeito da nossa parte. Será um jogo muito físico, que exige coragem. Eles são uma equipe de verdade e sabem o que querem. Não há diferença entre País de Gales e Bósnia; temos que respeitar nossos adversários — comentou.
Antes da decisão da repescagem para a Copa de 2026, o capitão bósnio Edin Dzeko ironizou a preferência da Itália em enfrentar a Bósnia em vez do País de Gales. O atacante minimizou uma polêmica com o lateral Federico Dimarco, mas questionou o “medo” da tetracampeã mundial diante dos galeses.
Dzeko afirmou que a seleção italiana atual não possui mais craques do nível de Francesco Totti ou Alessandro Del Piero e rebateu críticas sobre o estado do gramado em Zenica, afirmando que a Itália também convive com campos ruins.