Copa do Mundo

Leon Goretzka critica Arábia Saudita como sede da Copa do Mundo de 2034 e aponta novo erro da FIFA

Goretzka se posicionou contra à escolha da Arábia Saudita para receber a Copa do Mundo e reforçou sua preocupação com os direitos humanos

Enquanto as Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada no Canadá, Estados Unidos e México, não começam, Leon Goretzka já expressou seu repúdio em relação à escolha da sede do Mundial de Seleções de 2034, que será realizado na Arábia Saudita.

A definição do país saudita como sede da Copa do Mundo de 2034 foi oficializada no dia 31 de outubro, data limite de recebimento de candidaturas. A Arábia Saudita foi a única que formalizou sua proposta para receber o evento mais importante do futebol.

Vale lembrar que a Austrália cogitou lançar sua candidatura, mas voltou atrás após “levar todos os fatores em consideração”. O interesse da Arábia Saudita em sediar a Copa do Mundo vai de encontro aos altos investimentos realizados no esporte em 2023, ano que marcou a contratação de reforços de peso.

Por outro lado, os sauditas são considerados um dos cinco países que mais violam os direitos humanos, segundo a ONU. E essa questão baseia a opinião do astro do Bayern de Munique. Em coletiva antes dos amistosos contra Turquia e Áustria, Goretzka criticou a Arábia Saudita como sede da Copa do Mundo de 2034.

O meia alemão apontou um novo erro da FIFA, fazendo referência à realização da Copa do Mundo de 2022 no Qatar, que também é conhecido por infringir direitos humanos. Para Leon Goretzka, a entidade máxima do futebol cometeu o mesmo engano ao levar o Mundial de Seleções para o país saudita em 2034:

O erro foi a premiação (da Copa do Mundo de 2022 ao Qatar) e os critérios que influenciaram. Isso obviamente não foi corrigido para a próxima (recém-oficialização da Arábia Saudita como sede da Copa do Mundo de 2034) e isso não é bom.

Assim como ocorreu no Qatar, um termo que está em alta para criticar a Arábia Saudita como nova sede da Copa do Mundo é “sportwashing”, que é quando uma pessoa, grupo ou Estado busca envolvimento com o esporte para melhorar sua imagem pública e desviar o foco de outras questões.

Essa não é a primeira vez que Leon Goretzka reforça sua preocupação com os direitos humanos

Muito antes da polêmica envolvendo a Arábia Saudita como local da Copa do Mundo de 2034, Leon Goretzka já havia reforçado sua preocupação com os direitos humanos. No dia 23 de junho de 2021, o meia marcou o gol que eliminou a Hungria da Eurocopa 2020, no empate em 2 x 2 com a Alemanha.

Na comemoração, Goretzka formou um coração com as mãos na frente da torcida adversária, que foi acusada de racismo e homofobia durante o torneio. No ano passado, o craque do Bayern também respondeu o ex-embaixador da Copa do Mundo no Qatar, Khalid Salman.

Na emissora alemã ZDF, Khalid definiu a homossexualidade como um “dano mental”, além de dizer que os torcedores gays tinham que “aceitar as regras” do país, fazendo referência a homossexualidade ser ilegal no Qatar. Tudo aconteceu poucas semanas antes do início do torneio. Leon Goretzka tornou seu posicionamento público à época:

É muito opressivo. Essa é a imagem de um homem que vem de outro milênio. Te deixa sem palavras que algo assim possa ser dito por um embaixador da Copa do Mundo pouco antes do início da competição.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus Cristianini

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.
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