Por que EUA, México e Canadá ligam o alerta antes da Copa do Mundo
Trio chegará ao torneio com grande número de problemas, dificultando até suas situações em grupos que parecem acessíveis
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Faltam menos de 100 dias para a Copa do Mundo. Não dá para dizer que a situação em dois dos países-sede – Estados Unidos e México – é a melhor para um evento deste nível, mas os problemas também aparecem dentro o campo nas três nações.
Sem disputar as eliminatórias para o Mundial que sediarão, Canadá, Estados Unidos e México chegarão ao torneio com um grande número de questões, dificultando até suas situações em grupos que parecem acessíveis.
Se a Data Fifa de março trouxe ao menos um pouco de alívio aos mexicanos, não dá para dizer o mesmo de canadenses e estadunidenses.
Canadá sofre muito para fazer gols
O Canadá tem um grande problema para o Mundial. Os resultados recentes não são ruins, mas são apenas dois gols com bola rolando nas últimas sete partidas disputadas pela equipe de Jesse Marsch.
Os dois tentos desta Data Fifa, por exemplo, ambos contra a Islândia (2 a 2), foram marcados de pênaltis por Jonathan David.
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Já o amistoso contra a Tunísia acabou em 0 a 0, mas não foi por falta de chances criadas. A bola chegou inúmeras vezes na área defendida pelos tunisianos, só que os atacantes canadenses sofreram, seja com finalizações ruins ou toques extras, possibilitando que os adversários se recuperassem.
Notas positivas para Marcelo Flores, que o Canadá conseguiu tirar do México recentemente, e Liam Miller. Os dois foram os principais responsáveis pela criação nos amistosos e fizeram bem o papel pedido.
E também segue a dúvida sobre quem vai ser o goleiro titular. Dwayne St. Clair e Maxime Crépeau começaram um jogo cada e, apesar de Crépeau não ter tomado gols, não parece que criou uma distância na visão da comissão técnica.
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Estados Unidos com Pochettino perdido
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Maurício Pochettino entrou nesta Data Fifa feliz após uma sequência de quatro vitórias e um empate, incluindo uma goleada por 5 a 1 sobre o Uruguai, mas os jogos de março trouxeram uma realidade pesada aos estadunidenses.
Tudo começou com um atropelo sofrido contra a Bélgica em um 5 a 2 que poderia ter sido até pior – os belgas tiveram chances de fazer oito ou nove gols – e terminou em derrota por 2 a 0 para Portugal – jogo em que os EUA até tiveram oportunidades, mas não conseguiram finalizar.
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O técnico argentino atribuiu as derrotas ao nível dos adversários, mas os EUA não mostraram o suficiente para que a razão fosse apenas essa.
Pochettino usou os jogos para testar formações – colocando jogadores que nunca atuaram juntos, Tim Weah foi lateral contra os belgas e Christian Pulisic “nove” contra os lusos – e criou um carrossel desnecessário com os seus goleiros – Matt Freese, provável titular, e Matt Turner.
Não, não foram “pequenos detalhes” que fizeram os EUA perderem esses jogos, mas sim decisões equivocadas de Pochettino que não podem acontecer se os donos da casa realmente quiserem fazer um bom papel no Mundial.
México não convence torcedores nem com bons jogos
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O México terminou 2025 de forma desastrosa. Foram seis jogos sem vencer: quatro empates e duas derrotas – uma goleada para a Colômbia (4 a 1) em Dallas e um revés contra o Paraguai (2 a 1).
2026 começou com amistosos apenas com jogadores locais que não animaram o torcedor, vitórias contra Panamá e Bolívia nos últimos momentos. Melhorou um pouco com o 4 a 0 sobre a Islândia em fevereiro.
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Tudo mudou em março. Foram dois empates – 0 a 0 contra Portugal e 1 a 1 contra a Bélgica –, mas Javier Aguirre achou uma base para seu time, mesmo com uma geração abaixo das melhores mexicanas, entendendo quando atacar e quando defender contra oponentes de alto escalão.
No entanto, o que marcou a Data Fifa do México foram os gritos homofóbicos para o próprio goleiro, os “olés” e as vaias no fim do jogo contra Portugal, que marcava a reabertura do Azteca após as reformas para o Mundial.
Os mexicanos ainda não entenderam que não têm a mesma qualidade de quando faziam melhores papéis em Mundiais (e ainda perdiam para as principais seleções do mundo) e preferem criar expectativas irrealistas.
Para sonhar com coisas melhores, o futebol mexicano ainda precisa repensar bastante na forma como lidar com seu campeonato, a formação de jogadores e os atletas com dupla cidadania. Só que a maioria dos fãs locais ainda não entendeu isso, o que pode custar caro a longo prazo.