Raphinha sai em silêncio e foge de responsabilidade por vexame da Seleção para a Argentina
Atacante do Barcelona prometeu "porrada neles" e saiu do Monumental apagado até mesmo fora de campo após vexame para a Argentina
BUENOS AIRES (ARGENTINA) — Às vésperas do duelo com a Argentina em Buenos Aires, Raphinha prometeu dar “porrada neles dentro e fora de campo” no Monumental de Núñez. O que se viu no clássico foi o oposto disso.
No gramado, o atacante mal tocou na bola e pouco fez para evitar o vexame da Seleção na goleada por 4 a 1 para a Argentina, na última terça-feira (25).
Fora dele, Raphinha também se omitiu e deixou o Monumental de Núñez em silêncio, sem falar com a imprensa e sem dar explicações para um resultado tão traumático.
Se o atacante do Barcelona não assumiu a responsabilidade que criou para si, coube a um jogador bem menos esperado dar a cara a tapa pela Seleção. Dentro e fora de campo.
Depois de prometer “porrada neles”, Raphinha saiu do Monumental de Núñez sem falar com a imprensa pic.twitter.com/VBYCJDKnh8
— Eduardo Deconto (@eduardodeconto) March 26, 2025
Matheus Cunha faz o que “protagonistas” não fizeram
Novidade na escalação de Dorival Júnior para a partida, Matheus Cunha marcou o gol de honra da Seleção em Buenos Aires após provocar um erro da defesa argentina. O gol, aliás, foi o seu primeiro pela Seleção.
Mas o que mais chamou a atenção nos bastidores do Monumental de Núñez é que o meia-atacante do Wolverhampton, figura até então pouco utilizada pelo treinador, assumiu a responsabilidade e parou para atender a imprensa após a humilhação em campo.
Eloquente e sincero, Matheus endereçou aos jornalistas os seus motivos para tamanho vexame da Seleção.
— Sendo bem sincero, no máximo de humildade na minha fala, acho que dá para ver o nível que todos os jogadores jogam individualmente. Temos que ter humildade de entender o processo e saber que não é em dois dias de treinamento que vamos resolver todos os problemas da seleção. A gente fica muito triste com o resultado, mas só tem um caminho para seguir agora, é entender, aproveitar as oportunidades. No que depender da gente, nunca vai faltar dedicação para vestir essa camisa — disse Cunha.

De acordo com o meia-atacante do Wolverhampton, o problema da seleção brasileira é coletivo. Em sua análise, o Brasil tem muitos talentos individuais que ainda não conseguiram render bem juntos dentro de campo.
— Sem dúvida nenhuma é um problema coletivo. Queremos demonstrar o que demonstramos nos nossos clubes na seleção brasileira, isso é unânime, mas temos que saber o processo, temos que saber que não foi do dia para noite que conseguimos isso dentro do clube, e não vai ser do dia para noite que vamos conseguir na seleção brasileira — Matheus Cunha.
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Dorival pressionado
O presidente Ednaldo Rodrigues foi outro que passou pela zona mista sem atender a imprensa. O mandatário se limitou a dizer que falará “amanhã” — nesta quarta-feira (26).
A tendência é de que o presidente recém-reeleito ao cargo decida pela demissão de Dorival Júnior. O nome de Carlo Ancelotti é o favorito do mandatário e deve voltar à pauta da Seleção.



