Clássico com o Uruguai inaugura sequência que pode fazer Diniz mudar de vez de patamar
Em um mês, Diniz terá pela frente clássicos com Uruguai e Argentina, e a semifinal da Libertadores pelo Fluminense
O Estádio Centenário sozinho, de tão lendário, consegue transformar um jogo qualquer em evento histórico. A história se confunde com o ar no palco da primeira final de Copa do Mundo de todos os tempos, em 1930. E é justamente neste ambiente tão emblemático que Fernando Diniz terá pela frente o seu primeiro grande teste como técnico da Seleção, nesta terça-feira (17), às 21h (horário de Brasília), contra o Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2024.
O clássico até não representa muito em termos de classificação, com vagas a perder de vista para o próximo Mundial. Mas ele é o ponto de partida para o treinador dar um último salto de patamar para se consolidar como o grande técnico brasileiro da atualidade. O técnico que dele sempre se esperou.
“Existe o pragmatismo do resultado, mas tem toda uma simbologia do futebol, esse poder de poder tocar as pessoas. É um clássico de grande rivalidade há 73 anos. Desde 1950, e tiveram grandes embates já. É especial jogar com o Uruguai no Centenário. Mexe com todo mundo. Participar desses cenários, para quem ama o futebol como eu, tem um sabor muito especial”. (Fernando Diniz).
No intervalo de pouco mais de um mês, Diniz tem a chance de soterrar as críticas que recebe por não conseguir resultados e títulos de expressão e gravar de vez seu nome no panteão dos técnicos brasileiros. A metodologia de trabalhos e o estilo de jogo autorais já o credenciam para isso. Mas para muitos, ainda falta vencer. Uma lacuna no currículo que pode ser apenas questão de tempo.
Entre esta terça-feira, 17 de outubro, e o dia 21 de novembro, Diniz tem quatro partidas que valem por uma carreira. Começa com o Uruguai no Estádio Centenário e acaba com o clássico contra a Argentina, no Maracanã. Neste meio tempo, o técnico comandará o Fluminense na final da Libertadores, em 4 de novembro, e ainda viaja com a Seleção para enfrentar a Colômbia em Barranquila.
Nos (pelo menos) 360 minutos de quatro jogos tão decisivos, muito pode acontecer para mudar os rumos de seleção, clube e, especialmente, de Diniz. O técnico pode acabar o ano com o primeiro título de Libertadores do Fluminense e na liderança das Eliminatórias após empilhar vitórias em clássicos. E o inverso também é verdadeiro.
A série que pode mudar a carreira de Diniz:
- 17/10 – Uruguai x Brasil – Eliminatórias da Copa do Mundo – Centenário
- 04/11 – Fluminense x Boca Juniors – Final da Libertadores – Maracanã
- 16/11 – Colômbia x Brasil – Eliminatórias da Copa do Mundo – Metropolitano
- 21/11 – Brasil x Argentina – Eliminatórias da Copa do Mundo – Maracanã
Clássico é chance de retomada após tropeço
Longe de ser determinante para a vaga na Copa do Mundo, o clássico ganha contornos de decisão por muito do ambiente que o antecede. A Seleção chegou a Montevidéu logo após um traumático empate com a Venezuela na Arena Pantanal. Um resultado de proporções ainda maiores por conta do que aconteceu depois do apito final. Neymar foi acertado por um saco de pipoca e entrou no vestiário irritado, aos gritos de palavrões e xingamentos, inclusive na presença do presidente Ednaldo Rodrigues.
Uma crise que Diniz teve de contornar em sua gestão de grupo para preparar a Seleção para o jogo desta terça-feira. Uma vitória no Uruguai dissipa qualquer sintoma de crise que dois tropeços possam causar. Em caso de tropeço, o treinador pode ver o que era um início de trabalho tranquilo se transformar em pressão para a Data Fifa com os jogos mais complicados desde que assumiu a Seleção, contra Colômbia e Argentina.
“Estádio faz parte da história do futebol. Já estive aqui com a Seleção brasileira. A gente sente a história do futebol vive aqui dentro. A gente sabe da força da seleção uruguaia aqui dentro desse campo. Estamos cientes da dificuldade”. (Marquinhos)
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Seleção terá três mudanças para clássico
Para enfrentar o Uruguai, Fernando Diniz faz três mudanças na equipe. Yan Couto, Carlos Augusto e Gabriel Jesus entram nas vagas de Danilo (cortado após lesão), Guilherme Arana e Richarlison. De resto, a escalação é a mesma do empate em 1 a 1 com a Venezuela, em Cuiabá.
Escalação da Seleção:
Ederson; Yan Couto, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Carlos Augusto; Casemiro, Bruno Guimarães, Rodrygo, Neymar e Vini Jr; Gabriel Jesus
A Seleção nas Eliminatórias
A Seleção perdeu a liderança das Eliminatórias para a Argentina, na última rodada, após o empate com a Venezuela. A Albiceleste é a única equipe com 100% de aproveitamento até agora. O Brasil aparece na vice-liderança, com sete pontos. O clássico contra o Uruguai será nesta terça-feira (17), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu, pela quarta rodada.



