Como Ancelotti resolveu principal problema da Seleção para alcançar marca inédita há 34 jogos
Técnico soluciona fragilidades que minam o Brasil desde o início do ciclo para a Copa do Mundo de 2026
Quase sempre com a característica sobrancelha arqueada, Carlo Ancelotti não distribuiu lá muitos sorrisos durante a sua entrevista coletiva após a vitória por 3 a 0 do Brasil sobre o Chile, na última quinta-feira (4), no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.
Mas o treinador deixou transparecer sua felicidade não apenas com o resultado acompanhado de boa atuação. Mas por uma marca alcançada por sua equipe na partida.
Contra o Chile, o Brasil chegou ao terceiro jogo seguido sem sofrer gol. Algo que não acontecia há mais de três anos, ou exatos 34 partidas — desde antes da Copa do Mundo de 2022, nas três últimas partidas das Eliminatórias.
Desde então, Tite deixou a Seleção, Ramon Menezes foi interino, e Fernando Diniz e Dorival Júnior comandaram o Brasil em curtos períodos. Só Ancelotti conseguiu resolver os problemas defensivos. O técnico, aliás, ainda não foi vazado no cargo.
— Esses três jogos, se pode ver a base que é. Uma equipe compacta, que defende bem. Os três jogos jogados, nos defendemos bem. E depois, a qualidade individual de todos os jogadores é o positivo para gente. Temos que seguir nessa linha, porque estou convencido de que ter o zero no placar como a equipe fez, temos possibilidades de ganhar a partida — disse o treinador, após a partida.
Como Ancelotti resolveu deficiências da Seleção?
Ancelotti assumiu a Seleção sob o fantasma da goleada por 4 a 1 e o vexame sofrido diante da Argentina. Para além do vexame no Monumental de Núñez, os números da defesa eram a grande preocupação do treinador.
O Brasil vinha sofrendo com problemas defensivos sistemáticos desde o início do ciclo para a Copa do Mundo de 2026.
Sob o comando de Dorival Júnior, a seleção brasileira havia sofrido 17 gols em 16 partidas — mais do que um por jogo, em média. E eram 16 gols sofridos em 14 jogos pelas Eliminatórias.
Carleto conseguiu estancar os gols. Marquinhos e Gabriel Magalhães seguem como os titulares da defesa — ainda que Ancelotti tenha usado Alexsandro Ribeiro em seus primeiros dois jogos. As laterais tiveram Vanderson e Alex Sandro na primeira Data Fifa, e Wesley e Douglas Santos contra o Chile.
A principal mudança promovida pelo treinador, porém, não foi na linha de defesa, mas no meio-campo com o retorno de Casemiro. O camisa 5 preenche como poucos a região do meio-campo em frente à zaga e dá segurança ao sistema defensivo.
Inclusive, Ancelotti terá de lidar com sua ausência na partida contra a Bolívia, na próxima terça-feira (9), às 20h30 (horário de Brasília), em El Alto. O volante recebeu o terceiro amarelo e está suspenso.

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Técnico deixa para trás “fantasma” no Real Madrid
Não apenas a Seleção deixa para trás as suas fragilidades com o desempenho recente, como Carlo Ancelotti também se livra de um problema que minou a reta final de seu trabalho pelo Real Madrid.
Mesmo conhecido por seu estilo de jogo pragmático, o treinador viu sua equipe fazer uma temporada 2024/25 de desorganização e muita oscilação em seu sistema defensivo. A fragilidade da defesa era alvo de críticas constantes a Ancelotti no clube espanhol.
Na temporada passada, Ancelotti comandou o Real em 62 jogos, com 76 gols sofridos. Ou seja: média bastante superior a um gol sofrido por partida.
Quando o Brasil joga?
- Bolívia x Brasil — terça-feira, 9 de setembro, às 20h30 (horário de Brasília)



