Eliminatórias da Copa

Estêvão faz mais do que primeiro gol pela Seleção e amplia repertório de Ancelotti para a Copa

Brasil vence o Chile por 3 a 0 no Maracanã, com grande atuação do garoto e com Luiz Henrique avassalador

Era uma seleção brasileira já classificada para a Copa e sem muitas de suas estrelas contra um Chile desfigurado, e lanterna já eliminado nas Eliminatórias. Mesmo na imponência de um Maracanã com bom público, o duelo valia pouco ou quase nada, fora a chance de fazer observações para Carlo Ancelotti.

E entre os titulares, ninguém foi uma melhor notícia do que Estêvão. O atacante marcou de bicicleta — mas praticamente em cima da linha — o gol que abriu o placar da vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Chile, nesta quinta-feira (4).

Lucas Paquetá e Bruno Guimarães fecharam a conta após Luiz Henrique entrar avassalador para mudar o jogo.

Estêvão é melhor notícia para Seleção por mais do que o gol

Os torcedores no Maracanã, aliás, pareciam saber que Estêvão estava predestinado a decidir. O garoto foi um dos jogadores mais aplaudidos durante o anúncio da escalação, ao lado do ex-flamenguista Wesley e do ex-fluminense João Pedro. Eles só ficaram atrás, como esperado, de Ancelotti.

Para a sua estreia no maior palco do futebol mundial, o treinador armou o Brasil num 4-2-4 quase autoexplicativo. A ideia era ter um Brasil agressivo e intenso. E nesta formação com dois volantes e quatro atacantes, coube ao jogador mais novo em campo ser o organizador das tramas ofensivas.

Estevão até não muito tempo era meia nas categorias de base. E mesmo atuando mais aberto, ele soube cumprir a função de armador na equipe, diante de um Raphinha camisa 10 apagado.

E esta é uma notícia (quase) tão boa quanto o gol. Estevão abriu o placar para um Brasil que pressionava desde o início da partida já na reta final da primeira etapa. O garoto aproveitou um rebote de Raphinha e emendou de bicicleta, já quase em cima da linha do gol.

Estevão vibra com seu primeiro gol com a camisa da Seleção
Estevão vibra com seu primeiro gol com a camisa da Seleção (Foto: IconSport)

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Luiz Henrique avassalador

Por mais que Estêvão possa ser uma solução para o futuro da Seleção, é impossível falar da vitória sobre o Chile sem mencionar o papel avassalador de Luiz Henrique.

O atacante ainda briga para conquistar Ancelotti. Muito provavelmente não estaria na lista caso Vinicius Júnior e Rodrygo tivessem sido convocados. Mas ele fez por merecer a convocação.

Em campo, Luiz Henrique entrou com a vontade de conquistar o treinador. Em duas arrancadas fulminantes, originou os gols de Paquetá (com direito a assistência) e de Bruno Guimarães.

“Azarão” pode resolver problema na lateral?

A jogada do gol também revela um acerto de Carlo Ancelotti em sua convocação. O treinador surpreendeu ao chamar Douglas Santos, do Zenit, para a lateral esquerda. Um nome pouquíssimo cotado, quase azarão nesta lista. E ele deu conta do recado com folga.

Além de fazer uma partida segura defensivamente, Douglas foi importante na condução da bola ao ataque e sempre apareceu como opção ofensiva. Tanto que ele participou da jogada do gol.

Douglas Santos foi melhor do que o esperado na lateral
Douglas Santos foi melhor do que o esperado na lateral (Foto: Igor Barrankievicz/GluckSports Photo)

João Pedro pouco faz como “9 da Copa”

Por outro lado, um jogador de qual se esperava muito pouco fez enquanto esteve em campo. Em meio a um início avassalador pelo Chelsea, com cinco gols e duas assistências em seis jogos, João Pedro chegou à Seleção sob o favoritismo para ser o camisa 9 na Copa do Mundo de 2026.

Ele até vestiu a 7 contra o Chile. Mas números à parte, o centroavante não conseguiu corresponder à altura do que era esperado. Mesmo que tenha feito o que costuma fazer — ou seja: ser uma referência móvel que sai da área e participa da criação de jogadas —, suas investidas não surtiram lá muito efeito.

Quando o Brasil joga?

  • Bolívia x Brasil — terça-feira, 9 de setembro, às 20h30 (horário de Brasília)

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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