Como Salah pode fazer história e levar o Egito ao mata-mata da Copa do Mundo
Egípcios arrancaram ponto importante na estreia e querem encerrar jejum incômodo em Mundiais
O Egito iniciou sua campanha na Copa do Mundo 2026 com um empate por 1 a 1 diante da Bélgica, rival direta no Grupo G, no Lumen Field, em Seattle. Os Faraós surpreenderam ao abrir o placar antes dos 20 minutos de jogo com Emam Ashour, destaque do Al Ahly. No entanto, apesar da resistência da seleção africana, a Bélgica chegou ao empate graças a um gol contra de Mohamed Hany.
Levando em consideração a força do adversário e o equilíbrio da chave, o resultado pode ser considerado positivo para a equipe comandada por Hossam Hassan, que sai fortalecida após uma atuação competitiva.
Após a rodada de abertura, a Trivela analisa os motivos que permitem ao Egito acreditar em uma vaga na fase mata-mata da Copa do Mundo 2026.
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Destaques do Egito, Salah e Marmoush mostram poder de fogo na estreia
Principal referência da seleção egípcia, Mohamed Salah chegou ao torneio determinado a deixar sua marca. Foi dele, inclusive, a assistência para o gol que colocou os Faraós em vantagem diante da Bélgica.
Ídolo do Liverpool e principal nome do futebol egípcio na última década, Salah não conseguiu apresentar seu melhor futebol na Copa do Mundo 2018 por causa da lesão no ombro sofrida na final da Champions League poucas semanas antes da competição.
Desta vez, o atacante desembarcou no Mundial já recuperado de um problema muscular e após uma temporada complicada do Liverpool sob o comando de Arne Slot. A substituição do camisa 10 a cerca de 15 minutos do fim pode ter sido uma tentativa de preservar o ponto conquistado, mas, enquanto esteve em campo, Salah demonstrou boa sintonia com Omar Marmoush, especialmente nos raros contra-ataques criados pela seleção egípcia.
A Bélgica é a principal força do Grupo G
O Egito talvez não disponha de um elenco repleto de estrelas de nível mudnial, mas a dupla formada por Salah e Marmoush tem qualidade suficiente para competir com praticamente qualquer dupla ofensiva presente no torneio.
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— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) June 15, 2026
Contra uma Bélgica que ocupa a nona posição no ranking da Fifa, a equipe de Hossam Hassan encontrou os momentos certos para sair de campo com um ponto importante. Se conseguir repetir esse desempenho nos próximos compromissos, a classificação ficará ao seu alcance.
Na próxima rodada, os egípcios enfrentarão a Nova Zelândia, atual 85ª colocada do ranking mundial. Os neozelandeses perderam nove de suas últimas 11 partidas e chegam pressionados.
Cinco dias depois, o desafio será mais complicado diante do Irã, que ocupa a 20ª posição da classificação da Fifa. Ainda assim, depois de encarar a Bélgica de igual para igual, os Faraós têm motivos para acreditar em um resultado positivo.
Por isso, embora exista a frustração por ter deixado escapar a vitória na estreia, o empate contra a equipe considerada favorita do grupo tende a ser visto de forma bastante positiva dentro da delegação egípcia.
O Egito quer escrever uma página inédita de sua história
Além dos pontos desperdiçados, o gol contra sofrido diante da Bélgica prolongou uma espera incômoda: o Egito segue em busca de sua primeira vitória em Copa do Mundo. A edição de 2026 marca apenas a quarta participação dos Faraós no torneio. A estreia aconteceu em 1934, enquanto esta é apenas a segunda presença da seleção desde 1990.
É difícil dimensionar o impacto que uma vitória no maior palco do futebol mundial teria para o esporte egípcio, que atravessou diversos momentos turbulentos ao longo dos últimos 15 anos.
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Um triunfo histórico também reforçaria ainda mais o legado de Mohamed Salah. Considerado por muitos um dos maiores jogadores da história da Premier League, o atacante continua tendo sua influência pela seleção questionada por alguns críticos.
Justamente por isso, Salah deverá entrar ainda mais motivado para conduzir seu país a um feito inédito. Com dois jogos restantes na fase de grupos, a seleção egípcia mantém um objetivo claro e compartilhado por todo o elenco.
E o confronto diante da Nova Zelândia surge como uma oportunidade de ouro para finalmente conquistar uma vitória histórica e dar um passo decisivo rumo às oitavas de final.
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