Português pelo destino: Separação encaminhou Diogo Costa para o gol da seleção na Copa do Mundo
Goleiro é capitão do Porto e considerado um dos melhores do mundo em sua posição
O goleiro Diogo Costa vem construindo uma trajetória sólida desde que se profissionalizou pelo Porto e, a caminho de sua segunda Copa do Mundo, começa a ser considerado um dos melhores da posição no planeta. Porém, sua história é bem mais profunda do que se imagina.
Português por opção, ou pelo destino, Diogo já superou os 200 jogos com a camisa dos Dragões e, com seus 26 anos, já ostenta a braçadeira de capitão do Porto. O que muitos não sabem é que o goleiro nasceu na Suíça e partiu para a terra lusa há quase duas décadas. O motivo é ainda surpreendente.
Separação dos pais ‘colocou’ Diogo em Portugal
Filho de pais portugueses, Diogo Costa nasceu em Rothrist, uma pequena cidade de apenas sete mil habitantes na Suíça. Por lá, o atual goleiro da seleção portuguesa viveu seus primeiros sete anos de vida e deu seus primeiros passos no futebol. No entanto, uma decisão mudou completamente os rumos da vida de Diogo.
A separação de seus pais em 2006 fez com que sua mãe escolhesse retornar a Portugal, fixando sua base em Vila das Aves, na região metropolitana do Porto, enquanto o pai permaneceu na Suíça. Em terras lusas, Diogo Costa de fato ligou sua vida ao futebol, ingressando inicialmente no AMCH Hinge, modesto clube da região. Posteriormente, atuou no Benfica da Vila do Padro até chegar aos Dragões em 2011.
Quase duas décadas depois de chegar a Portugal, em um movimento inverso ao que era comum na época, quis o destino que Diogo Costa se convertesse em uma figura indispensável no Porto e na seleção portuguesa, rumo à sua segunda Copa do Mundo.
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Trajetória no Porto é emblemática
A passagem de Diogo Costa pelo Porto, que completa 15 anos, iniciou-se no sub-13 do clube e já transmitia sensações otimistas quanto ao futuro do então jovem goleiro. Posteriormente, Diogo foi campeão e destaque das Eurocopas sub-17 e sub-19, em 2016 e 2018, respectivamente, servindo as categorias de base da seleção portuguesa.
Com um histórico interessante e promissor, Diogo Costa deu seu último passo para ascender ao time profissional ao conquistar a Youth League de 2019, um título inédito para as divisões de base do Porto. Assim, naquele mesmo ano, o goleiro fez sua estreia com a camisa dos Dragões em uma altura em que Iker Casillas havia acabado de se aposentar por conta de problemas cardíacos.
Diante da dificuldade de Agustin Marchesin em se estabelecer como um goleiro confiável para substituir Casillas, Diogo Costa passou a se credenciar como uma opção confiável de longo prazo no Estádio do Dragão. A partir de então, o prodígio ganhou seu espaço e foi de um jovem promissor para um titular indiscutível em poucos meses. Sua ascensão completa aconteceu em 2021, quando fez seu primeiro jogo pela seleção de Portugal.
Em um amistoso, um ano antes da Copa do Mundo de 2022, o treinador Fernando Santos escalou Diogo Costa como titular contra o Catar, em uma partida que terminou com vitória lusa por 3 a 0, com um dos gols marcado por Cristiano Ronaldo.
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Protagonismo na meta de Portugal
Mesmo com pouco tempo restante até a Copa do Catar, Diogo Costa deixou boas impressões em testes realizados por Fernando Santos na preparação e acabou por roubar a vaga, que parecia cativa, de Rui Patrício. O primeiro grande teste para Diogo ocorreu na repescagem para aquele Mundial, quando foi, de fato, recrutado como um titular.
Em um momento de desconfiança, Diogo Costa se mostrou seguro e ajudou a seleção portuguesa a garantir lugar no Mundial com duas vitórias: 3 a 1 diante da Turquia e 2 a 0 frente à Macedônia do Norte. Com o sucesso em jogos de alta pressão, o novato se consolidou como o goleiro de Portugal e assim chegou ao Catar.
Porém, além dos seis gols sofridos em cinco jogos na Copa do Mundo, Diogo Costa gerou alguma insegurança para a seleção em duas situações que marcaram. Na estreia, um 3 a 2 contra Gana, o goleiro quase colocou a vitória em risco com uma desatenção na saída de bola, o que o levou a sair do campo cabisbaixo e amparado por Cristiano Ronaldo. Na segunda e decisiva ocasião, Diogo falhou no tento que colocou Marrocos nas semifinais do Mundial, em um cabeceio de Youssef En-Nesyri.
Mesmo com um saldo não tão positivo de sua primeira Copa, Diogo Costa seguiu como um titular absoluto da seleção, que viria a ser comandada por Roberto Martínez.
Brilho na Euro e na Nations
Sob plena confiança do novo treinador, Diogo Costa tornou-se dono da posição em Portugal e justificou a confiança depositada em seu trabalho já na Eurocopa de 2024. Mesmo com a campanha aquém da seleção, que foi eliminada pela França nas quartas de final, Diogo foi decisivo em alguns momentos importantes.
Na primeira prova eliminatória, o goleiro do Porto salvou a seleção contra a Eslovênia, garantindo o placar zerado no tempo normal e defendendo os três pênaltis cobrados pelos adversários. Diante dos franceses, Diogo Costa foi importante durante os 120 minutos, mas não conseguiu repetir a dose nas penalidades.
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Já na Nations League, conquistada em 2025, Diogo Costa foi protagonista. Além de ter sido um dos principais jogadores da semifinal contra a Alemanha, o goleiro português foi o ponto de desequilíbrio para Portugal voltar a levantar uma taça. Diogo defendeu a cobrança de Alvaro Morata e encaminhou o título, que se consumou nos pés de Rúben Neves.
Portanto, Portugal chega para a Copa do Mundo de 2026 como um dos melhores goleiros do mundo em sua meta, de experiência qualificada pela seleção e uma trajetória ímpar pelo Porto, totalizando 244 jogos, além das conquistas de três Campeonatos Portugueses, quatro Taças de Portugal, uma Taça da Liga e outras duas Supercopas nacionais.