Carlos Augusto comprova a fábula do Patinho Feio que chegou à Seleção e agora será titular
De patinho feio no Corinthians, como ele mesmo disse, a titular da Seleção, Carlos Augusto tenta agarrar com tudo a chance inesperada que surgiu na Seleção
Carlos Augusto foi convocado de última hora por Fernando Diniz em uma sexta-feira, se apresentou à Seleção na segunda-feira seguinte, e agora será o lateral-esquerdo titular no clássico com o Uruguai. Em entrevista coletiva neste domingo (15), o jogador da Inter de Milão falou sobre a sua trajetória improvável não apenas às vésperas da partida da próxima terça-feira (17), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Centenário, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Mas desde que era um “patinho feio”, em suas próprias palavras, nas categorias de base do Corinthians.
O que disse Carlos Augusto:
- disse que era “Patinho Feio” na base
- revelou que recusou a seleção italiana
- falou sobre suas características
- projetou o duelo com o Uruguai
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Carlos era “patinho feio” nas categorias de base
Carlos Augusto brincou em sua entrevista coletiva que nem sempre quis ser lateral, “mas foi o que deu certo”. O jogador, de fato, nem sempre foi lateral. Nas categorias de base do Corinthians, ele era visto como “patinho feio”. Rodou por muitas posições e só foi jogar, de fato, na categoria sub-20, com o técnico Coelho.
– Sempre fui patinho feio na base. Até fiquei trocando de posições, atacante, meia, zagueiro, fiz tudo. Foi até bom para crescer como pessoa. Só agradeço por ter passado por esses momentos – contou, antes de emendar sobre a sua inspiração na posição – Eu vi mais de perto, não tão criança, o Marcelo, mas são características muito diferentes. Sou mais físico e de imposição, ele com mais qualidade. Não vou falar que sempre quis ser lateral, mas foi o que deu certo, né? Então vou continuar assim
Carlos recusou seleção italiana
Antes de vestir a camisa da Seleção, Carlos Augusto se destacou pelo Monza e chegou à Inter de Milão. O destaque por um gigante do futebol italiano despertou o interesse da seleção da Itália. Mas ele recusou a Azzurra pelo sonho de atuar pelo Brasil. Ainda assim, a transferência para o Velho Continente foi essencial para que ele chegasse agora à seleção brasileira.
– Fui chamado, mas nem pensei na hipótese de aceitar. É mais pelo coração, cresci no Brasil. Não me via como italiano, então, até por respeito, não aceitei. Minha transição para o futebol italiano foi essencial. Não tive sequência grande no Corinthians, ir para lá me ajudou a pegar confiança, crescer como pessoa também, entender o futebol italiano que é tático. Falavam que eu era defensivo no Brasil, na Itália falam que sou ofensivo. Pretendo trabalhar as duas partes para ser o mais completo possível – ressaltou.

Expectativa de ser titular contra o Uruguai
Carlos apareceu entre os titulares de Fernando Diniz durante o treino deste domingo. O treinador esboçou o time com o lateral-esquerdo no lugar de Guilherme Arana e com Gabriel Jesus na vaga de Richarlison. Essas as duas mudanças por opção do treinador. Ele ainda utilizará Yan Couto na vaga de Danilo, que foi cortado devido a uma lesão muscular.
– Dá, mas também dá mais vontade. É um sonho jogar pela seleção. Se eu tiver essa oportunidade, vou fazer o melhor para agarrar. Como a gente viu, não existe mais time bobo nas Eliminatórias. Uruguai tem grande história, grandes jogadores. Temos que estar preparados para entrar focado. Vai ser difícil, ainda mais na casa dele. Temos que estar concentrados – disse o lateral-esquerdo.
Seleção é vice-líder e se prepara para clássico
A Seleção perdeu a liderança das Eliminatórias para a Argentina com o empate contra a Venezuela. A Albiceleste é única equipe com 100% de aproveitamento até agora. O Brasil é vice-líder, com sete pontos. O clássico contra o Uruguai será nesta terça-feira (17), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Centenário, em Montevidéu, pela quarta rodada.



