Copa do Mundo

Escolhemos os melhores e piores uniformes da Copa do Mundo

Elencamos os destaques positivos e negativos entre as vestimentas do Mundial de 2026

Se o prêmio maior da Copa do Mundo é o troféu de campeão, é justo dizer que conquistá-lo bem vestido cria memórias ainda mais bonitas no imaginário — o Brasil em 1994 e a França em 1998 que o digam, por exemplo. Para a Copa dos Estados Unidos, Canadá e México de 2026, há chances do campeão ter um dos uniformes mais bonitos do torneio.

Mas nem só de beleza vive um Mundial. Uniformes não tão agradáveis também marcam a história da competição, e a próxima edição também pode colocar algumas camisas pouco memoráveis na sua lista histórica. Por isso, a Trivela elencou os 10 melhores e piores uniformes da Copa do Mundo de 2026.

Brasil entre os melhores uniformes da Copa do Mundo

Os uniformes da seleção brasileira para a Copa dividiram opiniões. Há quem tenha amado a versão “fora de casa”, da camisa azul, e quem a coloque como a pior camisa da história do país. A amarela, no entanto, apesar de polêmicas no lançamento com nome da cor e inteligência artificial, parece ter ganhado força. E ela está no nosso top-5 de melhores.

1 – Uruguai, visitante

Uniforme do Uruguai é o mais bonito da Copa do Mundo
Uniforme do Uruguai é o mais bonito da Copa do Mundo (Foto: IMAGO / Gonzales Photo)

Não tem para onde fugir: a camisa mais bonita da Copa do Mundo de 2026 é a de visitante do Uruguai. Abrindo a lista com a Nike, os uruguaios apagam uma camisa de mandante sem grande apelo para lançar um segundo uniforme ousado e que ninguém conseguiu chegar perto.

Com um estilo Pantera Negra nas estampas, como se fosse uma armadura do herói da Marvel, e uma mistura de cores imponente de um azul roxeado com preto, a camisa também tem detalhes que podem fugir do olho comum, mas que a tornam ainda mais interessante. A cor do símbolo da Nike, a fonte dos números e letras, e até o escudo com polêmicas quatro estrelas fazem esse uniforme muito especial.

2 – México, mandante

Torcedores do México com a camisa da Copa de 2026
Torcedores do México com a camisa da Copa de 2026 (Foto: IMAGO / Eyepix Group)

A camisa número um do México seria a mais bonita da Copa do Mundo de 2026 caso a homenagem não fosse puramente cópia. O uniforme, feito pela Adidas, faz referência à histórica camisa da Copa de 1998 — essa, sim, uma das mais bonitas (se não a mais) da história do torneio.

As estampas elaboradas que remetem à cultura asteca, com a Piedra del Sol, uma das mais famosas esculturas da civilização antiga, são o charme e dão um toque de ousadia que poucos países na história do torneio conseguiram reproduzir.

3 – Curaçao, visitante

Estreante em Copas, Curaçao chegou com os dois pés na porta. Mesmo sem revelar seu primeiro uniforme, o país do Caribe já fará história com sua camisa de visitante, produzida pela Adidas.

Em um tom de amarelo limão e inspirada na capital da ilha, Willemstad, e seus edifícios coloridos, definitivamente essa camisa estará no armário de vários colecionadores. Cores vibrantes, o símbolo icônico da Adidas e o nome do país escrito com cores diferentes nas costas, além de um bonito símbolo da federação de futebol, foram o suficiente para a colocar entre as mais bonitas da lista.

4 – Argentina, visitante

Messi com a nova camisa visitante da Argentina
Messi com a nova camisa visitante da Argentina (Foto: IMAGO / Pera Photo Press)

Se o primeiro uniforme se tornou “comum”, a camisa de visitante da Argentina para a Copa do Mundo de 2026 é uma das mais bonitas do torneio. E se os hermanos conquistarem o tetra vestindo essa, serão possivelmente os campeões mais bem trajados da história.

Novamente com a Adidas, os argentinos levam no seu uniforme visitante um tom escuro vibrante com padrões erráticos de curvas em tons azuis mistos que dão uma sensação quase psicodélica. O logo da AFA em branco, o número no peito e a fonte são outros charmes da camisa exótica por si só — e que, com o símbolo de atual campeã, fica ainda mais bonita.

5 – Brasil, mandante

Endrick comemora gol da seleção brasileira
Endrick comemora gol da seleção brasileira (Foto: IMAGO / Icon Sportswire)

Para fechar o top-5, a seleção brasileira levou uma camisa principal em tons diferentes do que o público estava acostumado, mas a estranheza não pode ser confundida com feiura. A camisa mandante do Brasil para a Copa do Mundo de 2026 é, sim, muito bonita.

As estampas quase imperceptíveis no fundo de um amarelo mais forte, diferente em relação aos últimos mundiais, aumentam o charme (apesar da polêmica do amarelo “Canary”). Os detalhes na gola e manga em verde mais escuro também são positivos, e até mesmo o duramente criticado “Vai Brasa” na parte interna superior tem seu valor. Sim, há quem diga “Vai Brasa”. E outra: se o Brasil for hexa com esse uniforme, ninguém vai lembrar de como ele foi criticado.

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As piores camisas da Copa do Mundo de 2026

Há diversas menções honrosas para as mais bonitas, como as camisas de Espanha, Alemanha, Bélgica e Gana, por exemplo. Mas em uma Copa do Mundo com 48 seleções, há uniforme suficiente para ser chamado de feio.

1 – RD Congo, visitante

Máximo respeito à República Democrática do Congo pela classificação ao Mundial, mas sua eliminação na fase de grupos não seria sentida, principalmente para quem aprecia uniformes bonitos. A camisa visitante da seleção, feita pela Umbro, é definitivamente a mais feia do torneio.

Com uma estética de camisa de time de bairro que joga algum campeonato de várzea, há uma estampa em azul claro tentando fazer um degradê com o restante da camisa branca, mas essa transição é abrupta demais, e o padrão da estampa é simples e sem graça. A bandeira no peito ao lado do escudo da federação não tão bonito assim, além das linhas na clavícula, também não ajudam.

2 – Austrália, visitante

Jordan Bos, da Austrália, com seu uniforme não tão agradável
Jordan Bos, da Austrália, com seu uniforme não tão agradável (Foto: IMAGO / AAP)

Um exuberante degradê de aquarela do segundo uniforme da Austrália vão de um verde-azul a uma explosão laranja rosada brilhante ao redor da gola e dos ombros. A ideia é boa, mas vendo a execução, as cores não combinam e a transição dá uma sensação de “cor de burro quando foge”.

O design feito pela Nike é supostamente inspirado nas cores intensas do nascer do sol australiano e o simbolismo tem valor. O produto final, no entanto, é um desperdício de potencial e uma das camisas mais sem graça da Copa do Mundo.

3 – Escócia, mandante

Escócia tem um uniforme simples e sem graça
Escócia tem um uniforme simples e sem graça (Foto: IMAGO / APL)

O uniforme de mandante da Escócia é azul escuro e branco tão bonito quanto a seleção é perigosa. As estampas com padrões cruzados no fundo do tecido têm seu valor, mas não é nem um pouco inspirador.

Feito pela Adidas, que também produziu diversas camisa bonitas, o uniforme escocês ficará de frente com o brasileiro na fase de grupos da Copa do Mundo, mas representa bem o futebol da equipe: blasé.

4 – Haiti, mandante

Com as camisas do Haiti, poderíamos pegar as duas, mandante e visitante, jogar para cima e escolher qualquer uma que caísse. É a mesma camisa, com cores “invertidas”, mas ambas sem nada para fazê-las memoráveis — tirando a tentativa patriótica de fazer referência à independência do país.

Ainda assim, mesmo essa referência, com uma imagem pequena e no canto inferior da camisa, não chama atenção o suficiente. No caso do uniforme visitante, há ainda um azul quase neon, com um vermelho que faz uma combinação mais à lá Universidad de Chile do que a uma seleção de Copa do Mundo.

5 – Suíça, visitante

Akanji lamenta em jogo da Suíça
Akanji lamenta em jogo da Suíça (Foto: IMAGO / Bildbyran)

Para fechar a lista de uniformes não tão agradáveis, os suíços, que historicamente não têm feito grandes camisas, pecaram para sua vestimenta na Copa do Mundo de 2026. A camisa de visitante em um verde neon quase borrado não foi positiva.

Há de se colocar crédito pelo que há por trás — o significado é realmente interessante. A camisa é baseada no passaporte da Suíça e tenta montar um mapa abstrato dos canais fluviais das montanhas locais. E indo além: o verde brilha no escuro. Talvez em jogos muito noturnos o efeito seja legal, mas, caso contrário, não é um uniforme bonito.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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