Contagem regressiva: O cenário da Copa do Mundo a 50 dias da abertura
Questões políticas, lesões e polêmicas marcam os 50 dias prévios ao torneio
Faltam 50 dias para a Copa do Mundo e o cenário turbulento — trazido no texto de 100 dias para a Copa do Mundo — segue. A guerra que envolve Estados Unidos e Irã ainda não teve trégua, a polêmica sobre o preço dos ingressos ainda é um tema em alta, e Trump segue com a sua política anti-imigração.
No entanto, outras mudanças ocorreram nesses 50 dias que passaram. A repescagem definiu os últimos participantes do torneio, classificando surpresas como a Tchéquia e deixando gigantes de fora, como a Itália, que não disputa um Mundial desde 2014.
Alguns atletas importantes para as suas seleções sofreram lesões sérias e não disputarão a Copa do Mundo, como é o caso de Rodrygo, da seleção brasileira, e Joaquim Piquerez, do Uruguai.
Política norte-americana é foco de tensões
Há 100 dias para a Copa do Mundo, os Estados Unidos eram foco de tensão. O país norte-americano havia invadido o Irã, assassinado o líder supremo Ali Khamenei e agitou a política mundial com a ofensiva militar no país. Na época, o presidente Donald Trump afirmou que as ações não durariam mais de quatro semanas.
Hoje, a 50 dias para o Mundial, nada mudou. Os países seguem em guerra e a tensão é cada vez maior. Além disso, as polêmicas em torno da já controversa figura de Trump só crescem, às vésperas de um torneio mundial que prega valores como a união dos povos.
Trump também foi alvo de críticas recentemente após afirmar não ser “um grande fã” do papa Leão XIV, a quem se referiu como suscetível à “esquerda radical” e “péssimo em política externa”. Sem provas, o presidente também acusou o pontífice de apoiar o programa nuclear iraniano e de não estar a favor da operação militar na Venezuela.
As declarações do presidente aconteceram logo após o Papa fazer um apelo global pela paz em meio à guerra no Irã.
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Repescagem define últimos classificados da Copa do Mundo
Se antes a maior parte das seleções estava classificada, agora os participantes estão todos confirmados na competição. Após uma repescagem eletrizante, seis seleções garantiram vaga no torneio.
A Turquia passou por Romênia e Kosovo, enquanto a Suécia despachou Ucrânia e Polônia. Mas foi a Tchéquia e a Bósnia que surpreenderam.
Os tchecos eliminaram Irlanda e Dinamarca para se classificarem. Já a Bósnia venceu País de Gales nas semifinais e acabou com o sonho da Itália na grande decisão. Os bósnios levaram a melhor nos pênaltis, garantiram a vaga na Copa do Mundo e deixaram a Itália, tetracampeã do mundo, fora da competição pela terceira edição consecutiva.
Lesões frustram planos de muitos jogadores
As lesões também estão se fazendo presentes às vésperas da Copa do Mundo — algo rotineiro em todo Mundial. Seleções estão perdendo peças importantes por conta de problemas físicos graves.
O primeiro a ficar fora foi o zagueiro Juan Foyth, da Argentina. Em janeiro, o defensor campeão do mundo sofreu uma ruptura do tendão de Aquiles e foi cortado dos compromissos com a seleção. Agora, outro zagueiro corre o risco de não ser convocado. Cristian “Cuti” Romero, do Tottenham, sofreu uma lesão ligamentar no joelho e é dúvida.
No Brasil, o atacante Rodrygo rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em março de 2026 e também foi cortado. O jogador era um dos nomes favoritos de Ancelotti para a Seleção.
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Pela França, a baixa fica por conta de Hugo Ekitiké. O atacante do Liverpool também rompeu o tendão de Aquiles e não deve se recuperar a tempo devido à gravidade da lesão.
No Uruguai, Joaquin Piqueréz será desfalque. O lateral-esquerdo do Palmeiras rompeu o ligamento do tornozelo e tampouco poderá estar à disposição do técnico Marcelo Bielsa.
Ingressos seguem sendo alvo de polêmica
Fora do campo diplomático, a Fifa também enfrenta críticas pela política de ingressos. Pela primeira vez em uma Copa do Mundo, a entidade adotou o sistema de preços dinâmicos. Torcedores e associações classificaram os valores como excessivos.
Em dezembro de 2025, ingleses pressionaram a Federação Inglesa de Futebol (FA) para que intercedesse junto à Fifa. Para partidas como Inglaterra x Croácia e Escócia x Brasil, os preços variavam entre 198 e 523 libras.
Na Copa do Mundo do Catar, os valores da fase de grupos eram fixos e variavam entre 68 e 219 libras. A comparação reforçou o argumento de que o Mundial de 2026 pode se tornar o mais caro da história para o torcedor comum.
Agora, a Fifa voltou a ser alvo de críticas após aumentar o valor de seu ingresso mais caro para a Copa do Mundo. Antes, a entrada custava 8,6 mil dólares (R$ 44.736,00), agora passou a custar 10,9 mil (R$ 56.636,00 na cotação atual).