Brasil

Discurso de Zé Rafael destoa de presidente do Santos, mas está mais próximo à realidade

Meio-campista analisou situação do Peixe, que está próximo do Z-4, e tem clássico contra o Corinthians pós-Data Fifa

Por mais que o presidente Marcelo Teixeira afirme que o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro não é uma preocupação, os jogadores do Santos sabem que não podem acreditar nesse discurso. Na 16ª colocação, com 28 pontos conquistados, o Peixe (com um jogo a menos) tem três de vantagem para o Vitória, que é o primeiro time do Z4. 

Tudo isso, desde o pensamento do presidente ao que os jogadores têm apresentado em campo, traz preocupação para o torcedor que vê cenários de 2023 – ano do inédito rebaixamento – se repetirem. 

Lúcido, o experiente meio-campista Zé Rafael reconhece as semelhanças das duas campanhas, mas sem ignorar a delicadeza do momento vê potencial no atual elenco para sair de tal situação e terminar o Brasileirão sem sustos ou de maneira trágica. 

— Difícil fazer comparação com temporadas passadas. O momento é parecido com o de 2023. O que posso dizer é que temos nos esforçado. Ainda tem tempo. São 11 jogos para 5 ou 6 vitórias. Ainda não encaixamos uma sequência de resultados positivos, mas temos capacidade para isso. O importante não é como começa, mas como termina. Acredito que vamos dar uma resposta e espero que seja já contra o Corinthians — disse o camisa 6 em entrevista coletiva no CT Rei Pelé, na manhã desta sexta-feira (10), onde o Peixe se prepara para o clássico com o Timão, na próxima quarta-feira (15), às 21h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro.

Zé Rafael tira lição de derrota diante do Ceará

Para que essa resposta seja realmente dada, Zé Rafael sabe que o Santos não pode, de maneira nenhuma, repetir a atuação da derrota por 3 a 0 contra o Ceará, domingo (5), na Arena Castelão.

— Foi uma partida bem atípica. Iniciamos devagar e nesse nível que competimos faz diferença. Nossos primeiros 15 minutos em Fortaleza foram abaixo. Isso facilitou para o adversário ter iniciativa e fazer o gol. Correr atrás ficou mais difícil. O clássico será difícil, mas nossa equipe tem se preparado muito. Vamos jogar em casa e temos plena consciência de que precisamos — declarou o meio-campista, que ainda se vê em fase de recuperação por conta da cirurgia feita para acabar com os problemas na coluna que lhe tiraram de parte da temporada passada, ainda no Palmeiras.

Zé Rafael em ação na derrota do Santos para o Ceará, na Arena Castelão
Zé Rafael sabe que a atuação do Santos contra o Ceará foi bem abaixo do potencial do elenco (Foto: Flickr/SantosFC)

— É difícil falar, mas acredito que passei por um período de readaptação e sinto que ainda passo por isso. Óbvio que queria voltar como jogava antes, mas o corpo precisa de tempo para se readaptar. Ano passado fiquei um pouco sem treino e jogo e isso reflete na vida do atleta. Em um curto período apresentei resposta, mas depois ficou nítido que não estava no nível físico dos companheiros. Hoje estou melhor, mais próximo do nível que posso chegar — acrescentou.

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Santos em processo de evolução

Na visão de Zé Rafael, não é só ele que está mais próximo do nível ideal. A equipe, a partir da chegada do técnico Juan Pablo Vojvoda, também está em processo de evolução para que os resultados comecem a aparecer.

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— Todos nós percebemos a evolução desde que o Juan (Vojvoda) chegou. Faz parte do processo. Todo trabalho tem um período de processo até os resultados aparecerem. No futebol tudo é imediato, mas confiamos no trabalho, no que tem sido feito. O processo está sendo feito e o resultado será consequência do trabalho — finalizou o atleta.

Como parte da preparação para o clássico com o Corinthians, o Santos tem mais quatro atividades no CT Rei Pelé. O elenco folga neste sábado (11), e, na sequência, trabalha de domingo (12) a terça-feira (14). 

Foto de Bruno Lima

Bruno LimaSetorista

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.

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