Brasil

Torcedor símbolo do Flamengo, Chapolin Rubro-Negro está internado no RJ

Fernando Souza está no CTI do Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte, após sofrer um AVC

Os torcedores rubro-negros tomaram um susto após a vitória sobre o Bahia, no último sábado (05). Fernando Souza, mais conhecido como Chapolin Rubro-Negro, foi internado no Hospital Federal do Andaraí, zona norte do Rio. Ele está no CTI, mas seu quadro é estável.

Chapolin é símbolo de humildade e carisma entre os torcedores do Flamengo. Se a torcida que vai ao estádio está cada vez mais elitizada, Fernando sempre fez questão de mostrar que o clube é do povão.

Gabriel com a placa feita por Fernando, o Chapolin do Fla, em 2019 (foto: Diego Maranhao/Am Press & Images/Gazeta Press)

Quadro é estável

Passado o susto, Fernando está sob cuidados no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Ele só pôde informar sobre o seu estado de saúde na segunda-feira.

“Chapolin está estável. Ele tem uma Coreia( espasmos musculares involuntários) lado direito do corpo. Ontem fez uma tomografia e apareceu uma imagem brilhante que pode ser um estado hiperosmolar( insulina descompensada) ou sangue.Os médicos não acreditam que seja sangue, mas não descartam”, escreveu, em uma rede social.

Os movimentos involuntários do lado direito do corpo, inclusive, podem ser consequências do acidente vascular cerebral. Como mencionado pelo próprio Fernando, na publicação, ele realizará uma ressonância magnética nesta terça-feira (08), a fim de confirmar os diagnósticos.

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Marcado na história em ano mágico

Fernando frequenta as arquibancadas atrás do Flamengo desde 2012, mas ganhou notoriedade mesmo sete anos depois. A temporada mágica e memorável de 2019 também foi especial para o personagem do Chapolin Rubro-Negro.

O que começou de maneira despretensiosa, em papo com um amigo, se tornou um mantra com o ídolo Gabigol. Eles haviam se conhecido no estacionamento do Maracanã e, após promessa de Fernando, os dois se encontraram em diversas oportunidades. A placa ‘Hoje tem Gol do Gabigol’ foi eternizada desde então. 

A plaquinha para Gabigol, que ficou eternizada entre os rubro-negros (Foto: Reprodução)

— A torcida me abraçou, crianças, adultos, todos tirando foto. Sou criador da frase que gerou para o mundo inteiro, todo mundo conhece e fala — explicou, em entrevista ao ge.

Quando o personagem cresceu, Fernando começou a explorar ainda mais o Chapolin. De 2019 para cá, ele é presença confirmada em festas de jogadores do Flamengo, eventos do clube e da torcida.

— Faço festas, eventos, as mulheres do Everton Ribeiro, do Diego me chamam para participar, me ajudam pra caramba — finalizou.

Símbolo de um Flamengo do povão

Chapolin faz parte de um grupo importante de torcedores icônicos do Flamengo. Entre crianças, adultos e idosos, a arquibancada rubro-negra é repleta de figuras folclóricas, e Fernando é uma das mais recentes dessa rica história.

Como os heróis mais antigos, como a Dona Zica e o Santa Cruz já são idosos e só acompanham os jogos do futebol masculino, coube ao Chapolin representar essa aura em todos os esportes. O torcedor fantasiado faz jus ao hino do Flamengo e está em todos os eventos, “seja na terra, seja no mar”. 

E ele resiste até mesmo ao processo de elitização pelo qual o clube passa, e se faz presente. Um cara simples, humilde, que já conversou com a reportagem da Trivela em inúmeras oportunidades. O momento é de torcer pela recuperação desse ícone.

Chapolin Rubro-Negro passou mal em casa

Como o Flamengo jogou contra o Bahia em Salvador, o Chapolin acompanhou o duelo de casa. No dia seguinte, domingo, em meio à correria das eleições, passou mal. A suspeita inicial se confirmou com a chegada ao hospital: Fernando havia sofrido um AVC.

Os médicos conseguiram corrigir o quadro de complicado para estável, mas Chapolin permaneceu no CTI. Como está numa unidade de tratamento intensivo, ele só pode receber visitas de familiares.

 

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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