Empate com a Tunísia deixa mais dúvidas do que certezas para Ancelotti na Seleção
Brasil sai atrás, mas consegue arrancar 1 a 1 da Tunísia graças ao brilho individual de Estêvão
A seleção brasileira se despede de 2025 com um empate em 1 a 1 diante da Tunísia, nesta terça-feira (18), em Lille, na França, em amistoso de preparação para a Copa do Mundo de 2026.
Após viver a melhor atuação sob o comando de Carlo Ancelotti na vitória por 2 a 0 sobre Senegal, o empate faz o Brasil encerrar o ano sob muito mais dúvidas do que certezas em relação à lista final do Mundial.
Estêvão mostra que deve ser titular na Copa. Mas quem sai?
Carlo Ancelotti encerra esta Data Fifa com uma grande incógnita: quem deixará o time para que Estêvão seja titular quando Raphinha estiver à disposição. O atacante do Barcelona foi o melhor brasileiro da última temporada europeia. Mas é impensável que o garoto de 18 anos não esteja entre os 11 iniciais.
O motivo para isso é tão simples quanto efetivo. Aos 18 anos, Estêvão chamou para si a responsabilidade de ser protagonista da seleção brasileira. Literalmente: fez questão de pegar a bola para bater (com muita categoria) o pênalti que fez o Brasil empatar a partida, já no final do primeiro tempo.

Foi o quinto gol do garoto pela Seleção. Ele é o artilheiro do Brasil na era Ancelotti e já havia aberto o placar para a vitória por 2 a 0 sobre Senegal, no último sábado (15).
Mas o que chama atenção nestes dois gols e na artilharia é que mesmo tão cedo, o meia-atacante do Chelsea já consiga fazer mais pela Seleção do que Vinícius Júnior. Estêvão consegue ser na prática o que Vini Jr. é apenas em teoria.
A pouco mais de seis meses da Copa, o Brasil ideal tem Estêvão como titular. Com o retorno de Raphinha, a tendência é que Matheus Cunha sobre do time. Rodrygo também está ameaçado.
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Dificuldades contra a Tunísia escancaram carência no ataque
Brilho de Estêvão à parte, o empate com a Tunísia escancarou as dificuldades da Seleção de furar a linha de cinco defensores.
Pois não é exagero dizer que o Brasil só levou perigo ao adversário com a joia do Chelsea. Fora o pênalti convertido por ele e o pênalti isolado por Lucas Paquetá, o Brasil só conseguiu levar perigo em uma jogada individual de Estêvão, no último lance do jogo, na qual ele acertou a trave.
Ficou claro que o Brasil sentiu falta de um atacante de referência para “incomodar” a defesa rival. Não apenas para definir as jogadas, mas para empurrar e segurar a linha defensiva rival e abrir espaços para Vinicius Júnior, Rodrygo e Estêvão.
Não funcionou com Matheus Cunha. Não funcionou com Vitor Roque.
Perdeu a vaga? Wesley compromete
Sem poder contar com Gabriel Magalhães, cortado, Carlo Ancelotti se viu obrigado a desfazer uma mudança que funcionou muito bem contra Senegal. O técnico devolveu Éder Militão à zaga e escalou Wesley em seu lugar como titular da lateral direita.
O jogador da Roma recebeu a chance perfeita de confirmar a sua convocação para a Copa. Enfrentava um adversário conhecido por sua solidez defensiva, prato cheio para o lateral usar de sua vocação ofensiva sem correr tantos riscos atrás.

Aconteceu o oposto. Wesley pouco produziu ofensivamente e comprometeu a atuação da Seleção. O lateral teve participação direta no gol marcado por Mastouri. Na origem do lance, ele perdeu a bola para Saad e ainda escapou de levar o cartão vermelho pela falta que tentou (e não conseguiu) cometer.
A insegurança estava estampada no rosto do jogador ex-Flamengo. Para não correr risco de uma expulsão, Ancelotti o saco para a entrada de Danilo no intervalo. Wesley saiu do time e pode ter saído também da lista final da Copa.
Os próximos jogos da Seleção
- Brasil x Tunísia — terça-feira, 18 de novembro, às 16h30 (horário de Brasília);
- Brasil x França — Data Fifa de março — (sem data e horário definidos)
- Brasil x Croácia — Data Fifa de março — (sem data e horário definidos)



