Brasil

‘Entro no Morumbi e me arrepio’: lendas de São Paulo e Milan atraem famílias e torcedores de outros estados

Partida comemorativa entre São Paulo e Milan, neste sábado (16), no Morumbi, celebra os 30 anos do Bicampeonato Mundial do Tricolor

A temporada do São Paulo em 2023 se encerrou na primeira semana de dezembro, mas torcedores do Tricolor paulista e de outros times compareceram ao estádio do Morumbi neste sábado (16) para prestigiar ídolos históricos do time na reedição da final do Mundial Interclubes de 1993, contra o Milan.

Em campo, estarão nomes que fizeram história pelas duas equipes, como Cafu, Kaká, Dida e Zetti. E nas arquibancadas havia todo tipo de torcedor: os mais velhos, que assistiram o bicampeonato de casa; mais novos, que viram o título inédito da Copa do Brasil neste ano; e até mesmo torcedores de outros times que desejavam conhecer o Cícero Pompeu de Toledo.

“Entro no Morumbi e fico arrepiado”

Fabio Floriano (44 anos) é curitibano e veio ao Morumbi para trazer sua esposa e seu filho para conhecerem o estádio pela primeira vez. Ele contou à Trivela que a final de 1993 foi o jogo que iniciou sua trajetória como torcedor do São Paulo.

– Meu tio, que era são paulino, me levou para assistir o jogo na casa dele. Aí comecei a conhecer e acompanhar o São Paulo. A gente é de Curitiba, mas morava no interior do Paraná. E lá, é muito forte a torcida do São Paulo. Então, quando a gente voltou para Curitiba, já tínhamos virado são paulinos – relatou Fabio.

Floriano já tinha vindo ao Morumbi uma vez, para assistir a São Paulo x Palmeiras. Como a partida deste sábado é comemorativa, aproveitou para trazer a família para que eles também conhecessem o estádio.

– Eu entro no Morumbi e já fico arrepiado. Como a gente não vive essa atmosfera no dia a dia porque não somos daqui – a gente via tudo pela TV -, aí hoje, vendo tudo aqui assim, é mágico. Eles (os jogadores) estão bem mais velhos, não é mais aquela coisa, mas parece a adrenalina do Mundial – completa.

“Matar a saudade”

Ademir e Regina Pivari são um casal de idosos, de 77 e 74 anos. Prestes a comemorar 50 anos de casados, eles contam que já iam juntos ao Morumbi desde a década de 1970. A final do Mundial foi assistida em casa, junto com a família.

– Estava em casa eu, minha esposa e meus filhos, Daniela e Marcos, são paulinos fanáticos. Eles eram fãs do Telê e daquele time. Nós assistimos em casa numa esperança enorme de ganhar porque já tinha ganhado no ano anterior e foi uma sensação maravilhosa ganhar de um time como o Milan – afirma Ademir.

Ademir diz que fez questão de ir ao Morumbi neste sábado para “matar a saudade de ver os jogadores daquela época” e mostra, com muito orgulho, a cadeira cativa com seu nome no estádio.

– Estou muito feliz de estar aqui revendo os jogadores! É muito gratificante – completa Regina.

Torcedores de outros clubes também estavam presentes

O carioca Walace aproveitou para conhecer o Morumbi junto dos quatro filhos (Foto: Maria Tereza Santos/Trivela)

Nem só de são paulinos vive o Reencontro de Gigantes, como foi batizada a partida comemorativa entre São Paulo e Milan. Walace Barbosa, de 41 anos, é carioca da cidade de Niterói. Morador do bairro do Morumbi desde 2020, ele aproveitou a oportunidade para conhecer o estádio com os quatro filhos, mesmo torcendo para outra equipe – que não quis revelar.

– (No Rio de Janeiro) eu ia ao estádio quando era pequeno, com meu pai, em alguns campeonatos estaduais e brasileiro. A idade era parecida com a deles, 10, 11 anos. A memória é bem distante, mas eram memórias boas e eu queria trazer eles para criar essa memória também – relatou Walace.

José Ayres (12 anos), filho mais velho de Walace, estava bastante empolgado para ver os jogadores que tinha mais lembrança.

– Quero ver o Kaká e Cafu, porque são os jogadores que eu mais me lembro, além do Dida, do Milan. Espero que seja bem pegado (o jogo). Sei que eles estão aposentados já, mas espero que tenha alguns que joguem como jogavam antes, para ter emoção – contou José.

Foto de Maria Tereza Santos

Maria Tereza Santos

Me formei em Jornalismo pela PUC-SP em 2020. Antes de escrever para a PL Brasil, fui editora na ESPN e repórter na Veja Saúde, Folha de S.Paulo e Superesportes.
Botão Voltar ao topo