BrasilBrasileirão Série A

São Paulo faz agonia do Palmeiras durar mais algumas rodadas

Os clássicos costumam diminuir a diferença entre dois rivais, mas nem isso foi capaz de fazer o Palmeiras ter força para vencer o São Paulo no Morumbi, neste domingo, pela 34º rodada do Campeonato Brasileiro. Os tricolores estiveram bem longe do seu melhor, pareceram cansados no segundo tempo, mas o Palmeiras, sem criação de jogadas e sentindo demais a falta de Valdívia, foi inofensivo no ataque. O São Paulo venceu por 2 a 0, com um gol em cada tempo, e adia duas coisas. De um lado, adia o sonho Cruzeirense de se sagrar campeão já no meio da semana. Por outro, adia a salvação do Palmeiras, que segue ameaçado pelo rebaixamento a quatro jogos do fim do campeonato.

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O São Paulo entrou em campo sabendo que o Cruzeiro tinha ganhado do Santos fora de casa e aumentado de novo a diferença para sete pontos. Mais do que isso, o time sabia que todos os rivais na parte de cima da tabela venceram: Grêmio, Internacional, Fluminense e Corinthians. A escalação trouxe a novidade de Rafael Tolói, de volta à zaga ao lado de Edson Silva. Alexandre Pato também voltou a estar disponível, mas ficou no banco de reservas.

Mandante e precisando vencer, o São Paulo foi melhor no campo de ataque, pressionou o Palmeiras e mesmo sem uma atuação individual brilhante de ninguém da parte da frente, o time era melhor. Michel Bastos, novamente na lateral esquerda, era a melhor opção do time. Foi por ali que o time chegou em um cruzamento que Alan Kardec cabeceou bem e Fernando Prass fez uma grande defesa. Aos 22 minutos, Luis Fabiano completou um cruzamento alto de Hudson e abriu o placar. A partir de então, o São Paulo diminuiu o ritmo, mas ainda dominou o jogo até o fim do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou com muita vontade, mas ainda sem organização e com pouco a fazer com a bola. Wesley não conseguiu fazer o papel de armador e Felipe Menezes, que entrou no time no lugar de Valdívia, pouco conseguia tocar na bola. O Palmeiras chegava com cruzamentos, chutões e com as jogadas pelos lados do campo. Victor Luiz foi o jogador palmeirense que mais tocou na bola durante o jogo e foi quem mais tentou criar jogadas, mesmo atuando como volante. O São Paulo, cansado, teve uma péssima atuação no segundo tempo. Deu espaços que o Palmeiras não conseguiu aproveitar.

Quando saiu o segundo gol, aos 34 minutos do segundo tempo, o São Paulo já estava há um bom tempo torcendo para o jogo acabar. O escanteio, desviado por Edson Silva de cabeça, foi completado com uma bela finalização de Rafael Tolói. Um belo gol, que matou de vez as chances do Palmeiras. O time alviverde desistiu do jogo e foram pouco mais de 11 minutos de jogo até o apito final.

O destaque negativo do jogo foi o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Sem conseguir controlar o jogo, não deu uma falta clara de Denilson em Diogo no começo do jogo, que seria pênalti, deu um cartão amarelo a Fernando Prass por reclamação depois do gol do Luís Fabiano, reclamando que o são-paulino tirou a camisa – não tirou, mas ameaçou. Também não manteve um critério de faltas, expulsou Dorival Júnior no segundo tempo sem um motivo aparente. Deu um cartão amarelo excessivamente rigoroso para Alan Kardec quando o jogador foi substituído e Ganso reclamou na beira do campo que o árbitro o ameaçava com cartão, sabendo que ele estava pendurado. Não deu o amarelo, mas pareceu sempre perdido nos lances.

O Palmeiras segue com 39 pontos e está em 14º lugar na tabela. O time precisa de uma vitória na próxima rodada para respirar. Até porque o Vitória venceu, chegou a 37 pontos e saiu da zona do rebaixamento. O Coritiba, que perdeu do Flamengo, também tem 37 pontos. Vitória e Coritiba se enfrentam na próxima rodada, enquanto o Palmeiras joga com o Sport na inauguração do Allianz Parque. Vencendo, o time chega a 42 pontos e respira, mas ainda não se salva. Os próximos jogos do Palmeiras Sport (casa), Coritiba (fora), Inter (fora) e Atlético-PR (casa). O São Paulo, por sua vez, só tem mais três jogos: Santos (fora), Figueirense (casa) e Sport (fora). Para ser campeão, precisa vencer todos e torcer para o Cruzeiro perder dois dos próximos quatro jogos.

Se o título é um sonho distante para o são-paulino, com quatro pontos a menos que o Cruzeiro e um jogo a mais, o rebaixamento é um pesadelo real para o palmeirense. Precisa vencer. Se conseguir fazer isso nos dois jogos que tem em casa dos quatro últimos, deve se salvar. Mas precisa vencer e jogar com a faca no pescoço é sempre complicado. O Brasileirão, para o palmeirense, insiste em não acabar.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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