Brasil

Roger aceita proposta do Internacional e pode se tornar ‘persona non grata’ nos três maiores clubes do RS

Decisão do treinador incomoda gremistas e juventudistas, e ele está longe de ser unanimidade entre os colorados

Após novela que durou quase uma semana, o Juventude anunciou, na manhã desta quarta-feira (17), a saída de Roger Machado. O treinador de 49 anos aceitou a proposta do Internacional, que pagará ao Alviverde de Caxias do Sul a multa rescisória de R$ 1 milhão.

Junto com Roger deixam o Alfredo Jaconi, rumo ao Beira-Rio, o preparador físico Paulo Paixão e os auxiliares Adaílton Bolzan e Guilherme Marques. Agora, o Juventude busca um novo treinador, com Jair Ventura como favorito.

Questão financeira e de projeção à parte, ao aceitar a proposta do Inter, Roger corre um risco alto. Se o trabalho no Colorado não vingar, ele poderá se tornar persona non grata nos três maiores clubes do Rio Grande do Sul.

Ida para o maior rival prejudica idolatria de Roger no Grêmio

Com muitos méritos, Roger se tornou ídolo do Grêmio. Como jogador do Imortal, onde foi formado, ele conquistou Libertadores, Campeonato Brasileiro, três Copas do Brasil e quatro Campeonatos Gaúchos.

Roger também iniciou sua trajetória em comissões técnicas no Grêmio, e, como treinador, construiu os alicerces do time que, com Renato Portaluppi, conquistou a Copa do Brasil de 2016 e a Libertadores de 2017. Em 2022, foi campeão gaúcho no comando do Tricolor.

Porém, para muitos gremistas, toda essa história fica manchada à medida que Roger aceita treinar o histórico rival. Mesmo que, em alguns aspectos, o treinador não tenha sido tratado com o respeito devido em sua última passagem pelo Grêmio.

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Para o Juventude, saída pode ser vista como ingratidão

Para grande parcela da torcida do Juventude, faltou gratidão a Roger. Afinal, a equipe de Caxias do Sul abriu e reabriu as portas para ele.

O primeiro time que Roger treinou foi o Juventude em 2014. No início de 2024, quando o treinador estava no ostracismo, foi o Alviverde que o recolocou no mercado da Série A do Campeonato Brasileiro.

Mais do que isso, a direção do Juventude manteve Roger no comando mesmo diante de sequência de maus resultados no Campeonato Gaúcho deste ano. A decisão se mostrou acertada, já que o Alviverde eliminou o Inter do estadual e da Copa do Brasil, e faz campanha estável no Campeonato Brasileiro.

Roger não é unanimidade no Internacional, ambiente insalubre para treinadores

Por fim, Roger divide opiniões na torcida colorada. Tanto pela identificação com o rival, quanto pelo fato de seus trabalhos nos grandes clubes brasileiros, até agora, não terem vingado.

Devido ao longo período sem títulos, o Beira-Rio é uma panela de pressão. E, se Roger não for bem-sucedido, assim como os últimos treinadores que passaram pelo Inter, ele não será bem quisto nos três maiores clubes do Rio Grande do Sul.

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas WagnerSetorista

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.

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