Brasil

Rodrigo Caio quer provar para si mesmo que ainda pode jogar em alto nível no Grêmio

Zagueiro de 30 anos, que estava sem clube desde a saída do Flamengo, no final de 2023, foi apresentado nesta sexta-feira (21) pelo Tricolor Gaúcho

Ao lado de Jemerson, Rodrigo Caio foi apresentado na noite de sexta-feira (21), em Curitiba, pelo Grêmio. Em entrevista coletiva, o ex-zagueiro do Flamengo foi sincero sobre sua condição física, prejudicada por problema crônico e série de cirurgias no joelho direito.

Rodrigo revelou que a decisão de tirar alguns meses sabáticos desde a saída do Flamengo, no final do ano passado, foi sua. Ele queria ficar perto da família, e focar em sua recuperação não apenas física, mas principalmente mental.

— Eu vejo que 70, 80, até 90%, não só no futebol, mas em todas as áreas da nossa vida, nossa parte mental é muito importante. São circunstâncias que acontecem dentro da nossa vida, da nossa carreira, que fogem do nosso controle. E eu sempre fui um cara que me cuidei ao máximo. Mas as circunstâncias da minha vida sempre foram dessa forma, e eu sempre encarei com muita confiança, o que faz com que eu esteja aqui — comentou.

Rodrigo Caio quer mostrar para si mesmo que ainda pode performar em alto nível

Enquanto matinha a parte física por conta, Rodrigo recebeu o contato do Grêmio. Tanto do vice-presidente de futebol, Antônio Brum, quanto do técnico, Renato Gaúcho, com quem trabalhou no Flamengo em 2021. O zagueiro não pestanejou.

Poderia muito bem ter ficado em casa, com minha família, mas encarei esse desafio como um desafio importantíssimo na minha vida, na minha carreira. Não para mostrar para os outros, mas para mostrar para mim mesmo que eu posso, que eu tenho ainda condições de performar em alto nível.

Joelho ‘deformado' é encarado com naturalidade pelo zagueiro

Rodrigo não tem receio de falar abertamente sobre o problema crônico no joelho direito, cuja aparência assusta. Até brinca que pensa em fazer uma cirurgia plástica no local quando encerrar a carreira.

— Eu tive uma lesão com 15 anos, tive uma fratura na patela. Desde lá, minha patela é dessa forma. Maior, parece mais inchada. E eu tive que de alguma forma me contentar com ela, porque não tinha muito o que fazer. Claro que com o passar dos anos ela vai ficando um pouco mais deformada, natural. Nosso corpo acaba reagindo dessa forma. É como se fosse uma proteção. Eu me adaptei, meu corpo se adaptou a isso — explica.

O zagueiro garantiu ter condições de jogar e render em alto nível. Se não fosse assim, não teria aceitado a proposta do Grêmio.

— Quando você vem para o clube, faz todos exames, testes físicos, de imagens, e tudo foi bem feito, com total clareza. E eu procuro sempre deixar muito claras as coisas, porque eu tenho uma imagem, e o Grêmio também tem uma imagem a zelar. O Grêmio não vai contratar um jogador que não tem condições de jogar. E eu também não vou para um clube onde não consiga performar.

Relacionado pela primeira vez na derrota por 1 a 0 para o Fortaleza, na última quarta-feira (19), no Castelão, Rodrigo aguarda oportunidade de Renato para fazer sua estreia pelo Grêmio.

E acredita que ela será positiva, assim como outros momentos de retomada em sua carreira, que iniciou no São Paulo e teve passagens pela seleção brasileira.

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas WagnerSetorista

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
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