Por penta, honra e festa: assim o Atlético-MG encara a final contra o Cruzeiro
Atlético tem fatores extremamente relevantes para se agarrar na grande decisão do Campeonato Mineiro
Atlético-MG e Cruzeiro fazem a segunda e decisiva partida do Campeonato Mineiro neste sábado (7), às 15h30, no Mineirão. O Galo está em busca do pentacampeonato estadual, algo que não acontece desde o início dos anos 80. Além do fato histórico, o Alvinegro também entra em campo pela honra e, claro, a chance de fazer uma nova festa no Gigante da Pampulha.
A última vez que o Campeonato Mineiro viu um time levantar a taça por cinco anos seguidos foi entre 1978 e 1982. O clube que fez isso? O próprio Atlético, que tem a chance de repetir esse feito neste domingo, no Mineirão — naquela época, o Galo ainda venceu mais um título, chegando ao hexacampeonato. Os estaduais já não tem mais o mesmo peso de antes, mas, sem dúvidas, conquistar um torneio, independente de qual seja, cinco vezes seguidas, é um fato histórico, e o Alvinegro sabe disso.
Desde o início da temporada os dirigentes e jogadores do Atlético falam sobre o pentacampeonato. Os que torcem pelo Galo sabem da importância dessa conquista e, aparentemente, repassaram isso aos que não sabiam da chance desse feito.
Depois do empate em 2 a 2 na Arena MRV, o Atlético só sairá do Mineirão com a taça e o penta se vencer o jogo. Em caso de novo empate, o título será do Cruzeiro, que tem a vantagem de dois resultados iguais por ter sido o melhor time na primeira fase do estadual.
Por mais que o estadual já não seja visto como antes, ainda é um título que, principalmente, faz diferença na temporada. Vencê-lo pode não dar uma total tranquilidade, mas já dá um respiro. Já em caso de derrota, pode acarretar uma série de fatores negativos, como já vimos em diversas oportunidades no futebol brasileiro. E, para o Atlético, essa final tem ainda um sabor a mais, além do possível pentacampeonato.
Além do penta, Atlético joga pela honra
A final ser contra o Cruzeiro já tem um peso maior por si só. Atleticano não quer perder para cruzeirense nem em par ou ímpar, menos ainda em uma final de campeonato, seja ele qual for. Mas, além da rivalidade histórica, a Raposa tem tirado o sono e a paciência do Galo nos últimos jogos.
Nos últimos três duelos entre Atlético e Cruzeiro, foram duas vitórias cruzeirenses e um empate. Para piorar, todos esses jogos foram na nova casa do Galo, a Arena MRV, ou seja, o Alvinegro ainda não conseguiu vencer o maior rival dentro de seu novo terreiro, e isso machuca muito (com razão) a honra do atleticano.
O jogo deste domingo não é na Arena MRV e sim no Mineirão, mas vencê-lo, conquistando consequentemente o título, sem dúvida vai ajudar a curar um pouco dessa honra ferida do Atlético. Ainda vai estar em falta a vitória na própria casa, mas já será um começo.
No salão de festas do Galo
O jogo ser no Mineirão pode ser um ponto positivo para o Atlético. O estádio foi a casa do clube por décadas, mas, desde sua reforma para a Copa de 2014, ganhou uma alcunha diferente do atleticano: O Salão de Festas do Galo.
Desde a reforma, o Atlético passou a jogar mais vezes no Independência e, nos títulos da Libertadores 2013 e Copa do Brasil 2014 (vencendo o Cruzeiro, inclusive), por exemplo, o Galo foi até o Mineirão “só” para ser campeão, por isso essa alcunha de salão de festas.
#Galo é campeão da Copa do Brasil e dá outra volta olímpica no salão de festas http://t.co/sBZVpPnukn pic.twitter.com/hvnLarxK7g
— Atlético (@Atletico) November 27, 2014
A partida desse domingo, então, é uma oportunidade para o Atlético fazer jus a essa alcunha e mostrar que o Mineirão ainda é um espaço usado para o clube fazer suas festas e comemorar seus títulos, isso enquanto se adapta e não faz o mesmo na sua nova casa.
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Cansados, mas animados com Milito
A final no Mineirão será apenas o terceiro jogo do Atlético sob o comando de Gabriel Milito. O Galo demitiu Felipão após as semifinais do Mineiro e trouxe o treinador argentino buscando uma mudança de ares e um futebol mais vistoso. Essas duas coisas já podem ser vistas em campo, mesmo com pouco tempo de trabalho do novo treinador. A esperança atleticana foi renovada com Milito, e é com ela (e com ele), que o torcedor acredita no título neste domingo.
Além do pouco tempo de trabalho, o Atlético terá que lidar com o desgaste físico. Esse será o terceiro jogo do clube na semana, sendo que, no meio dela, teve (bem) longas e cansativas viagens para fazer sua estreia na Libertadores, na Venezuela. O Galo goleou o Caracas, e isso deu mais ânimo para a final.
Por sorte do Atlético, o Cruzeiro teve uma semana parecida, trocando as viagens cansativas por um jogo exaustivo na altitude do Equador. A diferença é que a Raposa não venceu, mas, em compensação, terá 60 mil vozes a seu favor neste domingo, já que, por acordo dos clubes, só cruzeirenses poderão comparecer ao Mineirão.
O provável time Atlético: Everson; Lemos (Alisson), Fuchs e Jemerson; Saravia, Battaglia, Zaracho, Igor Gomes e Arana; Paulinho e Hulk.



